• colagem
    Diário (ou quase)

    Reflexões sobre um pé na bunda

    Hoje faz uma semana que o relacionamento no qual eu mais me permiti terminou. Tem um momento depois do pé na bunda que a gente começa a ver, mesmo que ainda muito pouco, por trás do véu da admiração. Aí aquela imagem perfeita que a gente cria na nossa mente apaixonada vai se desconstruindo pouco a pouco. Às vezes vemos que a pessoa em questão nunca gostou realmente de ti e você só se deixou navegar por águas pouco amigáveis por conta de uma idealização. Que foi tudo uma enganação e que você foi só mais uma na rede de conquistas. Entendo que ter muitos matchs no Tinder, muitos encontros…

  • Amor, por AnaSofia
    Cotidiano,  Diário (ou quase)

    Sobre sentimentos

    Bom, depois de um final de semana fantástico, sinto-me compelida a me expor um pouco mais nesse blog. Pode ser que eu me arrependa… Então… Eu não gosto de sexo casual. Eu faço, claro, mas não gosto. Eu preciso ter algum tipo de conexão com a pessoa. Essa é a verdade. Eu gosto de transar, não me entenda mal, já usei Tinder só pra isso. Mas no final das contas eu sempre me sinto vazia. Aí eu vou lá e tento mais um pouco. Quando começo a me apegar, me afasto. Isso porque a outra pessoa não tem obrigação de suprir as expectativas que começo a criar nesse processo. Ok,…

  • Cotidiano,  Garimpo

    Lista de desejos

    Eu não sou uma pessoa de querer muitas coisas. A quem eu quero enganar? Eu quero muitas coisas sim. Mas não tenho uma lista imensa de coisas que eu queira muito. A lista é bem pequena. E vai mudando conforme eu vou mudando, é claro. Mas eu sou bem controlada, ou pelo menos tento ser, e não saio consumindo desenfreadamente cada coisa que eu gostaria de ter em algum momento da minha vida. Mas tem aquelas que estão na lista há muito tempo e vão se tornando pequenos (ou enormes) objetos de desejo. Eu resolvi tirar do meu organismo esses desejos para poder seguir em frente com a minha vida…

  • Cotidiano,  Livros e a biblioteca,  OrganizaDani

    A saga da estante arrumada

    Eu estou há tempos fazendo uma limpeza geral nos livros. Eu já reorganizei e separei o que fica e o que sai da estante. Tenho muita dificuldade em me desapegar dos livros lidos, porque a maioria são livros que eu gostei. No entanto, adotei um critério. Os livros que eu classifiquei no Goodreads com três ou menos estrelas não ficam. Por quê? Porque eles não mexeram muito comigo. Não foram leituras que me moveram por demais. Então eles saem. Mas isso gera um fenômeno… Eu sempre tenho mais livros não lidos do que livros lidos na estante. Aliás, ainda estou correndo atrás de ler tudo que tenho pendente nas prateleiras…

  • Beleza e autocuidado,  Livros e a biblioteca

    Sobre autoconhecimento e mais um projeto

    Então… Eu tenho um livro comprado há muito tempo em Buenos Aires que é uma “antologia de poesia gay e lésbica” como consta no título. Chama Amores Iguales. Ok. E o que isso tem de especial? Bom, eu sempre disse, desde adolescente, que sou bissexual. Pois bem cara leitura e caro leitor. Ando numa fase de buscar entender melhor o que isso significa e entender de fato quem eu sou. Eu fui encontrando pistas que deixei para mim mesma ao longo da minha vida. Livros, filmes, séries, artistas, biografias, arte com essa temática estiveram sempre presentes na minha rotina e no meu gosto. Mesmo que a temática não faça parte…

  • Livros e a biblioteca

    Eu continuo tentando ler romances policiais

    O Jardineiro Noturno by George Pelecanos My rating: 3 of 5 stars Esse foi o meu primeiro contato com uma obra de Pelecanos. Eu sei do currículo extenso dele (como roteirista e escritor), mas nunca vi nenhuma das séries em que ele trabalhou (a mais famosa delas eu acho que foi The Wire) e nem tinha lido nenhum de seus livros. Confesso que no início da leitura estava com pouco interesse pelos personagens e pela trama em si (um crime que remontava a uma série de assassinatos que ocorreram em 1985 precisava ser desvendado).

  • Feminismo,  Reflexões,  Vida consciente

    Violência contra mulher: um pequeno relato

    Assim como quase todas as mulheres, desde muito jovem eu fui apresentada a esse mundo que nos trata como inferiores, objetos e, portanto, possíveis de ser violentadas. Então resolvi relatar aqui a primeira vez que ouvi uma briga de casal. Eu ainda era adolescente e não sabia muito bem o que era feminismo, mas já afirmava aos quatro ventos que eu era feminista. Sendo assim, não pude ficar calada com o que estava ouvindo. Foi em 2002, no acampamento do Fórum Social Mundial, aqui em Porto Alegre. Estava na minha barraca, me arrumando para uma confraternização quando alguns metros adiante começou uma gritaria dentro de uma barraca. Era um cara…

  • Louca dos gatos

    Update felino parte 4: conheça Calibã

    Qual o limite para a quantidade de gatos que alguém pode ter? Será que esse número existe? Eu não sei a resposta para essa pergunta. A única coisa que eu tenho é uma cara de pau enorme pra vir aqui contar que eu adotei mais um felino. Agora são sete. SETE. SE-TE! Uau, é um número grande e até parece meio místico.

  • Livros e a biblioteca

    Como não escrever personagens femininas

    A Deliciosa e Sangrenta Aventura Latina de Jane Spitfire by Augusto Boal My rating: 2 of 5 stars A sátira de Augusto Boal tem altos e baixos. A narrativa é construída em torno da espiã Jane Spitfire, a melhor espiã de todos os tempos, a mais linda, a mais inteligente, a mais habilidosa, a mais tudo e qualquer coisa. Infelizmente, apesar da protagonista feminina, Boal falha com a representação feminina em seu primeiro e único romance policial. Jane é uma personificação do imperialismo estadunidense e, portanto, sua trajetória é justamente implementar as vontades de sua pátria em um pequeno país fictício da América Latina. Como ponto positivo, a narrativa constrói…

  • Filmes e séries

    Twice upon a time: me despedindo do 12º Doutor

    Eu sou apaixonada por Doctor Who, e não é de hoje. Tem muitas tentativas de resenha aqui blog para provar. Mas como tanta coisa aconteceu e o blog passou por muitas fases e abandonos, acabei não falando mais sobre uma das minhas séries preferidas da vida por aqui. Isso até agora, porque nesse Natal o especial foi exibido no cinema e eu fui conferir, porque foi especial também por ser uma regeneração, a do Capaldão (apelido carinhoso que utilizo para me referir ao Peter Capaldi, o 12º Doutor). Disclaimer feito, vamos ao que interessa. Nossa, como chorei. Aliás, no documentário exibido antes do episódio de fato começar eu já estava…