O certo é que um livro leva a outro… Às vezes estou lendo um livro tão bom que procuro outros títulos do mesmo autor ou do mesmo gênero, e se fizer parte de uma série eu leio as obras subsequentes. Esse é o movimento básico que faço para escolher as próximas leituras. No entanto, eu tenho outro critério muito importante: sempre procuro ler aquilo que tenho na minha estante, pois sofro da síndrome dos compulsivos por livros e acabo comprando muito mais do que dou conta de ler. Por ainda estar cursando uma graduação, muito da minha leitura vem das indicações/solicitações dos professores. E, além disso, procuro pelos clássicos, aquelas obras consideradas essenciais na formação de todo leitor. Estas duas últimas condições de escolha se aplicam também na compra de novos exemplares para minha humilde biblioteca. Claro que sempre há exceções. Nos últimos dois anos tenho adotado um sistema bem interessante, o Desafio Literário. Ele funciona como uma espécie de meme…
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1984 de George Orwell
A primeira vez que eu li 1984, de George Orwell (no auge dos meus quatorze anos) o fiz por curiosidade. Nasci no ano de 1984 e queria saber o que um livro escondido em um canto da biblioteca da escola e com tal título poderia me dizer. Fui criada para ser uma bitolada, tanto pela escola quanto pela família (não intencionalmente: família pobre e sem instrução). O gosto pela leitura (paradoxalmente incentivado por minha mãe) me desviou desse caminho agonizante. E ao ler 1984 lá em 1998 eu fiquei chocada com tudo aquilo. Pensei se tratar apenas de uma ficção científica politizada, uma crítica à sociedade que poderíamos criar. Não conhecia a história de como e porque o livro foi escrito. Quando descobri isso, já mais madura (aos 17 anos) reli o livro e fiquei ainda mais assustada. Sabia o quanto daquilo era real, e o quanto estava próximo da realidade. Conhecia a história, do livro e da humanidade. Sabia em que circuntâncias George Orwell…





