Não consigo lembrar em que ano comprei minha primeira estante, daquelas bem simplesinhas, amarela, tinha até um tamanho bem bom. Por anos ela foi filha única de mãe solteira. Lembro que eu não tinha vinte anos ainda (ah, como o tempo passa). Ela era a parte mais importante do meu quarto, porque nela eu guardava as coisas mais preciosas da minha vida: meus livros. Poucos no começo, mas aumentando lentamente. Então, dois anos atrás eu finalmente tinha meu próprio apartamento e MUITOS livros a mais. Comecei a me apossar das estantes do namorado e enchi três delas em um piscar de olhos. Acontece que mesmo essas três já não eram suficientes e as coisas começaram a ficar um pouco bagunçadas, depois muito bagunçadas. A ideia de ter um home office, com uma estante linda foi saindo da cabeça e indo para o papel. O projeto estava lá, só faltava dinheiro para colocar em prática. No final do ano passado o…
Cotidiano
♣ A vida em suas múltiplas camadas: afetos, rotinas, experimentações e desafios de ser quem se é num mundo em movimento. Aqui compartilho vivências como professora, estudante, andarilha e alguém que tenta se organizar em meio ao caos.
trecos & trapos, o retorno
Já perdi as contas de quantas vezes escrevi um texto (de tudo quanto é tamanho) para anunciar o retorno do blog. Esse é mais um deles. Tomara que seja o último, que nunca mais uma fase atribulada tome conta da minha vida e me deixe afastada do blog e de todas as outras atividades internéticas. Desde o final do ano passado até junho deste ano eu estive envolvida em mais uma monografia. Estava encerrando essa etapa da vida e me acostumando com a vida adulta que tardou em chegar, mas quando veio apareceu com tudo o que tem direito: casa nova, emprego full time, pós graduação, enfrentando problemas de saúde, mudança de ares, de endereço, de tudo. Agora estou mais calma, enfrentando um leão por dia na escola, em casa e na cabeça. Quem disse que seria fácil? Não está sendo, não mesmo. Estou completamente diferente, vivendo e sentindo coisas diferentes a cada dia. Acostumar com elas não é moleza,…
Drawing: A drawing a day.
Eu sempre gostei de desenhar. Desde muito pequena rabiscava qualquer pedaço de papel que estivesse por perto (menos nos meus livros, porque desde cedo eu olhava para esses objetos como algo sagrado). Desenhava mais paisagens, porque eu achava mais fácil e um primo meu com pretensões de artista me ensinou alguns truques. Não que meus desenhos fossem bons. Pelo contrário. Eram desenhos bem feinhos. Cheguei a fazer um curso, na escola, de cartoon com o Jerry. Foi uma experiência maravilhosa, que me ensinou muito sobre traço, como usar o lápis e, claro, a desenhar os personagens que o professor ensinava. Na adolescência eu desenhei bastante. Tinha agenda, como toda guria de 13/14 anos (e eu tive até os 17!), mas não deixava ninguém assinar (por favor, todos sabem o que isso significa, né?! ou então eu estou MUITO velha). O que eu fazia com minha agenda se eu nao anotava compromissos (agenda de adolescente não é para anotar compromissos) e ninguém deixava…
Meet Willow and Salem – my cute kittens
Poucas coisas são mais fofas que um gatinho. Mas a fofura de um gato não pode ser o único motivo para adotar um gato. Adoção de animais é uma grande responsabilidade e deve ser levado a sério. Em 2011 eu adotei a Starbuck, uma tricolor linda que está cada dia mais linda e carinhosa. Em Abril de 2012 eu adotei o Gandalf, um Exotic Short Hair que foi vítima de maus tratos e estava em uma situação lamentável com sua antiga dona que usava o bichinho para reprodução e venda dos filhotes. Hoje ele está gordo, lindo e mesmo que ainda precise de alguns cuidados médicos (pois seu tratamento tem de ser feito por etapas) ele está feliz e saudável. Também em 2012 eu tentei adotar o Cenoura (que chamaria de Van Gogh), mas ele não se adaptou aos gatos que já vivam comigo e os meus gatos também não se adaptaram. Pelo bem estar a saúde dos três decidimos…
Novo caso de amor: Kindle
O final de 2012 foi marcado pela chegada em peso dos e-book readers no mercado brasileiro. Primeiro foi o Kobo na Livraria Cultura que alarmou corações e causou comoção em alguns lares (hahahaha, aqui em casa foi comoção!). E a pergunta ficou no ar: e a Amazon? e o Kindle? Pois é, a mais famosa das lojas e o mais famoso dos leitores de e-book ficaram para trás na corrida de quem chegava primeiro no mercado brasileiro. Mas logo em seguida entrou no ar a loja brasileira da Amazon vendendo APENAS seus livros digitais (muitos, por sinal). E o Kindle? Bom, demorou um pouco mais, mas finalmente começou a ser vendido pelo Ponto Frio (?!), a loja com a melhor logística do Brasil. Foi estratégia para não se incomodar com transporte e entrega no prazo. Mas isso todo mundo mais ou menos antenado já sabe. O que eu tenho que ver com isso? Ora, eu fiquei num dilema: qual dos leitores digitais…
Breve Retrospectiva 2012
E lá se vai 2012. E está terminando bem. É o que importa. Mesmo que eu tenha lido muito menos do que planejei, muito menos do que gostaria e não tanto, mas menos do que podia. Mesmo que eu não tenha cumprido nenhum dos desafios que me fiz esse ano (apesar de ter quase conseguido terminar o Desafio Literário 2012, faltando poucos livros e algumas resenhas para atingir o objetivo). Mesmo que eu tenha abandonado – não intencionalmente – a organização do DL 2012 para dar conta dos milhares de afazeres que preencheram os meus dias. Mesmo que eu tenha trancado um semestre de Letras e tenha cursado somente uma disciplina no segundo semestre por conta de um horário de trabalho que me impossibilitou de seguir adiante. Mesmo que eu tenha perdido muito tempo com TV por assinatura, suando no sofá e reclamando da vida. Mesmo que eu seja resmungona demais. Mesmo que eu tenha deixado o blog sem atualizações…





