Nessa edição da L&PM é possível ler duas obras em uma. Contos Gauchescos trata de diversos contos curtos protagonizados ou narrados pelo mesmo personagem, o Blau Nunes. Já em Lendas do Sul são narradas histórias baseadas em algumas das lendas folclóricas aqui do Rio Grande do Sul, a descrição delas e ainda um apanhado rápido de outras lendas pelo Brasil afora. O bacana dessa obra, principalmente do primeiro livro, é o tom de conversa, de prosa mesmo, que o autor confere ao seu texto. Pois o narrador é um gaúcho do campo, ele é o contador de histórias, o velho proseador que abre o livro conversando com um personagem que não aparece e que pode muito bem ser você leitor. Todas as histórias apresentam o interior do Rio Grande, mesmo que Simões Lopes Neto nunca tenha andado pelos pagos que descreveu, ele morou em Porto Alegre e Pelotas e nunca visitou nenhuma outra cidade além destas (pelo menos é o…
Resultados para a pesquisa de: Douglas Adams
Morte e vida severina e outros poemas para vozes
Eu confesso que não sou muito chegada em poesia. Não tenho o dom para apreciá-las como deveria, são poucas as que me agradam. Não sei porque, mas desde que me conheço por leitora sou assim. No entanto, uma das coisas mais lindas que já li na minha vida foi a apresentação de Severino em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. É simples, sucinto, e ao mesmo tempo tão forte e marcante que é impossível esquecer quem é Severino. Ele é um nordestino, ele é ao mesmo tempo um personagem único e inúmeros brasileiros. O retirante nordestino a quem coube o nome de Severino percorre a mesma trajetória de milhões de cidadãos brasileiros. Ele enfrenta as adversidades que essa vida severina que se apresenta para muitos e sai da morte para alcançar a vida. O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI — O meu nome é Severino, não tenho outro de pia. Como…
Olhai os lírios do campo, de Erico Veríssimo
Não li muitos dos livros do autor gaúcho, mas pretendo ler todas as suas publicações. Porém, é inegável que a narrativa de Erico Veríssimo é sempre muito gostosa de ler. Ele tem o domínio das palavras. Em Olhai os lírios do campo, o livro que o tornou um escritor de sucesso, ele narra a história de Eugênio e seu amor por Olívia. O livro é dividido em duas partes e há uma diferença bastante grande entre elas. Essa distinção ocorre tanto na estrutura narrativa quanto na cadência da narrativa em si e da leitura. Na primeira parte somos apresentados ao casal Eugênio e Olívia, na verdade somos apresentados ao médico Eugênio Fontes que recebe a notícia por telefone de que ela está em seu leito de morte no Hospital. Eugênio, casado com Eunice, vai para o Hospital para ver pela última vez seu verdadeiro amor. A partir daí os capítulos retomam o passado de Eugênio, ou Genoca – seu apelido de…
elvis & madona [uma novela lilás], de Luiz Biajoni
Um livro que nasceu de um roteiro. Assim surgiu Elvis & Madona [uma novela lilás]. Luiz Biajoni foi convidado pelo cineasta Marcelo Laffitte para escrever um livro a partir do roteiro para o filme homônimo (que eu ainda não assisti). Biajoni topou e daí nasceu esse livro que é um libelo pela tolerância, pura diversão e um texto para reflexão. Eu recebi esse livro na minha casa porque ganhei numa promoção no twitter d’O Pensador Selvagem. Demorei um pouco para ler porque a fila é grande, mas quando resolvi começar não parei mais. E a experiência foi super bacana porque li ao lado de Ju numa viagem de trem. A viagem terminou e o livro não. Sem problemas, nos aninhamos na cama com nossa gata e continuamos a leitura. E nos divertimos muito. Elvis & Madona é um livro pra se ler assim, de um gole só (no nosso caso foram dois goles, mas que valeu por um só), porque…
Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky
Livro de faroeste com zumbis. Sim, para impressionar já de antemão. Como o Daniel Galera falou na primeira linha da orelha do livro: “Se tem zumbi no meio, só pode ser bom”. Acho essa frase muito verdadeira, com raríssimas exceções. E Areia nos Dentes definitivamente não é uma excessão. O livro está aí para confirmar que história com zumbi é boa de ver, de ler e de contar. Xerxenesky usa e abusa das referências cinematográficas para compor seu cenário inusitado: o oeste, aquele velho oeste de filme americano (seja ele filmado na Itália ou na Espanha, ou não). Confesso que o gênero de filmes nunca foi meu forte, que vi apenas o primeiro dos filmes da trilogia dos dólares e, que apesar da paixão pela trilha sonora, eu tive de revê-lo, pois da primeira vez eu dormi. Sim, eu gostei muito do filme, mas ainda não criei coragem para retomá-los. Mas nem só de referência cinematográfica vive o primeiro romance de Xerxenesky….
Garota papo-firme
Então que ontem foi o lançamento do livro Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou, de Cristiane Lisbôa (referência a um canção de Roberto Carlos). E foi super bacana. A moça esbanjou simpatia, ganhei um exemplar do livro, marca-página exclusivo para o lançamento, autógrafo e ainda assisti o pocket show da Gisele de Santi, que terminou com surpresa: ela transformou em canção um dos micro contos de Cristiane, Mas naquele tempo eu não sabia (p. 21) , que ficou muito lindo. Gisele foi um espetáculo à parte. Com uma voz absolutamente linda, me encantou desde a primeira até a última canção. Mas a noite foi de Cris Lisbôa, merecidamente. Hoje de tarde me sentei na cama, aninhada com a Starbuck, com o livro na mão e muita expectativa. O livro é bem pequenino, tem pouco mais de 60 páginas, formato pocket, e uma capa cor de rosa simples e elegante. A diagramação é muito bacana, também simples e…





