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    O Meme Literário de Um Mês 2011 – Dia 31

    Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? (Fale sobre ele) Nesse ano eu li muito livro bom. Fica difícil escolher um só. Mas como é preciso, vou ficar com um que devorei em poucos dias, que marcou o final de uma trilogia que eu simplesmente me apaixonei e com a personagem mais marcante do ano: A rainha do castelo de ar (Millennium #3), de Stieg Larsson. Uma narrativa clara, concisa, de tirar o fôlego e de uma evolução surpreendente, A Rainha do Castelo de Ar é o mais longo dos livros da Trilogia Millennium e pode até intimidar alguns leitores pelo tamanho, mas certamente conquistou minha admiração. Sua…

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    Links Love #1

    Esse é o primeiro Links Love aqui do Trecos & Trapos. Tem tanta coisa boa sendo escrita por aí, porque não compartilhar os achados? Gosto tanto quando frequento um blog e num belo dia aparece um post  com links para coisas super bacanas encontradas em peregrinações virtuais. 1. Um guia pela selva de livros e sangue do universo de Bolaño – Antônio Xerxenesky fala sobre Bolaño, aquele que ainda não caiu nas graças da minha estante. 2. A Era dos Fast-Books – A Janda, do blog Subtítulo, disserta sobre a nova sede de consumo de livros e a leitura tão rápida quanto superficial. 3. Tradutor, Sim! – Um texto muito bacana…

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    A Rainha do Castelo de Ar, Stieg Larsson

    Para dar continuidade à leitura da Trilogia Millennium, li o terceiro volume da série: A Rainha do Castelo de Ar. Mais uma vez as expectativas foram superadas. Nesse livro Larsson narra os acontecimentos imediatamente posteriores ao final do segundo volume da trilogia. As primeiras 150 páginas possuem uma narrativa mais lenta em relação ao restante da série e do próprio livro em função exatamente da natureza dos acontecimentos. Lisbeth vai para o hospital e sofre algumas cirurgias, a mais complicada delas consistia em retirar um projétil alojado em seu cérebro. A partir de então ela fica incomunicável, detida na sala de recuperação pela polícia. As únicas pessoas com as quais…

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    A menina que brincava com fogo, Stieg Larsson

    Para dar continuidade à leitura da Trilogia Millennium, li o segundo livro da série: A menina que brincava com fogo. A expectativa era grande, tendo em vista o quanto gostei do primeiro livro. E eu gostei muito desse também. Dois anos depois dos acontecimentos traumáticos narrados em Os Homens que não amavam as mulheres, a revista Millenium encontra um novo colaborador que está prester a publicar um artigo e um livro sobre o tráfico de mulheres. Esse colaborador e sua companheira pesquisam o tema há anos e procuram a revista para publicar e denunciar os envolvidos – que vão desde policias do serviço secreto sueco à jornalistas conhecidos. Somos apresentados…

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    Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Stieg Larsson)

    Os homens que não amavam mulheres é o primeiro volume da trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson. O autor foi um jornalista e ativista político muito respeitado. Nasceu em 1954, em Skelleftehamn, na Suécia, trabalhou na agência de notícias TT, e à frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofascistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Morreu de infarto aos cinqüenta anos, em 2004 pouco depois de entregar para a editora os três volumes de sua trilogia. Acabou não conhecendo seu póstumo e estrondoso sucesso: um best seller em mais de 10 países (Suécia, Itália, Dinamarca, Alemanha, Noruega, França, Espanha,…

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    A Pedra da Lua, de Wilkie Collins

    Para quem gosta de literatura policial A Pedra da Lua é uma boa pedida. Não só pela qualidade da obra, que é inegável, mas pelo seu caráter de obra fundadora de um gênero. Wilkie Collins escreveu esse romance no formato de folhetim – hábito muito comum no século XIX – na revista ll Year Round, de Charles Dickens, entre janeiro e agosto de 1968. Sinopse: Um enorme diamante – a pedra da lua – traz uma maldição ligada à sua apropriação indevida de um templo na Índia. Ela vai parar nas mãos de uma bela jovem no dia de seu aniversário de 18 anos e acaba desaparecendo na mesma noite.…

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    A Narrativa do Romance Policial

    Depois de escrever um pouco sobre o surgimento do Romance Policial, é hora de falar da forma que a narrativa assume. A narrativa policialesca diz respeito a uma inclinação humana já existente, e busca a mais completa verossimilhança com a realidade. Os aspectos poéticos são abandonados em prol do exercício da racionalidade. O leitor interage através do medo. E busca compreender crime e criminoso em conjunto com a figura do detetive, responsável pelo desenrolar da história. O detetive representa a polícia, e ele é o herói. Em contrapartida o criminoso assume um papel de aberração. Com o romance policial de segunda geração há uma inversão do papel do detetive e…

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    De onde surgiu o Romance Policial?

    A Olivia Maia escreveu que o Romance Policial que conhecemos hoje é originário da literatura Gótica do século XIX. Na época, as histórias falavam sobre cientistas, sobre o misterioso mundo dos mortos e sobre aberrações. Com a revolução industrial e o impacto que ela causou na vida em sociedade, novos tipos de literatura surgiram. O medo dessa nova sociedade era propício para tais manifestações de horror. Esses romances faziam parte de uma fala ritualizada que ao poucos produzia aquilo que Foucault identificara como uma modificação das tediosas narrativas sobre o crime para a construção de uma estratégia que produzia o “crime dourado”. Quando Edgar Allan Poe escreve Assassinatos na Rua…

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    A Casa no Morro, de Olivia Maia

    Tem um blog que estou sempre lendo, o Forsit. A blogueira é uma guria cujo nome é lindo, é Olivia. E eu adoro esse nome. Olivia Maia, nome bom ela já tem. E ela escreve muito bem, escreve tão bem que já tem dois livros publicados, Desumano e Operação P-2. Mas não foi por isso que resolvi comentar sobre a moça. É que ela publicou nas últimas semanas os retalhos de seu conto para o Le Monde diplomatique Brasil (no suplemento Palavra). Contos em parte sempre dão a sensação de quero mais. É uma leitura até o continue. E esperar o final sempre me deixa aflita, ainda mais se for…