Saga dos Volsungos. Anônimo do séc. XIII. Org. e trad.: Théo de Borba Moosburger. São Paulo: Hedra, 2009. A ótima tradução de Théo Borba, direta do islandês antigo, traz ao público brasileiro uma das obras mais fantásticas da literatura nórdica medieval. Do nórdico antigo: Völsunga saga, a obra original é uma compilação de várias histórias que faziam parte da tradição oral da Islândia. O texto em forma de prosa narra a origem, o auge e o declínio do clã dos Volsungos (descendentes do rei Volsung). Também conta a história do herói Sigurd, que mata o dragão Fafnir e integra um triângulo amoroso com a valquíria Brynhild e o rei Gunnar. A obra é um clássico da literatura mundial que influenciou e inspirou diversos escritores e artistas. entre eles encontramos o compositor Wagner, J.R.R Tolkien, cuja trilogia O Senhor dos Anéis foi diretamente inspirada por esta saga, e Jorge Luis Borges, que se envolveu com a literatura islandesa do Medievo, publicando…
Leituras
♣ livros que leio, releio ou desejo ler.
Matadouro 5 (Kurt Vonnegut)
Matadouro 5 (1969) é considerado a obra-prima de Kurt Vonnegut, escritor estadunidense de ascendência germânica nascido em Indianapolis, 11 de novembro de 1922 e faleceu em Nova Iorque no dia 11 de Abril de 2007. O livro é ao mesmo tempo ficção científica e romance pacifista e possui altas dosagens de humor negro. Escrito em trechos curtos que não obedecem a uma ordem cronológica, a obra trata da vida de Billy Pilgrim (provável alter ego do autor), um homem comum, que nasceu e morreu nos Estados Unidos e que durante sua vida esteve na Segunda Guerra Mundial (assim como Vonnegut) e em Tralfamador, um planeta distante onde os seres vêem as coisas em 4 dimensões: quando os tralfamadorianos olham para os seres e objetos, eles vêem centopéias, o que me lembrou o filme Donnie Darko. Vonnegut deixa a sensação de que precisamos conhecer os tralfamodiranos de verdade. Ele levanta em apenas algumas frases a respeito desse planeta e seus habitantes…
Um poema aos Domingos #3
Distâncias Mínimas Paulo Leminsk um texto morcego se guia por ecos um texto texto cego um eco anti anti anti antigo um grito na parede rede rede volta verde verde verde com mim com com consigo ouvir é ver se se se se se … E aproveite para ler este texto maravilho sobre os 20 anos sem o poeta.
Um poema aos Domingos #2
Perguntas de um Operário Letrado (Bertold Brecht) Quem construiu Tebas, a das sete portas? Nos livros vem o nome dos reis, Mas foram os reis que transportaram as pedras? Babilónia, tantas vezes destruida, Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas Da Lima Dourada moravam seus obreiros? No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde Foram os seus pedreiros? A grande Roma Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio Só tinha palácios Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida Na noite em que o mar a engoliu Viu afogados gritar por seus escravos. O jovem Alexandre conquistou as Indias Sozinho? César venceu os gauleses. Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço? Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha Chorou. E ninguém mais? Frederico II ganhou a guerra dos sete anos Quem mais a ganhou? Em cada página uma vitória. Quem cozinhava…
Um poema aos Domingos #1
O trecos & trapos está passando por algumas reformulações, dentre elas a criação desta coluna: Um poema aos Domingos. Sempre aos Domingos, em quase todos, publicarei um poema do qual eu goste ou uma indicação tua. Por quê? Simplesmente porque a poesia nunca foi meu forte. Nem na leitura, muito menos na escrita. E eu quero descobrir um pouco mais sobre poetas e suas obras e sensibilizar-me um pouco mais a partir desse formato de literatura. No começo vou colocando os poemas que gosto. E para começar bem resolvi colocar um poema de Heiner Müller. O poema é uma homenagem à Pina Bausch. Sangue na Sapatilha ou Enigma da Liberdade Heiner Müller – 1981 (para Pina Bausch) De criança brincávamos de esconde esconde. Ainda se lembra de nossos jogos? Todos se escondem, um espera O rosto contra uma árvore ou parede As mãos sobre os olhos, até que o último encontre seu lugar, e quem for descoberto Tem que correr…
As Aventuras de Biblos – contar histórias para entender e preservar patrimônio
Nos últimos anos vem se discutindo o espaço museal como um espaço de educação não formal e a Educação Patrimonial vem ganhando lugar nas discussões acadêmicas a ponto de fazerem parte dos currículos de cursos superiores. Dentro dessa nova perspectiva o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) propõe atividades educativas para receber grupos de escolares. Uma dessas propostas nos interessa abordar no momento, pois participaram do processo de criação alunos de estágio curricular da disciplina Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em conjunto com um grupo de quatro alunos provenientes desta disciplina eu e Fabiana Nunes da Silva, também estagiária do MUHM, elaboramos um texto de caráter ficcional e infanto-juvenil para compor um livro cujo nome foi escolhido pelo grupo: As Aventuras de Biblos: Aprendendo a preservar. Contamos, para tal, com o auxílio técnico-teórico da Técnica em Biblioteconomia do Museu, Erika Alíbio. O…




