Ao longo a última semana de novembro, mergulhei em um desafio artístico de colagem. Foi muito intenso. Dias da semana, trabalho, tempo restrito. O desafio foi uma proposta da Juliana D’Andrea, dentro do curso Corta Y Cola e consistia em criar uma colagem para cada dia da semana. Pela manhã recebíamos no grupo do desafio a palavra do dia e uma breve reflexão. A ideia era criar uma colagem para aquela palavra. No final do dia o grupo ficava cheio de registros das colagens de todos os participantes, com uma pequena frase ou parágrafo de reflexão sobre o processo criativo e as escolhas feitas durante a criação. Consegui produzir ao todo sete colagens e foi muito positivo. Busquei conectar todas elas. Primeiro, através das cores que escolhi nas primeiras colagens que fiz. Depois, optei por colocar nelas papel rasgado, papel vazado, bolinhas feitas com furador, para buscar coerência, continuidade. Além disso, peguei um caderno de discos que tenho há uns…
colagem manual
Como voltei a fazer colagens depois de anos (e reencontrei a artista que sempre fui)
Voltar a fazer colagens me reconectou com a adolescente esquisita, criativa e sonhadora que fui, e que, no fundo, eu ainda sou. Sempre tive o sonho de viver de arte e sempre fui esquisita, tinha toda a skin para ser artista. Na adolescência eu fazia colagens em todo lugar, nas capas dos cadernos, fichários, na porta do quarto. Passava horas recortando figuras das revistas (minha mãe dizia que eu era uma rata fazendo ninho, de tanto papel recortado. Os restinhos pareciam mesmo ninho de rato. Hey, rato tem ninho?). Depois fui fazer teatro, uma das coisas mais maravilhosas que já fiz na vida, fiz escola de teatro. Lá a gente atuava, criava os cenários, costurava os figurinos, maquiava. Era tudo nós mesmos que fazíamos, a escola era de um dos grupos de teatro mais importantes do Brasil, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, um dos coletivos de teatro mais engajados politicamente da América Latina. Participar dessa escola foi…






