Depois de escrever um pouco sobre o surgimento do Romance Policial, é hora de falar da forma que a narrativa assume. A narrativa policialesca diz respeito a uma inclinação humana já existente, e busca a mais completa verossimilhança com a realidade. Os aspectos poéticos são abandonados em prol do exercício da racionalidade. O leitor interage através do medo. E busca compreender crime e criminoso em conjunto com a figura do detetive, responsável pelo desenrolar da história. O detetive representa a polícia, e ele é o herói. Em contrapartida o criminoso assume um papel de aberração. Com o romance policial de segunda geração há uma inversão do papel do detetive e do lugar do crime na sociedade. Se nos romances de primeira geração eles eram aberrações e não faziam parte da ordem social, nos romances escritos a partir das décadas de 1920 e 1930, eles passam a fazer parte de um esquema social que é por inteiro abominável. Ambos estão inseridos…
Arquivos para setembro 2008
Cavalo de Fogo
Que jovem de mais de 20 e poucos anos não tem um desenho animado dos anos 80 na memória e volta e meia começa a cantarolar as músicas e lembrar de falas de personagens que povoaram a imaginação e as brincadeiras de infância? Bom, eu tenho. E um desses desenhos é com certeza Cavalo de Fogo, produzido por Hanna-Barbera, estralando de setembro de 1986 a setembro de 1987, na CBS. Como eu adorava ver as aventuras da Princesa Sara em Dar-Shan (um mundo de outra dimensão). E a música de abertura era deliciosa de ficar cantarolando por aí. E é claro que eu sempre errava a letra inteira, porque não consigo decorar letras de música. Para acompanhar a abertura: No meu sonho eu já vivi um lindo conto infantil Tudo era magia Era um mundo fora do meu E ao chegar desse sonho acordei Foi quando correndo eu vi Um cavalo de fogo alí Que tocou meu coração Quando me…
ATENÇÃO AO SÁBADO de Clarice Lispector
Porque é sempre bom ler Clarice. Porque hoje é sábado. Porque existem desejos. ATENÇÃO AO SÁBADO Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?…
Moleskine
Acabei de ler no blog do Alessandro Martins uma notícia incrível. A Livraria Cultura está vendendo Moleskines. O que são Moleskines? Um caderninho caro, com capa de couro, folhas especiais e de um glamour imcomparável: esse é o tal do moleskine. E eu já tive um. E assim que sobrar um dinheirinho, comprarei mais alguns.
Nunca esquecer
Sempre confie nas dicas de Ivana Arruda Leite.
Viagem no tempo
São tantos os temas que me agradam na ficção científica que é difícil escolher um para chamar de preferido. Um deles com certeza seria a viagem no tempo. Filmes, livros ou histórias que se refiram a passeios intertemporais e máquinas do tempo sempre chamam minha atenção. A viagem no tempo é a possibilidade de sair de um determinado período de tempo e ir até outro. Por exemplo: imagine que neste exato momento seu corpo ou sua consciência ou os dois juntos retornam alguns anos e chegam até 1991, no meu caso esse foi o ano em que estava entrando para o colégio. Essa seria uma experiência de viagem no tempo. Existem algumas teorias relativas a essa experiência. Uma delas diz respeito a possibilidade de seu corpo ser transportado de um período para outro. O corpo sairia de determinado tempo e espaço e chegaria no mesmo espaço em outro tempo, como no filme A Máquina do Tempo. Outra teoria aborda a possibilidade de realizar essa viajem apenas…




