Uma dica: quando criança fazia anotações nos caderninhos escolares, ouvia conversas por detrás das portas, adorava os papos de elevadores e ficava muda nas reuniões de mulheres adultas para que não a notassem. Andréa Fátima dos Santos adotou em homenagem à Luz Del Fuego (dançarina famosa nos anos 50 e que, na verdade, se chamava Dora) o nome Andréa Del Fuego. A sugestão mais do que perfeita veio de sua sogra (e há quem diga que as sogras só atrapalham). A moça que não é filha de intelectuais e chegou a afirmar em uma (pequena, singela e de belas palavras) autobiografia: “livro em casa nem o de receita. Eu não tinha referências da escrita enquanto produção. Não tinha um espelho digno desta função”. Formada em publicidade trabalhou como produtora em cinema e revistas. Começou sua vida de escritora respondendo dúvidas sexuais de leitores de uma revista de rádio paulista. Filha de mineiros ela comeu pelas bordas e já publicou quatro…
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
A animação no Brasil: obstáculos e esperança (parte II)
O apoio financeiro é de extrema importância para um Estúdio de Animação no Brasil, para que se possa encarar a produção de um longa-metragem. Mesmo os grandes estúdios, como a Mauricio de Sousa Produções, têm que recorrer a diversos acordos e contratos para dar conta do custo de uma animação de longa duração. Devido a estas dificuldades muitos artistas especializados saem do país para trabalhar em estúdios gringos e colaboram em projetos de grande alcance, como nos casos de Carlos Saldanha (co-diretor de A era do Gelo2) e Eduardo Gurman (que participou da produção de Animatrix). Infelizmente nós não temos uma produção à vista de nossos olhos, o que se mede pela grande dificuldade de comercializar, distribuir e exibir. No exterior também há esse desconhecimento. Basta acessar as páginas das associações internacionais de Cinema e Animação, por exemplo, e ver o tema dos artigos publicados especificamente sobre animação. Não há quase menção das produções brasileiras. Há esperança, se novas oportunidades…
Um outro lado.
Às vezes sou também boneca. Escrevo coisas pequenas, palavras amenas e histórias de qualquer tema. Caminhos cruzados, pensados, tomados. São andanças descritas com minúcia e abundância. Mas às vezes esqueço de mostrar. Guardo no fundo de uma gaveta e deixo para as traças as apreciações. Outras quero contar e ouvir as opiniões.
A animação no Brasil: obstáculos e esperança.
Muitos já falaram sobre a qualidade da animação no Brasil, algumas vezessão críticas corrosivas que geralmente vêm acompanhadas de comparações com as produções estrangeiras. No entanto, o Brasil sempre teve uma animação de boa qualidade. Sobretudo na publicidade. Porém o espaço nesse meio é, em geral, para filmes de até 30 segundos. Recentemente, entretanto, as seleções para festivais como o Anima Mundi sinalizam uma crescente pretensão em atuar fora dos comerciais, uma vez que a animação começa a aparecer como uma opção acessível para quem quer fazer cinema. E a computação, é claro, assume um papel de extrema importância nesse processo de crescimento. Os atrativos do meio digital são muitos para os animadores, apesar de a técnica 3D não ter ganho mercado por aqui. O Brasil é pioneiro em animação 100% digital, com Cassiopéia – longa de Clóvis Vieira – produzido com pouco mais de 15 computadores 486 e lançado em 96 – alguns meses depois do famoso desenho da…
A Casa dos Pacheco – mininovela
A escritora Andréa del Fuego começou no inicio deste mês mais uma mininovela. Vale a pena conferir por dois motivos. Primeiro porque a Andréa é uma ótima escritora e segundo porque ela usa como referência para seus capítulos as ilustrações de Norman Rockwell, grande artista do início das décas de ’30, ’40 e ’50 do século XX. No que consiste? Buenas, editar imagens para que a seqüência delas lhe dê uma história! Eu mesma fiz algo parecido dia desses: parecido porque usei apenas uma imagem e a partir dela criei um pequeno e insano diálogo entre um monstro azul e uma boneca alagoana (presentes de amigos queridos).
Mas é chá ou suco?
Depois de um delicioso chá das cinco ao melhor estilo britânico nada melhor do que acertar detalhes de projetos, iniciar parcerias ou simplesmente jogar conversa fora. Pois é, foi nesse clima que o polêmico (e adorado por esta que vos escreve) Iggy Pop e o Dj e produtor Fatboy Slim decidiram unir forças e gravar uma faixa em parceria. Uma mistura um tanto inesperada que pode render bons frutos. A música fará parte do novo álbum de Fatboy Slim que tem previsão de lançamento para Maio deste ano. Fico aqui esperando para saborear o suculento resultado. E tu também pode acompanhar essa empreitada, acessando a revista eletrônica Snackzine! E Iggy Pop não é novato quando o assunto é parceria. Ele também já cantou ao lado de outro fera da música, David Bowie. No vídeo uma apresentação deles ao vivo interpretando The Passenger. Agora alguém me explica uma coisa: porque diabos o Iggy resolveu tomar chá?




