Na adolescência eu já achava as meninas mais interessantes que os meninos. Não entendia bem o que isso queria dizer, mas sentia. Aos 18 anos, me apaixonei por uma colega do cursinho popular. Ela era a menina mais estilosa que eu já tinha conhecido. Um dia fui pra casa dela e percebi que o que eu sentia ao lado dela era o mesmo que sentia com o namorado que eu tinha na época. Foi aí que a ficha começou a cair. Não de uma vez, mas aos poucos. Ao longo da vida fui me descobrindo bissexual, entendendo que meu desejo e meu afeto não precisavam seguir um roteiro pronto. Hoje, no Dia da Visibilidade Bissexual, penso na Daniela adolescente e queria muito poder voltar e dizer: “Calma. Você vai entender. E vai ser a melhor coisa do mundo.” O Dia Internacional da Celebração Bissexual é lembrado no dia 23 de setembro pela comunidade bi e por quem caminha com a…





