Hoje é a estréia de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Dezenove anos depois do herói correr atrás do Santo Graal em Indiana Jones e a Última Cruzada, a série chega em seu quarto capítulo. O arqueólogo mais famoso do cinema é interpretado por Harrison Ford, como não poderia deixar de ser. O filme traz referências a personagens e eventos dos outros três episódios da saga. Espero por isso desde o ano passado! Só de ouvir a famosa trilha musical de John Williams tocar já me arrepia os pêlos da nuca. dá um frio na barriga e as borboletas lá dentro começam a rodopiar enlouquecidas. Daqui a pouco saio correndo para o cinema, porque não aguento mais esperar. Mas antes tenho que ouvir o RapaduraCast e descobrir, lembrar e desfrutar diversas curiosidades sobre o Indy, sobre a saga e sobre a produção de um dos filmes mais esperados do ano (não contém spoilers, aviso de antemão).
Assistindo
♣ séries, filmes, documentários e vídeos que me atravessam.
O Hobbit
Nos últimos dias, acompanhando a saga cinematográfica d’O Hobbit, li uma das melhores notícias do ano. Pelo menos no que diz respeito à Tolkien. A versão para o cinema das aventuras de Bilbo Bolseiro finalmente ocorrerá. E o melhor, Guillermo Del Toro será o diretor. A história do bolseiro será narrada em dois filmes rodados simultaneamente na maravilhosa Nova Zelândia, a exemplo da trilogia do anel. A produção ficará por conta de Peter Jackson, diretor d’O Senhor dos Anéis. Sei que é cedo para pensar em estréias, mas a previsão para a finalização do primeiro filme é 2010! Não vejo a hora de ver nas telas o dia em que o pacato Condado recebe a inesperada visita de Gandalf e de alguns anões. A partida de Bilbo para a aventura de sua vida em busca de um tesouro escondido do outro lado da Terra Média. Esse, assim como outros livros do mestre Tolkien, traz uma viagem por um mundo completamente…
A animação no Brasil: obstáculos e esperança (parte II)
O apoio financeiro é de extrema importância para um Estúdio de Animação no Brasil, para que se possa encarar a produção de um longa-metragem. Mesmo os grandes estúdios, como a Mauricio de Sousa Produções, têm que recorrer a diversos acordos e contratos para dar conta do custo de uma animação de longa duração. Devido a estas dificuldades muitos artistas especializados saem do país para trabalhar em estúdios gringos e colaboram em projetos de grande alcance, como nos casos de Carlos Saldanha (co-diretor de A era do Gelo2) e Eduardo Gurman (que participou da produção de Animatrix). Infelizmente nós não temos uma produção à vista de nossos olhos, o que se mede pela grande dificuldade de comercializar, distribuir e exibir. No exterior também há esse desconhecimento. Basta acessar as páginas das associações internacionais de Cinema e Animação, por exemplo, e ver o tema dos artigos publicados especificamente sobre animação. Não há quase menção das produções brasileiras. Há esperança, se novas oportunidades…
A animação no Brasil: obstáculos e esperança.
Muitos já falaram sobre a qualidade da animação no Brasil, algumas vezessão críticas corrosivas que geralmente vêm acompanhadas de comparações com as produções estrangeiras. No entanto, o Brasil sempre teve uma animação de boa qualidade. Sobretudo na publicidade. Porém o espaço nesse meio é, em geral, para filmes de até 30 segundos. Recentemente, entretanto, as seleções para festivais como o Anima Mundi sinalizam uma crescente pretensão em atuar fora dos comerciais, uma vez que a animação começa a aparecer como uma opção acessível para quem quer fazer cinema. E a computação, é claro, assume um papel de extrema importância nesse processo de crescimento. Os atrativos do meio digital são muitos para os animadores, apesar de a técnica 3D não ter ganho mercado por aqui. O Brasil é pioneiro em animação 100% digital, com Cassiopéia – longa de Clóvis Vieira – produzido com pouco mais de 15 computadores 486 e lançado em 96 – alguns meses depois do famoso desenho da…
Um pouco sobre a História do Cinema de Animação nas terras Tupiniquins
A animação no Brasil remonta ao início do século XX, com a produção do curta metragem “O Kaiser”, de Álvaro Marins, no ano revolucionário e deveras emblemático de 1917. A próxima animação veio apenas no final da década de ’20 e chama-se “Macaco Feio, Macaco Bonito” (1929) de Luiz Seel. Contudo, o longa animado considerado o número um só veio a ser criado nos anos ’50, depois que todos já conheciam de cor e salteado o Mickey Mouse, Popeye, Looney Toones entre tantas outras produções estadunidenses. A obra que encantou muita gente e chegou a ser comparada à Fantasia de Walt Disney tem um nome lírico que acompanha a coletânea de relatos folclóricos da região Norte do Brasil: “Sinfonia Amazônica“. O diretor Anélio Lattini Filho dedicou em torno de cinco anos na produção. Na década de ’60, influenciados pelas cores psicodélicas que emanavam das produções vindas da terra do Tio Sam, os animadores brasucas enveredavam para uma experiência estética mais…
A última esperança sobre a Terra
Acabo de ler A última esperança sobre a terra, de Richard Matheson (1954). Livro de ficção fantástica que é realmente fantástico! Perdoem a fraqueza no trocadilho, mas estou de castigo, trabalhando em pleno feriado! A obra que foi adaptada para o cinema três vezes sob os títulos Mortos que matam (The Last Man on Earth, 1964) e A Última Esperança Sobre a Terra (The Omega Man, 1971). A filmagem mais recente foi Eu Sou a Lenda (I Am Legend, 2007). Três filmes diferentes, representam o cinema de suas épocas. O ponto central é a obra literária, mas suas histórias se desenrolam a partir do mundo em que foram concebidas os três filmes. Ainda não vi as duas primeiras versões, portanto posso apenas basear meu julgamento na adaptação de 2007. E posso dizer que apesar de ter gostado um pouco do filme o livro é, sem sombra de dúvidas, muito melhor! Cabe ressaltar, no entanto, que são duas experiências distintas e bastante interessantes.




