Inclassificáveis

Voltando a ver Doctor Who

Consegui. Estou em dia com Doctor Who. Demorei muito para terminar de ver a última temporada com a Jodie Whittaker. Eu gostei muito dela como doutora, mas sei lá, alguma coisa não tava dando liga. Fui enrolando numa temporada minúscula (só seis episódios) e quando voltei, fui presenteada com três especiais que tinham o tom que a temporada deveria ter tido.

Aí vieram os especiais de 60 anos e… sério. Que presente. Eu amei cada segundo. Donna Noble, eu senti tanto tua falta. Que química ela e o 10/14 Doutor tem. Eu fiquei arrepiada, me emocionei, dei risada, senti alegria, tristeza. Muito fan service bem utilizado. 10 de 10. Não consigo escolher qual dos três foi meu favorito.

E ainda não sei o que sinto desse soft reboot para 14 temporada/1 temporada. Não sei se… SPOILER… acho uma boa solução ter dois Doctors. Mas que foi o lindo o final do 10/14, vivendo a vida que ele acreditava ser a única aventura que nunca teria…

E desde sexta (24/05/24) estou vendo a nova era com o Ncuti Gatwa. Achei o especial de Natal bem ok para uma introdução do Doutor e da Ruby. O primeiro com os bebês espaciais também foi bom, mas nada de mais. Mas o segundo foi ótimo. Que escolha incrível para ser a/o vilã. Gostei muito da ideia resgatada da série clássica no último especial de 60 anos: o vilão Toymaker. Tem muito potencial a noção de existir um panteão de seres MUITO poderosos.

Mas sério, o terceiro episódio foi disparado o melhor. Steven Moffat sabe o que faz! Um cenário, Ncuti ficou na mesma posição praticamente o episódio inteiro, mas entregou tudo! Ah a crítica ao capitalismo a igreja. Bom demais. E quando eu achei que tinha sido o auge, hoje assisto o quarto episódio e Ruby Sunday foi sensacional. Quase um estudo de personagem da Millie Gibson. O Doctor aparece apenas na cena inicial e na final. A história foi bem escrita (talvez o final nem tanto), boas doses de tensão e até de um terror leve. Um monte de fio solto, mas acredito que Russell T. Davies vai conectar mais para frente com esse arco de quem são os pais e qual a origem da nova companion.

Eu estou gostando muito do novo Doutor. E até da Ruby. No início achei ela meio forçada, mas a cada episódio me surpreendo mais. Ansiosa pelo restante da temporada. E obrigada Russell T. Davies por me devolver Doctor Who!

Anarca, feminista, vegana, cat lady, bookworm, roller derby, hiperbólica, entusiasta das plantas e constante aprendiz. Rainha de paus, professora de história, amante de histórias. Meu peito é de sal de fruta fervendo num copo d'água. ♀️✊Ⓥ

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