Acabando de chegar da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre. Apesar de algumas críticas minhas à organização, o evento é sempre muito esperado pela população portoalegrense e de municípios vizinhos. E sempre se pode encontrar algum hermano perambulando por lá. Pude dar uma olhada geral nas bancas e perceber que indo na livraria de um Shopping se pode encontrar os mesmo livros, talvez até mais em conta, o que é o caso da famosa Livraria Cultura que não tem banca na feira, mas tem mais descontos e mais diversidade. Infelizmente quase todas as bancas apostam no mesmo público: adolescentes, auto-ajuda, espiritismo. Pude adquirir coisas boas, mas garimpando muito, A Divina Comédia dos Mutantes, que acabou saindo por R$ 37,00 e História da Loucura, que saiu por R$ 36,00. Os famosos balaios da feira estavam falidos, caros e sem nada que agradasse meu gosto. No geral, é sempre bom ter um evento de tal amplitude na cidade, que atrai o…
Leituras
♣ livros que leio, releio ou desejo ler.
Lais de Maria de França
Primeiro eu vou tentar explicar o que é um “lai”. Esses textos denominados “lai” têm a sua origem na palavra celta “laid” que significa “canto”. Portanto, essas composições na sua origem provavelmente foram cantadas, acompanhadas do alaúde e das flautas, e foram compostas por uma mulher da qual, pouco se conhece da sua biografia (a hipótese mais provável é que foi mais-irmã do rei Henrique II da Inglaterra). Esses lais carregam em suas linhas elementos importantes para o estudo da cultura e da sociedade celta. E o texto a seguir é um resumo feito por mim a partir da aula expositiva de Estudos Medievais que tive no ano passado. O texto já estava pronto, eu só corrigi alguns erros mais visíveis. O Lai em questão fala sobre a história de Lanval: Lanval está triste por não ter ganho riquezas e terras de seu suserano, Rei Artur, como havia feito com todos os outros vassalos da Távola Redonda. Vagando pela floresta…
Da série Raízes do Brasil
“Estereotipadas por longos anos de vida rural, a mentalidade da casa-grande invadiu assim as cidades e conquistou todas as profissões sem exclusão das mais humildes.” (HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil, p. 55-56). Raízes do Brasil é um pequeno livro de mais ou menos 150 páginas, depende da edição que o leitor escolhe, e não serve para uma leitura descompromissada. É o tipo de livro que necessita de uma leitura lenta, saboreada, para que todos os fios e teias de argumentos não se percam, e a magnitude das palavras de Sérgio Buarque de Holanda não confundam a cabeça de um leitor desavisado. Raízes do Brasil trata de entender um processo de transição sociopolítica que Sérgio Buarque presenciava, onde pretendia identificar o passado a ser superado para entender qual seria nosso futuro histórico contido no presente. O livro não é uma narrativa de fatos ou sequência de eventos, é uma tentativa de reconstruir os fragmentos das várias formas de vida social…
Tópicos de Férias:
Para não cansar muito a visão do caro leitor, colocarei em forma de tópicos os principais acontecimentos dessas férias prolongadas que pude desfrutar nesse maravilhoso inverno gaúcho: Vamos começar então pelo audiovisual, os filmes da temporada em casa ou no cinema. São eles: Piratas do Caribe 2 “O Baú da Morte, Meninos Não Choram, Menina de Ouro, Sobre Meninos e Lobos, Fúria em Duas Rodas, A Casa de Cera, Viagem Maldita, As Loucuras de Dick e Jane, O Mundo de Andy, Star Wars Episódio III “A Vingança dos Sith, Lúcia e o Sexo, Entrevista com o Vampiro, Anjos Rebeldes, O Primeiro Amor de um Homem, A Profecia, Kolia – Uma Lição de Amor. Já no que diz respeitos aos livros, bom esses eu confesso minha falha, pois dos três que havia prometido ler, li somente dois: O senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel do J. R. R. Tolkien e Raízes do Brasil do Sérgio Buarque de Holanda. Mas…
Citando uma Obra de Ficção
Acabei de ler o primeiro livro da Trilogia do Anel, e posso afirmar que a minha paixão pela Terra Média agora virou vício. Depois de ter me deliciado com as aventuras de Bilbo, Bolseiro em O Hobbit, me deparei com aquele mundo cheio de fantasias e uma mitologia magnífica bem nas minhas mãos. Essa primeira parte do livro pode ser descrita como uma narrativa de viagem, por apresentar ao leitor o novo mundo da Terra Média. Estive presa página após página por uma semana maravilhosa. Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo novo. É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Ele colocou em polos opostos a vida dos pequenos hobbits, os divertidos habitantes do shire (condado), que escavavam suas casinhas nos relevos do terreno, tendo a grama como telhado, confrontando-a com o mundo subterrâneo de Mordor, poluído, enfumaçado, opressivo. É nesse mundo que vive Frodo Bolseiro, um jovem…
leituras de férias.
O Senhor dos Anéis – trilogia completa + O Hobbit / edição especial Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda) e Benjamin (Chico Buarque) – Para reler, agora sem pressão de trabalho nenhum… e para ler pai e filho. Ainda faltam alguns livros do Chico para completar a minha coleção, se alguém quiser me presentear…




