
Doctor Who + Neil Gaiman = minha cabeça explodindo!
Muitos estavam ansiosos pelo episódio escrito por Neil Gaiman e eu também nutria muitas expectativas. E como fiquei feliz e impressionada quando vi. Neil mexeu com nossas cabeças de todas as maneiras. Ele transformou a TARDIS em uma mulher – a essência da TARDIS foi parar na cabeça de uma mulher, Idris -, fez um asteroide que é praticamente um ouriço do mar (feio e duro por fora e melequento por dentro) possuir a TARDIS nave, sem sua essência, deu um dos momentos mais bacanas para Amy e Rory (e olha que esse casal sempre tem momentos brilhantes!). O episódio contou uma história simples e genial. Cheio de momentos surreais e diálogos sensacionais.
O Doutor recebeu uma correspondência que o deixou cheio de esperanças. Um pedido de socorro de outro Time Lord, um dos bacanas. Ele fica tão excitado com a ideia de ainda existir outros Senhores do tempo por aí e resolve ir atrás deles fora do Universo. Ele chega em um asteroide, o Lar, e conhece uma dupla esquisitona, um Ood e uma mulher louca. Quando ele conserta o transmissor do Ood ele capta muitos pedidos de socorro de muitos Time Lords e pensa que eles estão ali, vivos. Num dos poucos momentos com o 11º Doutor em que o passado dele é mencionado, Amy pergunta se ele quer ser perdoado. “Sim, e quem não quer”. Essa é a resposta do Doutor. Um momento realmente emocionante. O Doutor em busca de perdão por tudo o que fez para os da sua espécie.
O episódio todo foi muito bonito. O Doutor podendo conversar com a TARDIS pela primeira vez e ouvindo que ele a roubou, mas que ela também roubou ele. Ela queria viajar pelo tempo espaço (afinal ela já era peça de museu, literalmente) e roubou o único Time Lord louco o bastante para que ela possa conseguir sua aventura. Essa contribuição de Gaiman para a mitologia da série é uma das melhores. Uma relação tão intensa, que já dura anos foi finalmente transformada em palavras e foi possível perceber a ternura e o amor que ligam essa dupla inseparável. Pois é, The Doctor’s Wife é um belo título e resume lindamente a relação desses dois. Idris/TARDIS/Sexy é quase um personagem de Tim Burton.
Suranne Jones, que interpreta Idris/TARDIS/Sexy, e Matt Smith fizeram do excelente roteiro de Gaiman ainda melhor. Eles transformam cada diálogo escrito por Gaiman em momentos absolutamente incríveis. Amy disse que sempre foi o Doutor e sua TARDIS, o maluco e sua caixa. E a maneira como isso foi retratado foi simplesmente lindo. Mas o mais importante é que traz algo novo para o personagem e muda a relação entre os dois para sempre.
Amy e Rory ficam presos na Tardis possuída e o Lar começa a brincar com a cabeça deles. E Rory é um dos destaques do episódio. Ele me assustou numa das cenas depois de envelhecido por 2000 anos mais uma vez esperando esperando por Amy e começa a gritar com ela, que não entende nada, pois o tempo para Amy passou apenas em alguns segundos. OH MY GOD THEY KILLED RORY AGAIN!!! Momento deixem o pobre do Rory vivo por um episódio inteiro ou eu ficarei desidratada para sempre.
Com o casal correndo pela TARDIS foi possível ter a dimensão de como ela é mesmo maior por dentro! Ela tem milhares de cômodos e corredores, mas eu fiquei com vontade de ver cômodos e não apenas corredores. Mas os corredores contribuíram para a ideia de labirinto que foi bem útil na brincadeira maligna do vilão que sequer mostrou o rosto. E foi tão bacana ver uma das antigas salas de controle, se não me engano é do 10º Doutor…
O asteroide que é também um ferro velho de TARDISes – e a solução insana e perfeita do Doutor para desvendar esse mistério -, a superação de ambos os casais e os momentos finais fizeram desse episódio mais um brilhante feito de Neil Gaiman. Para os fãs da série (EU!) é perfeito, para os fãs de Gaiman (EU também!) também.
Tenho vários amigos que andam vendo Doctor Who e estou morrendo de vontade de ver também, nunca vi. Acho que vou começar a alugar as temporadas esta semana.
[…] a única água que corre por lá é o rio foi muito bacana. E isso já tinha sido prenunciado em The Doctor’s Wife com a mensagem misteriosa da TARDIS/Sexy de que a água que corre na floresta é apenas no […]
vcs sabem a senha da sala, aquela senha que a Amy teve que imaginar, sabem como se escreve?
[…] A chegada do Doutor, é claro, não veio sem uma aventura como presente. As luzes piscam por toda a cidade e um simples passeio por uma Mega Store se transforma em uma batalha contra Cybermen que estão escondidos embaixo da loja, depois de uma queda na terra centenas de milhares de anos atrás, esperando pela oportunidade de sair. As luzes anunciam a chegada dessa hora. Mas sabemos, nós e o Doutor, que essa aventura é apenas uma reunion antes de sua morte. E como brinde tem uma pequena aparição do casal Pond: eles estão na loja e o Doutor se esconde deles e acaba vendo uma propaganda, ele se tornou garota propaganda do perfume Petrichor que significa “o cheiro da chuva na terra seca” e é também parte da senha telepática para entrar em um dos quartos da TARDIS em The Doctor’s Wife. […]