
Mood: 🥰 Empowered
🎵 Christine - Siouxsie and the Banshees
Na adolescência eu já achava as meninas mais interessantes que os meninos. Não entendia bem o que isso queria dizer, mas sentia. Aos 18 anos, me apaixonei por uma colega do cursinho popular. Ela era a menina mais estilosa que eu já tinha conhecido. Um dia fui pra casa dela e percebi que o que eu sentia ao lado dela era o mesmo que sentia com o namorado que eu tinha na época.
Foi aí que a ficha começou a cair. Não de uma vez, mas aos poucos. Ao longo da vida fui me descobrindo bissexual, entendendo que meu desejo e meu afeto não precisavam seguir um roteiro pronto.
Hoje, no Dia da Visibilidade Bissexual, penso na Daniela adolescente e queria muito poder voltar e dizer: “Calma. Você vai entender. E vai ser a melhor coisa do mundo.”
O Dia Internacional da Celebração Bissexual é lembrado no dia 23 de setembro pela comunidade bi e por quem caminha com a gente. É um dia importante, porque marca a nossa representação, lembra a luta contra o preconceito e mostra que toda a resistência e os protestos de tanta gente ao longo do tempo deram resultado: conquistamos mais espaço, mais aceitação… Mesmo que ainda tenham muitas coisas pelas quais a comunidade LGBTQIAP+ lutar, é importante celebrar essas conquistas e não esquecer que elas só foram possíveis porque alguém, antes de nós, lutou pra isso.
Ser bissexual, pra mim, é viver em movimento. É poder amar de formas diferentes, é habitar a multiplicidade, é não caber em caixinhas.







Oi Daniela, que post bonito, que lindo ver as pessoas sendo elas mesmas <3
Minha irmã está com 19 anos e está nesse momento de achar que talvez ela seja bi, espero que ela se encontre e que viva essa liberdade de ser quem ela seja.
https://nyrtais.blogspot.com/
Torcendo pra que ela se encontre e viva a liberdade de ser quem é, independente do que ela encontrar!
Eu acho interessante ver como a sexualidade, em forma de pulsão, se desdobra em cada sujeito. Falar sobre sexualidade é falar sobre vida e amor. Já tive e tenho muitas questões em relação a isso, mas depois de muita análise, tenho conseguido elaborar muito mais. Hoje, tenho a plena certeza de que sou gay e não há nada que vá mudar isso, kkkk. E viva a bissexualidade!
VIVA!!!
Obrigada pelo seu comentário, fiquei muito feliz com a beleza das tuas palavras.
Oi Daniela!
Eu me entendi birromântica e assexual há pouquíssimo tempo, por ser dessas duas letras uso queer ao me definir. A série que me fez cair em mim foi Heartstopper (nutro carinho imenso por ela, e pela HQ mais ainda) e o livro Sem Amor, ambos da Alice Oseman. Eu já tinha 36 anos, esse ano faço 40. Acho que não tem idade pra gente se descobrir, né?
Mas não revelo muito sobre isso aos quatro ventos pois estou em um relacionamento hétero há bem mais tempo que isso, e tenho certo receio de ser julgada… Acho que seria mais julgada por pessoas mais velhas mesmo, as mais novas entendem bem.
Enfim, só quis contar isso aqui porque me senti confortável em compartilhar isso contigo, por teu post ser muito importante pra nós. <3