No segundo volume de O Continente a saga das famílias Terra e Terra Cambará continua. Os capítulos abrangem os períodos de 1850 a 1895. Bem menos do que no primeiro tomo, que vai de 1750 a 1836, mais o ano de 1895 com O Sobrado. A estrutura do livro é a mesma do primeiro volume, trechos de O Sobrado intercalam os capítulos A Teinaguá, A Guerra e Ismália Caré. Três grandes capítulos que, ao contrário dos integrantes da primeira parte da obra, não são tão independentes e, portanto, não dariam muito certo como publicações avulsas (lembra que Ana Terra e Um Certo Capitão Rodrigo foram lançados como livros?). O tom épico ainda é marcante, porém diferente do primeiro tomo, em que a atmosfera da narrativa era mais vibrante e vigorosa, o segundo volume possui um ritmo mais vagaroso e marcado por perfis e guerras psicológicas. No entanto, mesmo com ritmos distintos, ambos são livros incríveis e completam-se recíproca e perfeitamente….
Romance Histórico
O Continente vol. 1 (O Tempo e o Vento #1), de Erico Verissimo
O primeiro volume de O Continente é a abertura da obra prima de Erico Verissimo, O Tempo e o Vento (publicado em três romances: O Continente, O Retrato e O Arquipélago – os dois primeiros possuem dois volumes, enquanto o terceiro foi dividido em três). Publicado em 1949, a intenção de Erico era escrever apenas O Continente, mas a história tão grandiosa da saga familiar que é também um microcosmo da História do Rio Grande do Sul pedia mais. E Erico nos deu de presente, alguns anos mais tarde, os dois volumes de O Retrato e os três volumes de O Arquipélago. Reeditado inúmeras vezes pela Editora Globo, hoje as obras de Erico são publicadas pela magnífica Companhia das Letras. E eu tive o prazer de ler na primeira e segunda vez, há muitos anos, essa primeira parte de O Tempo e o Vento numa publicação da editora Globo e agora li numa edição linda que integra o box de…
De como não li As Benevolentes
O Desafio Literário de Setembro era um dos que eu estava mais ansiosa para chegar (romance histórico). Infelizmente as coisas não saíram como eu esperava em vários âmbitos da minha vida (TCC atrasado, dois empregos e trabalho demais e para completar horas inúteis perdidas dentro de transportes públicos caríssimos e de péssima qualidade). Portanto, nesse mês eu não consegui completar o desafio. Minha proposta era ler As Benevolentes de Jonathan Littell (Les Bienveillantes, tradução de André Telles, Objetiva / Alfaguara, 912 páginas), entretanto, avancei muito pouco na leitura e tive de abandoná-la em favor do meu trabalho de conclusão de curso. Para não deixar de falar nada sobre a obra resolvi colocar aqui a sinopse e algumas impressões sobre o que apreendi sobre o livro. Além disso, deixo algumas indicações de textos sobre o autor e sua produção, em especial a obra que deveria ter lido. Por que eu farei isso? Porque achei a temática e a relevância da obra…






