Domingo (20/09) o Gandalf faleceu. Era início da noite. Mais ou menos 19:30. De manhã ele estava deitado no sofá. Fazia tempo que ele não deitava no sofá, sempre procurava os lugares mais esdrúxulos para ficar: o braço do sofá, em cima do modem da internet… Mas ele estava ali, com uma cara de cansado. Como eu fazia há dias, preparei a comida dele: ração seca, ração úmida e água morna. Peguei ele no colo para levá-lo até a comida (o gato velhote já estava ficando senil e nem sempre se dava conta da comida, precisava de estímulo pra comer). Coloquei ele na frente do pratinho e… Bem, ele não conseguiu ficar de pé. Não comeu. Não se mexeu. Peguei ele no colo de novo e vi que ele estava querendo fazer cocô, estava “na portinha” como dizem as crianças. Ajudei na tarefa ingrata, massageei a barriguinha até sair. Ele não gostou. Reclamou com seu miado característico. Coloquei ele no…
Arquivos para setembro 2020
gato velho, muito velho
Meu gato velho tá muito velho. Ele já é um senhorzinho de 16/17 anos de idade, que sofreu muito num gatil antes de eu adotá-lo. Ele carrega as sequelas disso até hoje. Meu gato velho tá muito velho. Isso dói no coração. Queria que ele vivesse pra sempre. Queria muito. Gandalf, fica aqui comigo pra sempre? Por favor? Meu gato velho tá muito velho. Muito velho.
eu procrastino…
Eu não fiz nada da dissertação essa semana. De novo. Isso está se tornando muito chato. Eu tenho um sério problema de trabalhar em condições não ideias. Eu tenho muito tempo (quarentenando…). Aí não faço nada com ele. E quando to apertada, cada minuto rende. Meu TCC foi moleza pq eu não tinha um segundo livre do dia. Aí eu lia e escrevia muito. Tava trabalhando em dois lugares, cursinho pré vestibular, aula do último semestre. Aí parece que o cérebro entende: tem que render. Tipo inércia. Se tá em movimento, continua em movimento. Se não tá, fica parado. Falta o impulso. Loucura da minha cabeça? Talvez. Mas faz sentido. Se eu tenho tempo, me distraio. Invento mil coisas pra distrair ou só fico parada olhando pro nada. Repetindo: depois eu faço. O depois vira amanhã e assim vai. Imagem destacada: Pexels
Top 8: Canções de Atormentar
Os oito poemas favoritos do mais novo livro de Angélica Freitas. Meio démodé fazer top 5, meio hipster fazer top 8. Um limbo entre aqueles que amam o livro/filme sensação cult no início dos 2000 e aqueles que não conseguem escolher apenas cinco. Segunda-feira, 24 de agosto de 2020 – dia x+2y de isolamento social. Saí de casa, um momento de exceção. Caminhei 500 metros do prédio onde moro até a Livraria Baleia, livraria essa que não conhecia, apesar de ficar exatamente em frente ao local em que treinava roller derby (quantos séculos se passaram desde o último treino?). Máscara, álcool gel depois de tocar a campainha. Peguei a sacolinha com a minha encomenda, o livro que comprei na pré venda. Canções de atormentar. Depois de ler O útero é do tamanho de um punho e ser arrebatada pela poesia de Angélica Freitas eu precisava comprar esse livro. E foi assim, na pré venda, mesmo sem dinheiro porque vinha autografado….








