E o ano está bem no finalzinho, falta um único dia para começar um ano todinho novo. E em 2011 eu participei mais uma vez do Desafio Literário. Dessa vez eu fui convidada para fazer parte da equipe do Desafio junto com a @vivi, @danihaendchen e a @queromorarlivr. Não preciso dizer o quanto eu fiquei feliz com isso. Infelizmente eu não participei tão ativamente quanto gostaria, mas como no próximo ano eu continuo na equipe, fica a promessa de ano novo de ser mais ativa nesse equipe. Quanto aos livros, esse ano foi bem mais produtivo. Se no ano passado eu escolhi um livro por mês e li 10 de 12, nesse ano eu escolhi três por mês e li 26 de 36. Ou seja, li quase o triplo de livros só para o Desafio. Dos 26 livros lidos eu atrasei alguns, lendo eles depois do praso. Mas o único que ficou sem resenha foi um livro do primeiro mês…
Ruy Guerra
Calabar – o elogio da traição
Calabar – o elogio da traição foi escrita no início dos anos 70 e foi liberada para ser encenada apenas muitos anos depois. Em 1973 Chico Buarque e Ruy Guerra procuram Fernando Peixoto para encenar a peça que eles acabaram de escrever. Muitas tentativas e ensaios depois, a peça só foi liberada (ou anistiado, como diz o próprio Fernando no texto de abertura da peça) pela censura em 1980. Um texto que foi escrito durante um ano, passou por muitas revisões, recomeços e pesquisas. Por se tratar de um tema histórico – a guerra entre Holandeses e Portugueses no Nordeste brasileiro no século XVII – os autores careciam de muito trabalho de investigação histórica. E um diferencial importante foi o trabalho de parceria, Chico e Ruy escreveram e pesquisaram juntos. No entanto, mesmo se tratando de um texto que toca em um tema histórico, ele não se pretende uma reconstituição minuciosa de um acontecimento histórico. A História é utilizada como…




