
Eu não tenho muito o costume de ler poesia. Preciso ler mais, inclusive. Especialmente poesia latina e feminista. Gosto das poesias poderosas e fortes como a de um pequeno livro que descobri por acaso: Invertebrada, de Daniela Catrileo. E pequeno é realmente um adjetivo que cabe, porque ele tem 35 páginas. E cada página é mais incrível do que a outra.
Em fevereiro eu estava procurando inspiração de poemas que eu pudesse usar de epígrafe na tese e me deparei com a autora e sua obra. Li numa tarde todos os poemas e fiquei encantada. Nada melhor do que compartilhar alguns dos poemas que eu mais gostei no livro, considerando que eu não tenho capacidade para resenhar.
Te escribí tanto tiempo
que ya no me quedan
cuerpos que nombrar.
Eu fico muito feliz que posso ler em espanhol.
Ni mapas, ni relojes.
Me gusta perder y perderme.
Nunca me ha gustado la idea
de preguntar la hora o saber la micro
que me deja cerca de casa.
Creo que el viaje
es justamente lo que se esconde
en el no viaje,
el secreto del enigma
como interrupción.
Agora tenho vontade de ler toda a obra da autora. O problema é encontrar os livros…
Invertebrada
Poesia
UMA Foundation
2017
35
Publicado pela Fundação LUMA como parte da exposição 89plus Poetry will be made by all!, com curadoria conjunta de Hans Ulrich Obrist, Simon Castets e Kenneth Goldsmith, na LUMA/Westbau, de 30 de janeiro a 30 de março de 2014. Design da capa por Content is Relative. Todos os direitos sobre esta obra são reservados ao autor.
Este livro foi editado por Mel Bentley.







