Incrível o quanto a gente realmente vai perdendo a empolgação de antes. Não o é mentira quando dizem que à medida que o tempo passa, mais preguiça de sair de casa temos. velhice, say hello! Palma, palma, não priemos cânico. Foi só o computador lá de casa, o Asdrubal, que pifou. Estava morrendo de saudades de postar por aqui, mas como já expliquei, estou sem computador e com muuuuuuuuuuuuitas coisas da faculdade pra fazer, além de estar estudando nas cadeiras regularmente matriculadas estou fazendo outra como ouvinte e trabalhando com a professora Adriana Dias voluntariamente para auxiliar na catalogação dos artefatos encontrados na escavação feita por ela e colegas em julho. Muitos filmes vistos nesse sumiço, mas fica pra outra hora. Beijos e até breve, espero!
Arquivos para agosto 2006
EU VOTO NULO!!! DENOVO!!!
E não é pela total falta de opção, é por princípio!
Fase
As aulas estão legais, na medida do possível, pois ainda há burocracias a serem resolvidas. É o que se paga por estudar em universidade Federal! E todos dizem: “Mas isso é normal, faz parte”. Estou adorando estudar arqueologia num dia, Pré-história Brasileira em outro, tudo de graça, com qualidade. Comer no R.U. por apenas 1,30 sem suco. E estou com um misto de sentimentos absurdo: amor excessivo, empolgação aliada à preguicinha, uma melancolia atroz, nostalgia além do normal, uma coisa esquisita. No fritar dos ovos, o resultado é uma tranquilidade muito absurda que faz com que eu me sinta bem e feliz. Finalmente estou satisfeita com o rumo que a minha vida está tomando, tudo agora tem sentido, tudo agora tem uma razão, para tudo crio um motivo. Imagine que hoje pela manhã descubro que não poderei mais estagiar no Museu em que trabalho desde o início do ano porque consta na minha matrícula da UFRGS que estou no primeiro semestre, apesar dos…
Lais de Maria de França
Primeiro eu vou tentar explicar o que é um “lai”. Esses textos denominados “lai” têm a sua origem na palavra celta “laid” que significa “canto”. Portanto, essas composições na sua origem provavelmente foram cantadas, acompanhadas do alaúde e das flautas, e foram compostas por uma mulher da qual, pouco se conhece da sua biografia (a hipótese mais provável é que foi mais-irmã do rei Henrique II da Inglaterra). Esses lais carregam em suas linhas elementos importantes para o estudo da cultura e da sociedade celta. E o texto a seguir é um resumo feito por mim a partir da aula expositiva de Estudos Medievais que tive no ano passado. O texto já estava pronto, eu só corrigi alguns erros mais visíveis. O Lai em questão fala sobre a história de Lanval: Lanval está triste por não ter ganho riquezas e terras de seu suserano, Rei Artur, como havia feito com todos os outros vassalos da Távola Redonda. Vagando pela floresta…
Da série Raízes do Brasil
“Estereotipadas por longos anos de vida rural, a mentalidade da casa-grande invadiu assim as cidades e conquistou todas as profissões sem exclusão das mais humildes.” (HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil, p. 55-56). Raízes do Brasil é um pequeno livro de mais ou menos 150 páginas, depende da edição que o leitor escolhe, e não serve para uma leitura descompromissada. É o tipo de livro que necessita de uma leitura lenta, saboreada, para que todos os fios e teias de argumentos não se percam, e a magnitude das palavras de Sérgio Buarque de Holanda não confundam a cabeça de um leitor desavisado. Raízes do Brasil trata de entender um processo de transição sociopolítica que Sérgio Buarque presenciava, onde pretendia identificar o passado a ser superado para entender qual seria nosso futuro histórico contido no presente. O livro não é uma narrativa de fatos ou sequência de eventos, é uma tentativa de reconstruir os fragmentos das várias formas de vida social…
Help Me!
O medo tem seus encantos e suas formas de enfeitiçar quem o procura e quem não quer nem saber dele também, e ele é importante para podermos estabelecer limites próprios dentro da sociedade. Medo de altura faz com que não nos arrisquemos pular de um prédio de 10 andares sem equipamentos próprios para isso. Os filmes de horror são considerados, por muitos, coisas terríveis que propagam um medo desnecessário e uma violência absurda, mas acredito serem eles uma espécie de válvula de escape. Com eles podemos transpor para uma tela desejos escondidos ao invés de materializarmos. Será que se o Sr. Presidente dos Estados Unidos não precisa de uma sessão bem reforçada de filmes de terror?




