Livro de faroeste com zumbis. Sim, para impressionar já de antemão. Como o Daniel Galera falou na primeira linha da orelha do livro: “Se tem zumbi no meio, só pode ser bom”. Acho essa frase muito verdadeira, com raríssimas exceções. E Areia nos Dentes definitivamente não é uma excessão. O livro está aí para confirmar que história com zumbi é boa de ver, de ler e de contar. Xerxenesky usa e abusa das referências cinematográficas para compor seu cenário inusitado: o oeste, aquele velho oeste de filme americano (seja ele filmado na Itália ou na Espanha, ou não). Confesso que o gênero de filmes nunca foi meu forte, que vi apenas o primeiro dos filmes da trilogia dos dólares e, que apesar da paixão pela trilha sonora, eu tive de revê-lo, pois da primeira vez eu dormi. Sim, eu gostei muito do filme, mas ainda não criei coragem para retomá-los. Mas nem só de referência cinematográfica vive o primeiro romance de Xerxenesky….
romance
Por Quem os Sinos Dobram (Ernest Hemingway)
Trata-se de um romance, escrito a partir das experiências pessoais de Hemingway durante sua participação no conflito ocorrido de 1936 a 1939 na Espanha, conhecido como Guerra Civil Espanhola. O romance conta a trajetória de Robert Jordan, um americano que luta na Espanha como miliciano, coisa bastante comum (o próprio autor participou assim da guerra). O período de tempo que compreende a narrativa é de apenas quatro dias. Jordan parte em uma missão para o território dominado pelos fascistas a fim de explodir uma ponte. O objetivo era atrasar as tropas inimigas quando da ofensiva dos republicanos. Nesse ínterim, ele encontra um bando de guerrilheiros republicanos que vivem em uma caverna em pleno território inimigo e que a bastante tempo não pratica nenhum ato de guerrilha e estão acomodados com a situação. O bando é liderado por Pablo, que não gosta nem um pouco da idéia de explodir a tal ponte, pois isso significaria a necessária saída de todos daquele…
Buffy the Vampire Slayer
Depois que fiquei órfã de Dollhouse, nada mais natural do que procurar outra série do mesmo criador para tentar aplacar a tristeza. Então nada mais natural que adentrar o mundo de Buffy. A cultuada série de vampiros dos anos 90 e início dos 2000 fez minha cabeça. Estou completamente viciada – percebeu como eu sempre me vicio em tudo que Joss Whedon coloca seus dedinhos mágicos? É bacana ver esse universo vampiresco de antes da super explosão de Crepúsculo e afins (neste grupo não está inserida a série True Blood da qual eu sou fã e possui uma qualidade infinitamente superior aos livros e filmes das crepusculetes). E mais bacana ainda é ver, em alguns episódios argumentos de séries atuais. Séries inteiras feitas a partir de coisas que rolaram em apenas um episódio de Buffy. E é inevitável comparar Buffy com True Blood, afinal em ambas temos uma garota que se apaixona por um vampiro. Porém, as séries não são meras…
Orgulho e preconceito, de Jane Austen
Orgulho e Preconceito é considerada a obra que inaugura o romance moderno na Inglaterra. E coube a uma mulher, em uma sociedade conservadora onde o poder de escolha e direitos que hoje são considerados inalienáveis ao gênero eram limitadíssimos, escrever tal romance. Por se tratar de um clássico, pressupõe-se que a grande maioria das pessoas conheça. Creio que não se possa fazer tal generalização, pois quando falamos em Brasil o número de leitores é muito pequeno e menor ainda é o número de leitores que se interessam pelo gênero. Eu mesma, que sempre gostei muito de literatura e estou sempre em busca de novos títulos para devorar fui conhecer a obra pouco tempo atrás. Graças ao cinema. E não tenho vergonha de afirmar isso, pois um dos papéis que as adaptações cumprem é o de divulgação de obras literárias (mesmo os clássicos). Vamos ao que interessa: a narrativa de Jane Austen se passa no mundo em que ela mesma vive,…
Quincas Borba (Machado de Assis)
É muito complicado falar de um livro de Machado de Assis. Falar bem, todo mundo fala. Falar mal é correr o risco de ser apedrejada. Buenas, o livro é bom. Isso é fato. Mas fato é que eu já li muito outros que são muito melhores. Gosto da maneira como Machado brinca com as palavras, construindo imagens bem bacanas. Sinopse: Este livro conta a história do ingênuo professor Rubião, mineiro de Barbacena, que recebe como herança todos os bens do filósofo Quincas Borba, mais a incumbência de tomar conta de seu cão – também denominado Quincas Borba -, e divulgar a filosofia conhecida como Humanitismo. Comecei a ler Quincas Borba (romance de banca, daqueles da Coleção ZH, comprado por R$ 2,50 + a zero hora de domingo lá pelos idos de 2001) para o Desafio Literário e tive de parar para ler o Memórias Póstumas de Brás Cubas, porque o narrador do Quincas Borba comentou que o personagem já havia…
A Estrada (Cormac Mccarthy)
O cenário por trás da belíssima história de Cormac Mccarthy é o mundo alguns anos depois de uma tragédia, depois de seu fim. Não há lugar em que a morte não esteja presente, seja em milhares de corpos espalhados pelas cidades totalmente destruídas ou pela natureza, que perdeu sua cartela de cores para o cinza. A escuridão total durante a noite e o dia coberto por nuvens de fumaça e cinzas. Não se houve mais o canto dos pássaros, o barulho que persiste é ínfimo. E os poucos homens que sobreviveram lutam para continuar vivos e muitos deles tornaram-se canibais. Mas em nenhum momento do livro descobrimos como isso aconteceu. Como se passaram muitos anos desde a tragédia, o que restava de alimentos nas lojas e casas destruídas já tinha acabado. Esse cenário desolador, que mesmo aterrorizante, não chega a compor um ponto de extrema importância para o que o autor pretende com seu romance. Mas fazer o que se…




