Segunda-feira eu fui ao cinema especialmente para ver Juno com minhas amigas, saí da sala com uma sensação de filme bom e trilha perfeita. Um filme leve, simples, muito bonito, com pitadas deliciosas de cultura pop para torná-lo ainda mais irresistível. Adquiri a trilha original e já escutei mais de sete vezes o disco todo, e sempre lembrando de cada cena. Aposto comigo mesma que volto no cinema para rever! Passo o dia cantarolando as canções. Já no início eu tive a sensação de uma viagem musical. A abertura do filme é linda, e acompanhar a trajetória de Juno é tão acolhedor. Com personagens cativantes o filme atravessa as quatro estações do ano em um ambiente descontraído e convidativo. Sorri, chorei e me senti tão feliz de ter visto esse filme.
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
Visita de peso: Lucio Urtubia
Nesse último fim de semana tive a oportunidade de conhecer pessoalmente alguém que merece todo o respeito por sua história e pela história que ele ajudou a construir. Tive a oportunidade de conversar inúmeras vezes e sobre assuntos diversos com um homem, um senhor, que viveu e fez muitas coisas das quais sempre tive vontade de ter vivido. Que agora fazem parte da História, que só posso acompanhar pelas leituras, pelo curso na universidade, pela viagem temporal que faço na minha mente. Ele participou do famoso Maio de 68 na França (que completa 40 anos agora em 2008), conheceu Che, foi um ferrenho militante anti-franquista e pegou os últimos anos da Guerra Civil Espanhola. Mas antes de tudo ele era pedreiro. Conheci pessoalmente, abracei, comemorei seu aniversário, fiz bolo para ele, cantamos canções libertárias. Nada mais, nada menos que Lucio Urtubia. O anarquista irredutível fez sua primeira visita ao Brasil aos 77 anos de idade. Sua vida virou documentário, e…
Teaser Nome Próprio
Teaser do filme Nome Próprio, dirigido por Murilo Salles, com Leandra Leal, baseado na obra de Clarah Averbuck.
Tropa de Elite ganha prêmio na Alemanha
Tropa de Elite ter ganho o aclamado Festival de Berlin é um bom acontecimento para o cinema nacional. No entanto, mesmo que Costa Gravas não pense o mesmo (afinal ele estava no júri que premeou o fenômeno cinematográfico brasileiro), tenho dúvidas sobre a qualidade do filme. O padrão técnico é muito bom, os atores também, a direção é boa, mas para mim não é só isso que faz um bom filme. Acredito que a ambiguidade que ele deixa escapar pode prejudicar muitos expectadores, se é que já não o fez. Me preocupa a facilidade com que muitos exaltam a violência e o BOPE depois de verem o filme. Na minha modesta opinião outros filmes muito melhores estavam concorrendo. Mas como o Festival gosta de uma polêmica ficava um pouco óbvia a vitória do azarão. Minhas opiniões se baseiam não em um conhecimento aprofundado da sétima arte, mas em comparações com películas já vistas durante minha vida. E uma conclusão a…
A greve acabou!
O som dos teclados já podem ser ouvidos a milhas de distância! Os roteiristas lá nas terras do famigerado Tio Sam voltaram ao trabalho. Meu sentimento em relação a notícia é um pouco ambíguo. O fim da greve traz de volta o ritmo de produção dos filmes e séries, por outro lado foi o fim de um dos maiores e mais interessantes movimentos da atualidade nos Estados Unidos da América. Claro que não sou uma especialista em movimentos sociais estadunidenses, mas não se tem notícia de greves de operários, professores ou alguma outra categoria de base tão forte quanto a greve dos roteiristas neste último ano. Ficou o exemplo e voltou a alegria de milhões!
Ai que susto guria!
O Biajoni deixou uma valiosa dica para os amantes da sétima arte, em especial os aficcionados nas películas de terror: uma boa lista dos 50 melhores filmes do gênero. Vale a pena. Apesar de deixar de lado alguns filmes que eu considero muito bons e incluir outros que creio estarem deslocados na classificação. Muitos eu não tive a oportunidade de ver e outros estão na minha listinha também. Embora cheios de obviedades, esse tipo de cinema arrebata muitas pessoas para as sessões na telona e na telinha fazendo com que alguns se tornem fãs incondicionais. Não sou um bom exemplo da última categoria, entretanto não perco uma oportunidade de ver e sentir calafrios. Mesmo que a maioria repita fórmulas eles ainda dão muito certo comigo. Uma espécie de catarse do medo que me paralisa por duas horas enquanto as cenas ocorrem bem ali, na minha frente. Os apelos são cada vez maiores, ou não (alguns filmes ‘B’s de antigamente corriam pelo mesmo trilho)….




