• Retrato escolar antigo em preto e branco
    Feminismo,  No Passado,  Refletindo,  Sora Dani

    Rotinas marcadas por gênero na cultura escolar

    Alguns anos atrás iniciei  o trabalho docente, em um dos meus turnos de trabalho, numa escola diferente. E como de praxe, fui me familiarizando aos poucos com a rotina escolar. Uma das coisas que mais chamaram minha atenção nessa rotina foi o fato de termos de buscar as turmas nas filas na quadra da escola no início das aulas e após o recreio. Uma novidade pra mim, pois até então tinha trabalhado em escolas que a fila já era passado. E essa é uma prática que considero desnecessária em se tratando de adolescentes. Mas até aí, ok (um ok com cara de resignação e não de aceitação). Mas que relação…

  • Diário (ou quase),  No Passado

    uma dani ainda mais mini… e seu amigão

    Eu estava aqui arrumando umas coisas e recebi mensagem de Feliz dia das Crianças. Ora, eu no auge dos meus 36 anos já passei dessa fase há muito tempo. Mas é tão bom relembrar. E quem disse que não se pode manter viva nossa criança interior? Aí eu me deparo com essas fotos. Ah, uma enxurrada de memórias. E atente-se para o boneco do Fofão. Lembra desse personagem? Não era nascido ainda? Tudo bem. Basta saber que eu AMAVA esse boneco. Tive ele até meus 20 anos, mais ou menos. Lembro que foi difícil desapegar. Tão difícil que uns poucos anos atrás eu vi um igualzinho no Brique da Redenção…

  • Diário (ou quase)

    eu procrastino…

    Eu não fiz nada da dissertação essa semana. De novo. Isso está se tornando muito chato. Eu tenho um sério problema de trabalhar em condições não ideias. Eu tenho muito tempo (quarentenando…). Aí não faço nada com ele. E quando to apertada, cada minuto rende. Meu TCC foi moleza pq eu não tinha um segundo livre do dia. Aí eu lia e escrevia muito. Tava trabalhando em dois lugares, cursinho pré vestibular, aula do último semestre. Aí parece que o cérebro entende: tem que render. Tipo inércia. Se tá em movimento, continua em movimento. Se não tá, fica parado. Falta o impulso. Loucura da minha cabeça? Talvez. Mas faz sentido.…

  • colagem
    Diário (ou quase)

    Reflexões sobre um pé na bunda

    Hoje faz uma semana que o relacionamento no qual eu mais me permiti terminou. Tem um momento depois do pé na bunda que a gente começa a ver, mesmo que ainda muito pouco, por trás do véu da admiração. Aí aquela imagem perfeita que a gente cria na nossa mente apaixonada vai se desconstruindo pouco a pouco. Às vezes vemos que a pessoa em questão nunca gostou realmente de ti e você só se deixou navegar por águas pouco amigáveis por conta de uma idealização. Que foi tudo uma enganação e que você foi só mais uma na rede de conquistas. Entendo que ter muitos matchs no Tinder, muitos encontros…

  • Amor, por AnaSofia
    Cotidiano,  Diário (ou quase)

    Sobre sentimentos

    Bom, depois de um final de semana fantástico, sinto-me compelida a me expor um pouco mais nesse blog. Pode ser que eu me arrependa… Então… Eu não gosto de sexo casual. Eu faço, claro, mas não gosto. Eu preciso ter algum tipo de conexão com a pessoa. Essa é a verdade. Eu gosto de transar, não me entenda mal, já usei Tinder só pra isso. Mas no final das contas eu sempre me sinto vazia. Aí eu vou lá e tento mais um pouco. Quando começo a me apegar, me afasto. Isso porque a outra pessoa não tem obrigação de suprir as expectativas que começo a criar nesse processo. Ok,…

  • Feminismo,  Refletindo,  Vida consciente

    Violência contra mulher: um pequeno relato

    Assim como quase todas as mulheres, desde muito jovem eu fui apresentada a esse mundo que nos trata como inferiores, objetos e, portanto, possíveis de ser violentadas. Então resolvi relatar aqui a primeira vez que ouvi uma briga de casal. Eu ainda era adolescente e não sabia muito bem o que era feminismo, mas já afirmava aos quatro ventos que eu era feminista. Sendo assim, não pude ficar calada com o que estava ouvindo. Foi em 2002, no acampamento do Fórum Social Mundial, aqui em Porto Alegre. Estava na minha barraca, me arrumando para uma confraternização quando alguns metros adiante começou uma gritaria dentro de uma barraca. Era um cara…

  • Diário (ou quase)

    Sobre fazer 33 anos

    Cheguei aos 33. Posso dizer que durante muito tempo nem imaginei como seria ter 30 anos. E não é que já estou nos 33. E estou muito feliz com isso. Não estou dizendo que foi ou está sendo fácil. Muito pelo contrário. Passei por momentos, presenciei acontecimentos e lidei com situações que nem sempre foram fáceis. Mas não poderia estar mais agradecida. A jornada foi tão desafiadora e tive tantos aprendizados com ela que hoje posso dizer que essa é a melhor idade. Estou feliz, mesmo com (ou apesar de) todos os percalços do passado e do presente. Acho que essa é minha melhor idade. Tudo o que eu sou…

  • Cotidiano,  Diário (ou quase)

    dias de preguiça

    Tem dias que a preguiça bate forte mesmo. E com ela vem a culpa. Uma voz interior dizendo que eu estou procrastinando, deixando de lado as coisas importantes, não realizando as tarefas que preciso, deixando de fazer o que é importante e etc. E hoje foi um desses dias. Cada segundo foi regado a pouca vontade de sair do lugar e muita culpa por não estar me dedicando tanto quanto devo ao BEDA e ao VEDA. E muito menos às atividades do dia a dia que exigem um mínimo de comprometimento. Como lidar com isso? Como lidar com a preguiça? Com a falta de inspiração? Com a culpa? Eu não…

  • Beleza e autocuidado,  Diário (ou quase)

    Ansiedade

    Oi. Cheguei no blog Dona Vader (blog não existe mais 🙁 ) por conta do BEDA e devorei os posts sobre ansiedade. Eu desconfio de ter ansiedade desde a infância já faz uns dois anos, principalmente porque dos sintomas citados, eu tenho vários desde criança. Eu fico adiando a ida ao médico por medo de isso ser verdade. Mas os posts da Line tem me ajudado a pensar no quanto isso é ainda mais prejudicial. O máximo que vou ter é uma confirmação do que já desconfio. Ou, na melhor das hipóteses, vou sair da consulta sem diagnóstico de ansiedade, o que seria ótimo. Dos sintomas que ela menciona nos…

  • Lendo,  Refletindo

    Pelo fim da polícia literária

    Eu estava em uma aula de estudos literários no semestre passado, lá no Instituto de Letras da UFRGS, e além de sair pensando muito sobre o tema da aula – uma discussão sobre valor estético e cânone literário – também refleti bastante sobre a fala de uma colega durante a aula. Estávamos no momento do debate em que uma espécie de jogo foi instituído e alguns colegas precisaram “convencer” o professor a ler um livro, qualquer livro. As respostas eram então listadas em forma de tópicos no quadro e os argumentos seriam utilizados ao lado de outros pré selecionados pelo professor para refletir e compreender um pouco melhor o tema da aula, ou seja,…