Descobri o The Hardest Reading Challenge You’ll Ever Do (HRCYED) 2.0 alguns dias depois de ele ter começado oficialmente, em 7 de julho de 2025 — mas decidi que vou contar meus livros lidos desde essa data mesmo assim. Conheci o desafio enquanto zapeava vídeos no BookTube, procurando por lives com sprints de leitura para manter o ritmo das minhas leituras de férias, igual ao que eu tinha durante a Maratona Literária de Inverno na semana anterior, quando acompanhei as lives do Victor (Geek Freak). Durante essas buscas, descobri o canal Freshly Read Books, e no primeiro vídeo que assisti, a Ana mencionou o HRCYED e explicou como o desafio funciona. Achei o conceito super interessante, mas, a princípio, não tinha intenção de participar. Ou pelo menos foi isso que pensei no começo. O vídeo em que descobri o HRCYED: Pensei em deixar para participar só na próxima edição, no ano que vem. Mas, apenas duas horas depois de assistir…
Desafio Literário
Nem Tão Incendiário, Ainda Assim Inquietante
Eu estou “participando” do HRCYED 2.0 (Hardest Reading Callege You Ever Do 2.0), sem muita pretensão de conseguir concluir o desafio (quem sabe no 3.0). Um dos prompts de leitura é ler um lançamento em até 60 dias após a data de publicação, para cada mês do desafio. Para o mês de julho eu escolhi ler um livro de ensaios curtinho. Aliás, essa é minha estratégia para esse prompt, tendo em vista que são 12 livros no total, junto com uma infinidade de outras leituras e de um doutorado… Acabei de ler I Want to Burn This Place Down, da Maris Kreizman, lançado pela Ecco Press, selo da HarperCollins, em Julho de 2025. O livro se encaixa se encaixa na minha estratégia: upoucas páginas, leitura rápida para caber na TBR do mês. Expectativas x Realidade Embora o título sugira uma rebeldia explosiva, o tom encontrado é mais ponderado; um questionamento que não grita por atenção. Uma brasa quente que incomoda…
Desafio Literário 2013: participação não-oficial
Minha lista foi feita hoje, 04 de Janeiro de 2012. Atrasada, eu sei, como sempre. Mas eu não vou fazer uma participação oficial, não quero me prender muito esse ano, pois falhei miseravelmente em 2012. Pelo menos a vida pessoal foi muito bem obrigada, com uma porção de novas atividades (emprego novo, pós, casa nova, gatos novos etc.etc.etc.). Mas de qualquer forma eu quis fazer leituras baseadas nos temas do Desafio Literário de 2013. Primeiro porque eu participo desde a primeira edição. Depois porque eu participei (escassamente, diga-se de passagem) da organização em duas edições anteriores. e ainda porque considero um desafio muito bacana e que merece ser prestigiado. Além disso, os temas esse ano estão muito bons. Como eu organizei a lista de livros? Eu olhei os temas e fui percorrendo minha estante e vendo o que eu tenho e ainda não li que se encaixa no tema X. Eu também priorizei livros que já tinham sido eleitos nas…
Teatro dos Lírios, de Lulu Wang
Teatro dos Lírios é o livro de estreia da escritora chinesa radicada na Holanda, Lili Wang. Não conheço a fundo a biografia da autora para afirmar (como alguns fizeram em suas resenhas) que ela conta sua história através do olhar Lian Shui, a menina de 12 anos que protagoniza o livro. Fato é que a história narrada por Wang é rica em detalhes e ganha muita força pelo seu plano de fundo histórico. Lian Shui é filha de uma professora de História e de um médico e ambos sofrem com as arbitrariedades da Revolução Cultural Chinesa. O pai é banido para uma província distante e a mãe vai para um campo de reeducação para burgueses (um campo de trabalhos forçados). Lian descobre que tem vitiligo e sua mãe a leva para o campo para que a menina não ficasse sozinha e sofrendo preconceito por sua doença no internato para o qual foi mandada depois da punição de seus pais ser…
Abril rojo, de Santiago Roncagliolo
O livro de Santiago Roncagliolo é sobre um serial killer, mas é um thriller político antes de tudo. O mistério que é relatado é assustador e ao mesmo tempo cativante, pois vai além dos crimes em série e retrata a vida política e cultural do Peru do início do século XXI. Esse foi o primeiro livro de autor peruano que eu li e também o primeiro ambientado no Peru que eu tive o prazer de ter em mãos. Foi muito interessante entrar em contato com uma realidade completamente diferente, na qual a cultura indígena ainda é bastante presente no dia a dia da população e rituais católicos convivem com rituais indígenas, embora não tão pacificamente, mas lado a lado e influenciando fortemente a vida de todos. A narrativa toma lugar em uma pequena cidade peruana, Ayacucho, nos meses de Março e Abril de 2000 e centra-se na busca por um assassino em série. O investigador é um homem comum, Félix…
It’s Alive! Frankenstein, de Mary Shelley
Frankenstein é um clássico da literatura, não apenas por ter sido concebido por uma mulher de apenas 19 anos em pleno século XVII, mas por sua inovação. E para falar francamente, a leitura foi muito diferente do que eu esperava. Muito diferente inclusive do que eu imaginava da própria história. E é claro que a fala mais famosa do cinema quando o assunto é Frankenstein, “It’s Alive!”, não está presente no livro. Eu nunca vi um filme baseado na obra, apenas vi referências à películas antigas em produções mais recentes do cinema e da televisão. Talvez por isso a história da criatura criada por Frankenstein fosse uma grande nuvem de fumaça na minha cabeça, cheia de referências confusas sem ponto de apoio. É bem verdade que eu não me entendi muito com o estilo do livro e o ritmo de leitura foi muito mais lento do que eu esperava. No entanto, o esqueleto da história é muito interessante. O Dr. Victor…






