O Brasil, mais precisamente os órgãos responsáveis pelo fomento, divulgação e financiamento da cultura do país poderiam espelhar-se na atitude do governo de Aragão, na Espanha. São eles os responsáveis por gravar, editar e distribuir toda a obra Don Quixote de forma gratuita em formato mp3. Uma obra clássica cujo título original completo era El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Com isso é possível fazer download dos 52 capítulos da primeira parte e os 74 da segunda através e escutar a obra completa em espanhol no próprio computador. Essa atitude tem o claro objetivo de difundir a cultura e a produção espanhola. O projeto está na contramão da massificação produzida pelo “modo de vida americano” (American Way of Life) largamente difundido desde a década de 1950….
Estratégia e Análise
Você conhece Andréa Fátima dos Santos?
Uma dica: quando criança fazia anotações nos caderninhos escolares, ouvia conversas por detrás das portas, adorava os papos de elevadores e ficava muda nas reuniões de mulheres adultas para que não a notassem. Andréa Fátima dos Santos adotou em homenagem à Luz Del Fuego (dançarina famosa nos anos 50 e que, na verdade, se chamava Dora) o nome Andréa Del Fuego. A sugestão mais do que perfeita veio de sua sogra (e há quem diga que as sogras só atrapalham). A moça que não é filha de intelectuais e chegou a afirmar em uma (pequena, singela e de belas palavras) autobiografia: “livro em casa nem o de receita. Eu não tinha referências da escrita enquanto produção. Não tinha um espelho digno desta função”. Formada em publicidade trabalhou como produtora em cinema e revistas. Começou sua vida de escritora respondendo dúvidas sexuais de leitores de uma revista de rádio paulista. Filha de mineiros ela comeu pelas bordas e já publicou quatro…
A animação no Brasil: obstáculos e esperança (parte II)
O apoio financeiro é de extrema importância para um Estúdio de Animação no Brasil, para que se possa encarar a produção de um longa-metragem. Mesmo os grandes estúdios, como a Mauricio de Sousa Produções, têm que recorrer a diversos acordos e contratos para dar conta do custo de uma animação de longa duração. Devido a estas dificuldades muitos artistas especializados saem do país para trabalhar em estúdios gringos e colaboram em projetos de grande alcance, como nos casos de Carlos Saldanha (co-diretor de A era do Gelo2) e Eduardo Gurman (que participou da produção de Animatrix). Infelizmente nós não temos uma produção à vista de nossos olhos, o que se mede pela grande dificuldade de comercializar, distribuir e exibir. No exterior também há esse desconhecimento. Basta acessar as páginas das associações internacionais de Cinema e Animação, por exemplo, e ver o tema dos artigos publicados especificamente sobre animação. Não há quase menção das produções brasileiras. Há esperança, se novas oportunidades…
A animação no Brasil: obstáculos e esperança.
Muitos já falaram sobre a qualidade da animação no Brasil, algumas vezessão críticas corrosivas que geralmente vêm acompanhadas de comparações com as produções estrangeiras. No entanto, o Brasil sempre teve uma animação de boa qualidade. Sobretudo na publicidade. Porém o espaço nesse meio é, em geral, para filmes de até 30 segundos. Recentemente, entretanto, as seleções para festivais como o Anima Mundi sinalizam uma crescente pretensão em atuar fora dos comerciais, uma vez que a animação começa a aparecer como uma opção acessível para quem quer fazer cinema. E a computação, é claro, assume um papel de extrema importância nesse processo de crescimento. Os atrativos do meio digital são muitos para os animadores, apesar de a técnica 3D não ter ganho mercado por aqui. O Brasil é pioneiro em animação 100% digital, com Cassiopéia – longa de Clóvis Vieira – produzido com pouco mais de 15 computadores 486 e lançado em 96 – alguns meses depois do famoso desenho da…
Um pouco sobre a História do Cinema de Animação nas terras Tupiniquins
A animação no Brasil remonta ao início do século XX, com a produção do curta metragem “O Kaiser”, de Álvaro Marins, no ano revolucionário e deveras emblemático de 1917. A próxima animação veio apenas no final da década de ’20 e chama-se “Macaco Feio, Macaco Bonito” (1929) de Luiz Seel. Contudo, o longa animado considerado o número um só veio a ser criado nos anos ’50, depois que todos já conheciam de cor e salteado o Mickey Mouse, Popeye, Looney Toones entre tantas outras produções estadunidenses. A obra que encantou muita gente e chegou a ser comparada à Fantasia de Walt Disney tem um nome lírico que acompanha a coletânea de relatos folclóricos da região Norte do Brasil: “Sinfonia Amazônica“. O diretor Anélio Lattini Filho dedicou em torno de cinco anos na produção. Na década de ’60, influenciados pelas cores psicodélicas que emanavam das produções vindas da terra do Tio Sam, os animadores brasucas enveredavam para uma experiência estética mais…
Visite Museus!
Agora que o ano realmente começou, passou o carnaval, o horário de verão se foi, fevereiro está se encaminhando para o final e março vem chegando com suas águas está na hora de voltar à velha rotina. No entanto isso não é desculpa pra deixar de investir em cultura (e estou falando de tempo e não de dinheiro). Uma boa dica é visitar Museus. Muitos, para não falar na maioria, são de acesso gratuito. Segundo o Sistema Brasileiro de Museus (SBM) eles “são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes”. Eles existem aos montes, por todo Brasil, por todo o mundo. Às vezes, quando menos esperamos encontramos um, em qualquer cidade que se preocupe com sua memória, sua história e seu patrimônio. Existem Museus de arte, de história, militares, entre…




