
Ñ vão nos matar agora
de Jota Mombaça
Minha avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Li esse livro em janeiro por indicação da Natalia Borges Polesso que me deu aula no doutorado. Sim, eu tive aula com a diva. E a leitura foi exatamente para resolver algumas questões dentro da tese, nos meses finais de escrita. É um livro que trata de raça, gênero, violência e de Brasil.
São muitas e complexas as palavras para esse tantinho de páginas. Uma leitura extremamente necessária e subversiva. Foi importante para ajudar a compreender melhor a minha própria pesquisa e escrita. Desbravar alguns caminhos que estavam truncados e pareciam intrsponíveis para finalizar o texto.
O livro tem 144 páginas e possui uma série de ensaios curtos e potentes que abordam de forma subjetiva e, ao mesmo tempo, cruamente e coladas com teorias acadêmicas sofisticadas temas relacionados à vivência artística, racial, de gênero, territorial e de classe.
Cada ensaio é uma aula, um grito, uma reflexão. Através de questionamentos Jota Mombaça indica caminhos possíveis para existir em meio às feridas abertas do colonialismo. Certamente uma das leituras mais incríveis e tocantes que jpa fiz. Grandes chances de ser um dos favoritos do ano.
Jota Mombaça é “Bicha não binária, nascida e criada no nordeste do Brasil”, como se apresenta a partir da defesa: “é preciso nomear a norma”, pois o que não se nomeia está sob o privilégio de não ser questionado. Artista contemporânea e pesquisadora deNatal/RN, nascida em 1991.







