Instintos Cruéis, da autora estadunidense Carrie Jones, é o primeiro livro da “Need Series”, publicado aqui no Brasil pela Editora Underworld, que fez um trabalho muito bacana com a capa (apesar de não gostar muito do rosto da menina, o conceito é muito interessante) e com a diagramação. No entanto, faltou cuidado na hora da revisão da tradução, tem muitos erros de digitação e ortografia ao longo do texto, e não é a primeira vez que noto isso nos livros da Editora.
O livro trata da história de Zara, uma menina militante da Anistia Internacional que coleciona fobias, sabe o nome de todas elas e sempre que está com medo ou em situações desconfortáveis começa a listá-las para se acalmar. Ela perdeu o padrasto recentemente, que ela considerava como O pai, pois o amava muito e não conhecia o responsável biológico por seu nascimento. Depois disso ela começou a murchar (metaforicamente, calma) e perder seu brilho. Sua mãe achou por bem mandá-la para uma cidadezinha no meio do nada, ou melhor, no Maine, para viver com sua avó (mãe do padrasto). Acontece que ela começou a ver um homem misterioso em todo o canto e ficou intrigada com isso. O mistério que ela, seus novos amigos da escola e sua nova paixão pretendem entender e enfrentar devolve a vontade de viver de Zara. Mas também traz muitos perigos para sua nova vida.
A criatura sobrenatural que ela descobre é um Pixie, o que é uma tremenda novidade para mim. Nunca tinha ouvido falar em nenhuma criatura com esse nome. Eles são perigosos e deixam um pó dourado espalhado por onde andam. Mas eles não deixam rastros precisos para não serem seguidos. Eles são seres da floresta e se alimentam ou transformam as pessoas em seres como eles através do beijo. Não achei essa premissa muito interessante para tal criatura. As passagens em que a autora narra os mistérios que envolvem essa raça e as buscas por informações que o grupo faz são bem interessantes. Entretanto, as melhores passagens são as de suspense, claro. Carrie tem uma boa mão para narrar suspense e me deixou grudada no texto quando o fez.
Intercalando as passagens narrativas de suspense e detetivescas, ela coloca a paixão adolescente de Zara e Nick Colt em destaque. Aí a coisa desanda. Uma porção de clichês e cenas chatas cheia de suspiros e descrições melosas. Eu não gosto disso, é fato, portanto o livro não me cativou tanto quanto poderia. Além disso, o novo namoradinho de Zara tem um segredo que fica bastante óbvio para o leitor e ela própria não se dá conta do que está na cara dela. A protagonista é muito boboca (quem ainda usa esse adjetivo minha gente?), tapada mesmo. E isso dá raiva. Quando ficou instituído que protagonista tem que ser o pior personagem do livro? Febre Crepúsculo? Serei honesta, não li e nem quero ler Crepúsculo, mas mesmo sem ler já não suporto a tal da Bela (ou seria Bella?) – me perdoem os fãs, mas é questão de gosto.
Uma narrativa muito instável que mescla passagens interessantes e promissoras com outras que dão vontade de abandonar a leitura me fizeram demorar mais do que o normal para terminar de ler Instintos Cruéis. Esse não é meu tipo de livro, mas poderia ter sido uma leitura muito mais prazerosa não fosse a insistência no caso de amor entre Zara e Nick. Se eu vou ler os outros livros da série quando forem lançados no Brasil? Provavelmente não. Mesmo o que tinha de bom no livro não foi suficiente para me cativar a ponto de querer saber como continua essa história. Até mesmo por que o livro tem um final bem razoável e não deixa gancho para o próximo volume.
Recebi e resenhei esse livro para o Book Tour da Editora Underworld, do qual participo.
Instintos Cruéis
Título Original: Need
Need Series – Vol. 1
Autora: Carrie Jones
Editora: Underworld
338 páginas
Skoob
Nota: 1,5/5
Achei a capa bem bonita, e no primeiro momento tinha até ido mais ou menos com a história, mas depois acabei não gostando muito.
gostei do blog ^^
beijos