Voltar a fazer colagens me reconectou com a adolescente esquisita, criativa e sonhadora que fui, e que, no fundo, eu ainda sou. Sempre tive o sonho de viver de arte e sempre fui esquisita, tinha toda a skin para ser artista. Na adolescência eu fazia colagens em todo lugar, nas capas dos cadernos, fichários, na porta do quarto. Passava horas recortando figuras das revistas (minha mãe dizia que eu era uma rata fazendo ninho, de tanto papel recortado. Os restinhos pareciam mesmo ninho de rato. Hey, rato tem ninho?). Depois fui fazer teatro, uma das coisas mais maravilhosas que já fiz na vida, fiz escola de teatro. Lá a gente atuava, criava os cenários, costurava os figurinos, maquiava. Era tudo nós mesmos que fazíamos, a escola era de um dos grupos de teatro mais importantes do Brasil, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, um dos coletivos de teatro mais engajados politicamente da América Latina. Participar dessa escola foi…





