Em 06 de agosto de 1945, Hiroshima e o Mundo conheciam o poder da bomba atômica. Já são 62 anos. Tamanha destruição não pode passar em branco nas páginas da História. Não tapem os olhos, não finjam que não é com vocês.
do início de tudo
Depois de ler muito, pensar muito, chorar muito, rabiscar muito. Resolvi deixar aqui as tentativas. Os erros. Os rabiscos. Ficção. Contos, poesias e imagens.
Os tais cinco melhores livros!
O João foi o primeiro a responder meu desafio de listar os cinco melhores livros de todos os tempos pra ele. Obrigada. Espero que sirva de inspiração para os outros indicados.
Convite
No próximo Domingo, dia 5 de agosto, às 17 horas, acontecerá o evento Memória Cultura e Rebeldia. Para quem mora em Porto Alegre ou arredores, será na Companhia de Arte, Rua dos Andradas número 1780. Para relembrar os 90 anos da greve geral de 1917 que parou Porto Alegre. Serão palestras, debates, teatro e mostras para preservar a memória desse acontecimento histórico de resistência e luta. Pra quem gosta de história é uma boa pedida, pra quem gosta de política é uma ótima pedida.
Rapidinha.
Eu estava navegando na net e encontrei uma lista com 31 tipos de posts para abastecer seu blog infinitamente e achei pertinente compartilhar esse meu achado, tendo em vista que algumas pessoas que freqüentam as páginas do trecos&trapos estão sempre com desculpinhas para não atualizarem seus blogs (isso não é uma indireta, é bem direta mesmo). A lista comporta desde sugestões que me inspiraram até links para outras idéias muito bacanas que certamente também usarei. Para os interessados, fica a dica.
A Casa
Passeando pelas ruas de Porto Alegre, as mesmas ruas de sempre. Vento no rosto, conversas gostosas, Gasômetro, Guaíba (o lago), pôr-do-sol, vermelho. Subindo a ladeira e chegando no casarão em reforma. Aguarda ansiosa que a porta se abra. Multidão de faces desconhecidas, olhares cúmplices. A porta finalmente abre. Um novo mundo aguarda. Escuro corredor, a multidão a segue. Chega na sala escura, de tijolos à mostra, lampião aceso, cadeiras ao redor e uma pessoa, uma cadeira, no centro. Sentada, olhar fixo. É Bernarda Alba, reconhece de primeira. Procura um lugar aconchegante na arena negra com portas e janelas brancas, abertas. Contraste. Olha ao redor, presta atenção em cada tijolo, em cada madeira, em cada lampião, e em Bernarda, em seu olhar, fixo, sempre, com uma bengala opressora nas mãos. Todos sentados. Bernarda ainda ali, com o olhar fixo. Os primeiros acordes começam a soar. E ela ali, com o olhar fixo. Quatro saídas, quatro fantasmas. Não, são cinco, cinco fantasmas. Elas surgem…





