Eu não tenho muito o costume de ler poesia. Preciso ler mais, inclusive. Especialmente poesia latina e feminista. Gosto das poesias poderosas e fortes como a de um pequeno livro que descobri por acaso: Invertebrada, de Daniela Catrileo. E pequeno é realmente um adjetivo que cabe, porque ele tem 35 páginas. E cada página é mais incrível do que a outra.
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
No meu fone nos últimos dias
Hoje é um daqueles dias que a correria foi imensa e o cansaço acompanha. Como uma das coisas que nunca falta no meu dia, não importa o quão corrido foi, é música, resolvi trazer uma música que esteve no meu fone de ouvido nos útimos dias. Talon Nascida na cena DIY do Brooklyn, Talon é uma banda de grunge-pop. A música captura as contradições da vida queer no Brooklyn pós-pandemia: bagunçada e alegre, caótica e terna, vulnerável e um pouco mimada. Descobri essa música meio por acaso e, desde então, ela ficou grudada na minha cabeça. Então achei que nada mais justo do que trazê-la para cá também. Talvez seja justamente isso que eu mais goste nessas descobertas meio acidentais: você dá play sem esperar muita coisa e, de repente, aquela música começa a ocupar um espacinho na rotina. Entre um dia corrido e outro, Talon acabou virando uma pequena trilha sonora desses últimos dias. E o clipe é muito…
Livro: Lightbreakers
Lightbreakers, de Aja Gabel, mistura ficção científica, arte e drama familiar para falar sobre uma coisa que é simples e complicada ao mesmo tempo: o desejo de voltar atrás. Maya é uma artista fascinada pela beleza. Noah, seu marido, é um físico quântico obcecado pelos mistérios do universo. Os dois vivem uma vida aparentemente feliz, mas existe uma ausência entre eles: Serena, a filha que eles pederam alguns anos antes. As coisas começam a mudar quando Noah é convidado para participar de um projeto secreto que pesquisa a relação entre tempo e consciência. No meio do deserto, em um misterioso laboratório, ele começa a trabalhar em uma forma experimental e super perigosa de viagem no tempo. Obcecado, começa a tentar reencontrar a filha. Enquanto Noah se deixa cada vez mais envolver pelo projeto, Maya também acaba voltando ao próprio passado, revisitando a família no Japão e um antigo amor. Eileen, ex-mulher de Noah, também entra para a equipe no laboratório…
Finalizando o HRCYED 2.0
Em julho do ano passado eu descobri o HRCYED, ou o desafio de leitura mais difícil que você vai fazer… Prontamente decidi participar. Apenas porque sim. Amei a proposta. São muitos desafios. Muitos mesmo. Tipo uma cartela de bingo literário comum, que muita gente faz. Mas cada quadradinho da cartela é um desafio inteiro. Cada livro pode preencher dois prompts dos desafios, desde que sejam de desafios diferentes da cartela de bingo. No total seriam mais de 80 livros em um ano. O desafio não começa em janeiro, mas em 07 de julho, e encerra em julho do ano seguinte. Criado pela QWordy, a data de início é o aniversário dela. Minha ideia não era vencer o desafio, era conseguir cumprir o maior número de desafios possíveis e ler muito. Eu sabia que não conseguiria cumprir todos desde o dia 1. Mas nada me preparou para o primeiro semestre de 2026. Porque eu só consegui finalizar SEIS livros! Frustrante demais….
Livro: Não vão nos matar agora
Li esse livro em janeiro por indicação da Natalia Borges Polesso que me deu aula no doutorado. Sim, eu tive aula com a diva. E a leitura foi exatamente para resolver algumas questões dentro da tese, nos meses finais de escrita. É um livro que trata de raça, gênero, violência e de Brasil.
Nostalgia: tamagotchi
No mês passado eu ganhei um tamagotchi, original. Lindinho demais. Como tenho andado meio nostálgica, faz um tempo que vinha namorando os bichinhos que fizeram parte da minha adolescência. Tive um de camelô quando tinha 13 anos, na sétima série. Lá se vão quase 30 anos! Cheguei a comprar um baratinho na Amazon, uns anos atrás, mas nunca liguei. Ficou guardado. E na cabeça a ideia fixa de que eu queria um original, já que na época eu não podia ter, agora era a hora. Tudo isso para dizer que eu não lembrava mais como era manter um “vivo”. Quando ele chegou fiquei muito feliz, a caixinha toda linda e ele ali, me encarando. Resolvi aproveitar o mini recesso que tive no final do mês de julho para ligá-lo. A sexta, 31, foi o dia escolhido. Finalmente criei coragem, tirei da caixa e liguei o pequeno alien. O que ele tem de fofo, tem de estridente. O som agudo e…










