Entre os dias 19 e 27 de julho, participei mais uma vez da Maratona Literária de Inverno, criada pelo Vitor, do canal Geek Freak. Tento participar todos os anos, mesmo que nem sempre consiga cumprir todos os desafios. Nesta edição, com uma proposta leve e centrada no volume de leitura, mergulhei de corpo inteiro e vivi uma das experiências mais produtivas e prazerosas que já tive com a maratona. Ajudou muito que estava de férias durante o período da maratona, então pude me dedicar 100% ao desafio e, consequentemente, à leitura. A edição deste ano teve um formato um pouco diferente: a narrativa envolvia uma jornada em busca de ingredientes para criar o Elixir Supremo. Para isso, era necessário ler pelo menos 640 páginas, completando uma das três fórmulas mágicas. O foco era ler uma certa quantidade de páginas para criar poções mágicas e, ao final, chegar ao Elixir Supremo.📖 A meta básica era 640 páginas.🔮 Havia três fórmulas diferentes…
Leituras
♣ livros que leio, releio ou desejo ler.
Babas de Caracol: uma leitura agridoce
Minhas impressões sobre Babas de Caracol: um romance com ritmo lento, centrado em personagens imperfeitos, que acerta na história dentro da história, mas escorrega na investigação do autor fictício. Demorei mais de dez anos para finalmente para finalmente abrir Babas de Caracol, da autora espanhola María García-Lliberós, que comprei numa viagem à Argentina. Comprei esse livro logo após entregar meu TCC, que foi justamente sobre a Guerra Civil Espanhola. Me interessei na hora quando vi que o tema aparecia na sinopse. O fato de ser uma autora espanhola me atraiu ainda mais. Apesar de a narrativa não se passar majoritariamente nesse período, ele aparece de forma significativa, quase como uma sombra que atravessa os personagens. É um momento histórico que marca a protagonista e influencia diretamente eventos importantes da trama. Esse pano de fundo histórico dá profundidade às memórias e às relações construídas no livro. Foi bonito perceber como essa memória coletiva (e traumática) se entrelaça com as histórias pessoais…
a arte de tentar ser polêmico sem conteúdo
Eu participo de um clube do livro com alguns amigos. Nesse bimestre o livro escolhido foi Suicidas, romance de estreia de Raphael Montes. Não tenho muito interesse pelo gênero, mas resolvi dar uma chance, já que tanta gente fala muito bem do autor. A minha impressão é de que o autor parece tentar fazer de seu livro muitas coisas ao mesmo tempo: um thriller psicológico, um jogo de detetive, uma crítica social, um experimento literário. Mas, na minha leitura, acaba tropeçando nas próprias pretensões e falha miseravelmente nelas todas. O livro apresenta uma proposta até instigante: um grupo de jovens de classe média alta se reúne para um pacto suicida. Os mistérios e reviravoltas da história são revelados por meio de gravações e relatórios policiais. A premissa rapidamente se perde em cenas que apelam mais para o choque pelo choque. Elas não constroem nenhuma profundidade psicológica ou uma crítica consistente. O gore é apenas um recurso de impacto vazio. Parece…
Lendo o que a cidade fala
Acabei de ler Delírio de Damasco, da Veronica Stigger, e fiquei com a sensação de que entrei num ônibus lotado e fui obrigada a ouvir todos os diálogos que normalmente ignoramos, mas, desta vez, sem poder desviar o olhar. Conheci o livro depois de visitar o blog da Gabes, o Fugi de Casa. Li um post ótimo em que ela falava sobre a obra da Veronica Stigger e fiquei morrendo de curiosidade. Resolvi começar por esse, dos vários que ela linkou como sugestão. O livro é a reunião de frases que a autora coletou de fragmentos de conversas ouvidos na rua, de familiares ou amigos. Antes de virar este pequeno livro, foi uma intervenção na Mostra Sesc de Artes, em São Paulo. O espaço designado para o trabalho foram os tapumes da construção da unidade da Rua 24 de Maio, no centro da cidade. As frases são curtas, cortantes, muitas vezes absurdas, carregadas de ironia e de uma crueza que…
📚 Retrospectiva Literária 2024 📚
Tenho até vergonha de vir aqui em plano dia 30 de abril querendo fazer retrospectiva… Uma das minhas atividades favoritas no início de cada ano é pensar sobre as leituras do ano anterior. Fazer listas, avaliar o que consegui alcançar e toda aquela coisa que muita gente faz. Mas a vida, ah a vida… Ela te atropela! Eu quis fazer um texto completo usando todas as métricas da planilha que uso. Quis também usar as estatísticas do Storygraph e do Notion. No entanto, enrolei mais do que o imaginado. Então, sim, é final de abril e continuo fazendo retrospectiva nesse blog. Mas chega de enrolação! Em 2024 li relativamente bastante. Considerando que tô fazendo meu doutorado e trabalho 40 horas semanais na escola pública. Mas mesmo assim consegui bater a meta. Li livros que me fizeram refletir profundamente, outros que me arrancaram risadas, e também algumas decepções. Vamos ver o que de mais marcante aconteceu nas minhas leituras no ano…
2022: adeus, bem vindo 2023
Chega o final de ano e fico nostálgica. Sempre penso em fazer uma retrospectiva e acabo não fazendo. Esse ano, finalmente, resolvi fazer e foi um excelente exercício. Vem comigo, descobrir meus pontos baixos e altos do ano, o que fiz, o que li, o que assisti e o que pretendo fazer no próximo ano. Pontos baixos Em 2022 aquilo que eu já temia ficou ainda mais evidente: saúde mental. Eu sofro mentalmente desde a adolescência e tem sido cada vez mais difícil conviver com isso. Com tantas coisas que aconteceram desde março de 2020 e a pandemia, eu tenho buscado ajuda gradualmente, em passinhos de formiga, porque primeiro preciso fazer um trabalho de autoconvencimento. Preciso me desprender dos preconceitos com a psiquiatria e com medicação antes de qualquer coisa. É um trabalho duro, mas tem funcionado. Este ano eu cheguei “no fundo do poço” não uma, mas duas vezes e achei que não terminaria 2022. Mas finalmente estou buscando…









