• Cotidiano

    A Casa

    Passeando pelas ruas de Porto Alegre, as mesmas ruas de sempre. Vento no rosto, conversas gostosas, Gasômetro, Guaí­ba (o lago), pôr-do-sol, vermelho. Subindo a ladeira e chegando no casarão em reforma. Aguarda ansiosa que a porta se abra. Multidão de faces desconhecidas, olhares cúmplices. A porta finalmente abre. Um novo mundo aguarda. Escuro corredor, a multidão a segue. Chega na sala escura, de tijolos à mostra, lampião aceso, cadeiras ao redor e uma pessoa, uma cadeira, no centro. Sentada, olhar fixo. É Bernarda Alba, reconhece de primeira. Procura um lugar aconchegante na arena negra com portas e janelas brancas, abertas. Contraste. Olha ao redor, presta atenção em cada tijolo, em cada madeira,…