Em um dia choramos, em outro sorrimos. Ainda bem que tudo é assim, diferente, inconstante. Acho que se sempre tudo fosse do mesmo jeito não teria muita graça. E a gente valoriza mais os momentos felizes, as coisas legais. Como esse que estou vivendo agora, sim, pois ontem li meu nomezinho na lista dos aprovados na prova terrível de extra vestibular realizada no dia do aniversário do Paul. Passei em segundo lugar e agora serei aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O tempo de UNISINOS já era. E agora é só felicidade. É deixar a vida levar.
Indignada
“Vamos celebrar a estupidez humana. Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas. Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado, todos os mortos nas estradas. Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida campeã. Vamos celebrar a fome. Vamos celebrar nossa bandeira. Vamos cantar juntos o hino nacional (a lágrima é verdadeira). Vamos festejar a violência. Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa, velório e caixão.” (Legião Urbana – Perfeição) Estou cansada dessa onda de hipocrisia, de pessoas que batem no peito e gritam “viva o Brasil” vestindo o verde e o amarelo, gastando horrores, pixando ruas e calçadas, enquanto falta um prato de comida às muitas crianças esquecidas pelas ruas do país… “Ser brasileiro está na moda?” Vamos expressar nossa indignação e nosso repúdio a essa modinha babaca de verde e amarelo, pois ser patriota não é pintar a cara e pendurar bandeirinhas nas janelas. Enquanto isso os marajás do futebol continuam enchendo os bolsos…
Parabéns
Para Paul McCartney! O muso inspirador, o grande homem, lindo, charmoso e talentoso… 64 anos de pura música! E ele ainda está inteiraço. Esse é o aniversário sobre o qual ele cantou de forma tão memorável na música When I’m Sixty-Four (Quando eu tiver 64 Anos) no álbum que foi um marco dos Beatles, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1967. Paul McCartney não está “decadente” como previu a canção. Na realidade, continua jovial e criativo com a ajuda da filha de dois anos, Beatrice Milly. E continua a escrever músicas, apresentar-se publicamente e criar em outras mídias. O festejo foi ontem, mas ainda tá valendo, pois ontem não tinha tempo nem cabeça pra postar, foi minha prova do ingresso extra vestibular da UFRGS. Um verdadeiro martírio. Mas ainda bem que existe nosso ex-Beatle pra alegrar nossas tardes de descanso pós prova horrível de difícil. Um viva pra ele: VIVA!
100% CRIME!
Na noite de ontem, no programa “Fantástico” da TV Globo, uma matéria chamou muito a minha atenção, a disputa entre os criminosos do latifúndio, os ambientalistas do Greenpeace e os moradores do Pará. Me intrigou muito o espaço destinado a esse tipo de matéria. As imagens são chocantes. A disputa vem de tempos, e apesar de a ONG Greenpeace, ter deixado o lado ONG pra trás e ter se transformado em empresa, eu admiro o trabalho dos seus militantes e em especial o trabalho que fazem no Pará em prol da Floresta Amazônica. Eu fico indignada com esses latifundiários com seus argumentos estúpidos para justificar o desmatamento da floresta. Um deles inclusive chegou a afirmar que desmatar não é crime. O argumento principal desses criminosos diz respeito à produção do soja. Eles afirmam que desmatam para alimentar o país e diminuir a fome. Ora, se a produção fosse feita realmente para o país, mas é produto para alimentar gado e…
nós somos seres estranhos
Pra começar, as novidades: Ontem recebi a ilustre visita do Nenung, da banda Darma Lóvers. Foi muito legal conhecê-lo pessoalmente, de quebra fiquei com o 1º CD da banda. Fantástico. Pra terminar, os anseios: Vou tentar o ingresso extra vestibular pra UFRGS, estou muito ansiosa e estudando muito, embora eu esteja pedindo transferência para o mesmo curso, História, na prova caem conteúdos relacionados às Ciências Sociais e Filosofia. Na torcida.
O contexto como conteúdo
Acabei de ler um livro muito bom que usei para um trabalho da faculdade. O nome do livro é “No interior do Cubo Branco: ideologia no espaço da arte“ de Brian O’Doherty. Eu recomendo pra todos que se interessam por arte, principalmente arte contemporânea, porque o livro trata exatamente do espaço da arte, da galeria, de toda a ideologia que ela carrega em diferentes épocas do modernismo e do pós-modernismo. “A clássica hostilidade da vanguarda expressa-se por meio do desconforto físico (teatro radical), barulho excessivo (música) ou pela remoção das constantes de percepção (o recinto da galeria). São comuns a todas elas as transgressões da lógica, a dissociação dos sentidos e o tédio. A ordem (o público) experimenta nessas arenas quanto de desordem ela suporta. Esses lugares são, então, metáforas de consciência e revolução. O espectador é convidado a um recinto onde o ato de aproximação volta-se contra si mesmo. Talvez uma atitude rematada da vanguarda fosse atrair o público…




