Eu estava meio travada para escrever o post de hoje. Não sabia o que escrever, nem como. Aí eu consegui, pela primeira vez desde o início do BEDA, fazer uma visinha em alguns dos blogs participantes, ler e comentar quando dava (nem todo blog aceitou meu humilde comentário…). E me deparei com um post da Adeline Daniele, no qual ela faz um relato sobre a semana. Achei sensacional e resolvi imitar. Meu texto não vai ser dos melhores, que hoje não estou bem. Mas vou tentar fazer os dias úteis dessa semana, pelo menos.
Segunda-feira: eu tinha uma meta semanal de não pedir carro por aplicativo nenhum dia. Sete horas da manhã de segunda eu estava pedindo e pagando um preço absurdo (o dobro do valor normal da viagem) para chegar no trabalho no horário. Acordei atrasada e o dia foi todo meio estranho por causa disso. Dei aula todos os períodos do dia. Fui de Guerra Fria para Estado Absolutista, depois para Independência dos EUA e cheguei na Mesopotâmia. A cabeça explodindo no final do dia. Ainda bem que tenho carona de uma colega até em casa.
Terça-feira: dessa vez fui uma “feliz” usuária do transporte coletivo. Dei minhas aulas com tranquilidade. Até estava com bastante energia. Mas no final do dia aconteceu uma situação horrível, que eu nunca tinha vivenciado, em 14 anos de sala de aula. Sofri uma pequena violência de um aluno novo na escola e isso me desestabilizou completamente. Ainda to tentando digerir o que aconteceu e me sentindo culpada por dar tanta importância pra algo que parece tão pequeno comparado com o tanto de relato de violência que professoras e professores sofrem Brasil afora.
Quarta-feira: meu dia de planejamento. Fiquei em casa descansando, refletindo sobre o que ocorreu no dia anterior. Tinha marcado um almoço com duas das minhas melhores amigas e, apesar de querer entrar em um casulo, fui. E que bom que eu fui. Conversamos muito. Matamos a saudade. Comemos no Donna Laura um restaurante maravilhoso, de comida caseira e vegana, que mora no meu coração. Depois do almoço voltei pra casa e passei o resto do dia alternando entre ver vídeos sobre journaling e planners, acompanhar os lançamento da Hobonichi e jogar Stardew Valley.
Quinta-feira: outro daqueles dias que não tem como respirar. Nenhum intervalinho. Aula o dia todo. Não estava bem pra estar na escola. Mas tive que encarar a sala de aula, os colegas e tal. A escola (instituição escola pública) é insalubre. Um descaso tremendo com as/os estudantes e com as professoras e professores. Até pra ir no banheiro a gente tem que se humilhar mandando mensagem no Whatsapp para pedir que alguém fiquei uns minutinhos com a turma enquanto a gente vai fazer xixi. Tem dia que não dá tempo nem no recreio.
Sexta-feira: vulgo hoje… Dia de surto. Nós fizemos greve em abril/maio desse ano e temos que pagar os dias parados para garantir os dias letivos. Já estava em paz com o fato de trabalhar janeiro a dentro. Mas aí a carga horária dos nonos anos na minha disciplina não ia fechar, porque eles “tem que se formar ainda em 2026”. Sem me consultar fui incluída em 5 sábados letivos de pagamento de greve (que eu já tinha dito expressamente que não queria porque cada sábado pagaria apenas um turno de trabalho para pagar um dia eu teria que trabalhar dois sábados). Fora os sábados letivos já previstos no calendário escolar. Eu tenho que ir no sábado NOVE vezes até o início de dezembro e ainda trabalhar em janeiro. Eu fiquei muito p#t@. Principalmente porque já emendou com a situação de terça. Fui falar com a diretora. falei com orientadora. Briguei, chorei e depois ainda fui dar aula sem conseguir controlar o chjoro e chorei na frente da turma. e no final do dia ainda daria aula pra turma do aluno que tive problema na terça. Meu dia foi uma porcaria. Felizmente o menino não foi. Mas isso não tira a sensação, que eu ainda nem sequer sei nomear, e querer desistir de tudo. Meus olhos ainda doem de tanto que chorei hoje.
Puxa, terminei numa vibe muito bad. Desculpa. Já está tarde e só me resta viver na minha fazendinha virtual ate dormir pra ter alguma alegria nesse dia…







