
Mood: 🤠 Clueless
🎵 Stop, I'm Already Dead - Deadboy and the Elephantmen
Eu adoro zumbis! Desde, sei lá, meus 15 ou 16 anos que eu assisto filmes com mortos vivos (walkers, infectados…). Dos clássicos do Romero aos mais modernos. Adoro. Até já tive um blog somente sobre zumbis com a Anica que se perdeu pela internet. Então, quando The Walking Dead (TWD) estreou, eu comecei obviamente a ver. Fui fisgada imediatamente, como muitos. As primeiras temporadas são muito boas! Logo em seguida veio o primeiro spin off, Fear the Walking Dead (FTWD), que também começou muito bem. Mas, infelizmente, o amor por essa sudas séries não perdurou ao longo de todas as temporadas.
The Walking Dead teve altos e baixos e lá pela oitava ou nona temporada eu dei um tempo. Continuei FTWD por pura teimosia. Porque ela foi decaindo muito depois da terceira temporada. Personagens ruins de TWD entraram no elenco fixo e a série decaiu vertiginosamente. Não aguentei e acabei dando um tempo dela também. No entanto, além da minha fascinação por zumbis, tenho muita dificuldade de abandonar coisas: série, livros… E para completar, veio a pandemia e de repente fique um ano e meio trancada em casa. Decidi retomar as duas séries, uma de cada vez. Assisti tudo o que tinha ficado para trás de TWD e coloquei em dia. Acompanhei a última temporada. Essa retomada foi boa, percebi que eu tinha parado justamente num momento de mudança e que a série tinha começado a melhorar. Ela teve momentos ótimos e fiquei feliz de ter retomado.

Quando terminei, retomei FTWD também. Mas não tive surpresa positiva… Não teve absolutamente nada de bom nas temporadas que deixei para trás. Diferente de TWD, demorei muito para conseguir ficar em dia. E quando finalmente saiu a última temporada no Prime, depois de uma eternidade, ela conseguiu ser pior ainda do que tudo que já era ruim. Roteiro ruim. Diálogos terríveis. Reencontros forçados que só serviram para repetir histórias. Todo mundo volta dos mortos, mas não como zumbis. Histórias que não finalizam. Geografia e passagem do tempo são meros detalhes. Anos se passaram, pessoas se reencontram em maio ao caos ou cruzam o país com uma facilidade. Teve de tudo, uma coisa absurda após a outra. Teve até uma bomba atômica que destruiu tudo. Mas as pessoas fugiram (todas pro mesmo lugar, mesmo estando separadas… conveniências), não teve consequência a longo prazo, aparentemente. Uma piada. Um personagem se cura da demência naturalmente, no melhor estilo “o tempo cura”. Além de atuações sofríveis e muita coisa sem sentido dentro do próprio universo da franquia. Escolhas burras, tanto narrativas quanto dos personagens. Nada se salva. Sofri por semanas tentando assistir a última temporada. Às vezes dias pra conseguir vencer um mísero episódio.
E no meio disso tudo, outros spin-offs foram anunciados e estrearam. O primeiro foi The Walking Dead: World Beyond (TWDWB). Basicamente Malhação com zumbis. Grupo de adolescentes querendo salvar todo mundo fazendo um monte de coisas estúpidas e lutando contra uma super organização militar que tenta trazer ordem pro caos pós-apocalíptico do universo de TWD. Ruim, mas ainda melhor que FTWD. Tentou incluir alguns elementos da série original, dando continuidade para algumas coisas que aconteceram em TWD e trazendo uma personagem que teve um final surpreendente em TWD para ter uma continuação bem meh em TWDWB. Não rendeu muito.

O que os fãs de TWD queriam mesmo era rever personagens queridos terem mais histórias depois que a série acabou. E o estúdio viu nisso uma oportunidade excelente pra encher ainda mais os bolsos de dinheiro e lançou de uma vez já 4 spin-offs: Daryl Dixon, Dead City, Tales of The Walking Dead e a tão esperada série sobre o Rick e a Michone. Com exceção de Tales, as séries exploram o que aconteceu com os personagens depois dos eventos da series finale de TWD (ou de sua última aparição, no caso de Rick e Michone). Expectativas bem medianas, depois das experiências com FTWD e TWDWD. Dos 4 eu já assisti dois.
Comecei vendo Daryl Dixon e… adorei! A premissa é boa, os roteiros são bem construídos, a narrativa progride com fluidez, bem dirigido, boas atuações (e claro, o Daryl é um personagem que eu amo, então só o fato de ele estar na série já eleva o patamar) e tem dois dos meus personagens favoritos. Uma boa surpresa, um respiro depois das experiências negativas com spin-offs, especialmente FTWD. Até agora foram três temporadas sólidas, com arcos bem construídos e escolhas narrativas muito interessantes. Como a experiência foi super positiva, assimq ue terminei a terceira temporada, decidi assistir as duas temporadas disponíveis de Dead City, com outro dos meus personagens favorito, o Negan. Na verdade, quero assistir todos os spin-offs, mas não tudo junto. Como Dead City são duas temporadas, ou seja, a maior das três que ainda faltavam, comecei por ela. Estava com a expectativa alta, pois a premissa parecia bem interessante: Negan e Megan acabam juntos em Nova York cercados por milhões de zumbis. Seria maravilhosa, se não fosse muito ruim!

Primeiro que a Megan, que é coprotagonista da série ao lado de Negan, ficou muito chata ao longo da segunda metade de TWD. Isso não seria um problema, se os episódios fossem bem escritos, as histórias fossem boas e as motivações convincentes. Mas a série é muito preguiçosa. Começa pelo motivo fraco para os dois personagens irem para Nova York: Megan precisa da ajuda da pessoa que ela mais odeia, o Negan, para encontrar um antigo parceiro dele da época do Santuário, o Croata. Primeiro ela precisou encontrar o Negan, que coincidentemente vivia na mesma região em que ela estava. Porque ela já não foi encontrar direto o Croata? Pra que ela precisa encontrar esse cara? Porque ele sequestrou o filho dela. Veja bem, uma pessoa que ela não conhece, que foi expulsa do Santuário ANTES de os grupos do Rick e do Negan se encontrarem. Ela sabe que o Croata está em Nova York, na ilha de Manhattan. Mas lá é SUPER perigoso. A ilha foi isolada no início do outbreak e todos os habitantes ficaram presos lá, então tem milhões de zumbis. A cidade é conhecida por ter mais zumbis por metro quadrado do que qualquer outro lugar, os que se aventuram por lá não retornam, etc, etc, etc. E não posso esquecer que o Negan tá sendo procurando pela polícia de uma comunidade chamada New Babylon. Um arco horrível!
Todo um trabalho de convencimento da Megan e sua “simpatia” pro Negan enfrentar seus demônios e ajudá-la a resgatar o filho. Motivo pro Negan aceitar? Nenhum… Mas ele aceita. A tensão entre eles é ruim. Megan é insuportável, Negan faz tudo o que ela quer por remorso. Tédio. Pois bem, os dois conseguem chegar na ilha, mas foram seguidos por dois policiais. Quando eles chegam lá, a cidade realmente parece perigosa. Tem alguns sobreviventes que usam tirolesa entre os prédios para se locomoverem mais rápido e com mais segurança, porque as ruas estão tomadas. Isso muda completamente depois de 20 minutos. Os zumbis somem e aparecem apenas quando é conveniente. Ruas e prédios vazios e todo mundo circula normalmente. As tirolesas? Nunca mais alguém lembrou delas. Uma das poucas ideias sumiu sem ser explorada.
Nada é aprofundado, os personagens mudam de opinião, de motivação e de personalidade como se estivesses trocando de roupas. Um bocado de escolhas burras, personagens ruins e mal construídos aparecem e somem do nada. Intrigas sem motivos reais, alianças sem sentido. Gente chata atrapalhando, tensões que não são construídas sendo forçadas de repente. Gente que claramente não teria sobrevivido uma semana sendo líder de comunidades, vilões patéticos. A série teve alguns momentos bons, cenas específicas, que não sustentam o todo.

Com muita dificuldade eu consegui terminar de assistir as duas temporadas no dia 19 de novembro. O final conseguiu ser ruim de doer. Mas pelo menos teve uma mísera cena boa, protagonizada pelo Negan. Infelizmente ela foi ofuscada pelos erros e escolhas ruins dos roteiristas, como colocar pessoas em lugares que elas não estariam durante aquela cena, exceto se os personagens estivessem muito despreparados para o que estava acontecendo, o que não era o caso. E a sequência dessa cena específica destruiu o que momentos minutos antes por algo totalmente sem sentido. Os personagens aparecem magicamente onde precisam, conveniência atrás de conveniência. Além de tentar criar momentos humanizados que acabam virando puro suco de sentimentalismo barato, superficial e brega. Sofrível, para dizer o mínimo. Foram duas temporadas curtas que poderiam ter sido muito melhores. A série é tão ruim que ouvi dizer que vai ter um soft reboot pra próxima temporada.
Ainda tem a série do Rick e da Michone e a antológica (que eu acho que não tem em nenhuma das histórias algum personagem de outras séries do universo de TWD). Vou assistir as duas, mas sem muitas expectativas, porque FTWD e Dead City me deixaram com os dois pés atrás. Mas sabe o que fiz quando terminei Dead City? Eu estava conversando sobre como TWD era boa nas primeiras temporadas e… comecei a assitir tudo de novo!







Caramba, guerreira demais! hhahaha
Eu largei TWD faz muito, muito tempo. Chegou uma hora que eu não aguentei mais, foi uma série que eu amei muito, era uma das minhas favoritas, mas infelizmente suas baixas me fizeram desanimar muito e não querer continuar mais nada 😀
Adorei a série do Daryl também! Apesar de ter tido um pouco de raiva da primeira temporada, como todo aquele papo religioso.
Dead City eu curti também, ainda que tenha tido mais pontos baixos do que altos.
A série do Rick e da Michonne foi interessante, mas achei a mais fraquinha das três.
Eu meio que larguei TWD de mão quando o Negan apareceu. Pra mim, eles chegaram em Alexandria e viveram felizes para sempre. 😅 E FTWD também caiu muito depois da terceira temporada e acabei largando, nem sei como durou tanto!