Depois de terminar de assistir 2001: A Space Odyssey (1968) fiquei perplexa. A beleza, a complexidade, os diálogos, as imagens, a fotografia, efeitos especiais, história, a música, o silêncio, a lentidão, tudo convergiu para que no final eu sentisse essa perplexidade, uma mistura de incerteza e estranheza. Não é para menos, estou falando de um dos filmes mais complexos da História do cinema. E falar sobre ele não é fácil. Primeiro é preciso digerir o filme que Stanley Kubrick deixou de presente para a humanidade. E nem assim me sinto apta a falar dele. Uma obra em que cada quadro é pensado e estudado antes de ser feito. E mais de quarenta anos depois de seu lançamento (1968) ainda é objeto de longas discussões a respeito das diversas ideias e proposições apresentadas e muitas interpretações são elaboradas. Sua história é de difícil entendimento, e por diversas vezes parece até sem sentido. No entanto, não é o sentido da história, da…