Um longo tempo de espera pelo retorno de Doctor Who. E para a segunda metade da sexta temporada um episódio que inicia com “What the hell? Let’s Kill Hitler!” E o próprio nome do episódio sugere a caçada do maior vilão da História da humanidade. É claro que eu me perguntei se esse não seria um ponto fixo no tempo e que não poderia ser mudado, mas deixei o episódio fluir e ver no que ia dar. Acontece que o episódio passou longe de ser um arco isolado e a participação do infame Hitler durou alguns poucos minutos. E que minutos: Rory socou ele bem no queixo e o trancou no armário. Ah meu centurião romano, sempre mostrando seu valor! Tudo começou com uma história meio maluca de Departamento de Justiça que viaja no tempo atrás de grandes vilões da história por todo o espaço para dar um fim neles. Acontece que esse departamento tem uma nave que assume a…
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
Let’s Kill Hitler Tomorrow!
Calma, essa não é uma chamada para uma ação em praça pública (mas seria um nome bacana para uma). É que amanhã retorna Doctor Who com Let’s Kill Hitler. O episódio escrito pelo gênio por trás da quinta e sexta temporada da série britânica, Steven Moffat, encerra o hiato de dois meses sem os queridos Doctor, Amy Pond, Rory e River Song e dá continuidade para a sexta temporada. Estou muito, mas muito ansiosa mesmo para a nova leva de histórias do Time Lord, que tem um trailer de tirar o fôlego: Link direto para o vídeo E para recapitular os episódios que já foram ao ar neste ano, um recap de quatro minutos que vale muito o clique: Link direto para o vídeo Já para conter a ansiedade (estou precisando!), na página oficial da série é possível muitos vídeos, imagens, jogos e outras coisas divertidas. Não deixe de conferir. E se ainda não assiste Doctor Who, COR-RE!!!
Morte e vida severina e outros poemas para vozes
Eu confesso que não sou muito chegada em poesia. Não tenho o dom para apreciá-las como deveria, são poucas as que me agradam. Não sei porque, mas desde que me conheço por leitora sou assim. No entanto, uma das coisas mais lindas que já li na minha vida foi a apresentação de Severino em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. É simples, sucinto, e ao mesmo tempo tão forte e marcante que é impossível esquecer quem é Severino. Ele é um nordestino, ele é ao mesmo tempo um personagem único e inúmeros brasileiros. O retirante nordestino a quem coube o nome de Severino percorre a mesma trajetória de milhões de cidadãos brasileiros. Ele enfrenta as adversidades que essa vida severina que se apresenta para muitos e sai da morte para alcançar a vida. O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI — O meu nome é Severino, não tenho outro de pia. Como…
Jorge Luis Borges, feliz aniversário.
Hoje é aniversário de Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo. Se vivo, completaria 112 anos. O autor portenho figura na minha lista de necessidades literárias. Sempre que ouço o nome dele me dá uma coceirinha incomoda que remete ao fato de eu nunca ter lido um conto sequer daquele que é considerado por muitos (e confiáveis) o maior escritor da América Latina. E já adianto que não é por falta de vontade, nem mesmo de tempo – aquela velha desculpa que todos usamos pelo menos uma vez a cada mês para declinarmos uma ou outra leitura pendente. A vontade existe e é intensa, o tempo é escasso, mas existente, os livros estão pelas bibliotecas e estantes alheias (claro que se eu os comprasse ficaria extremamente feliz) e os temas por ele abordados me são bastante caros. O que, então, me impediu até agora de desfrutar de seus textos? Acontece que tudo que ouço sobre ele me faz crer que não estou madura o…
Olhai os lírios do campo, de Erico Veríssimo
Não li muitos dos livros do autor gaúcho, mas pretendo ler todas as suas publicações. Porém, é inegável que a narrativa de Erico Veríssimo é sempre muito gostosa de ler. Ele tem o domínio das palavras. Em Olhai os lírios do campo, o livro que o tornou um escritor de sucesso, ele narra a história de Eugênio e seu amor por Olívia. O livro é dividido em duas partes e há uma diferença bastante grande entre elas. Essa distinção ocorre tanto na estrutura narrativa quanto na cadência da narrativa em si e da leitura. Na primeira parte somos apresentados ao casal Eugênio e Olívia, na verdade somos apresentados ao médico Eugênio Fontes que recebe a notícia por telefone de que ela está em seu leito de morte no Hospital. Eugênio, casado com Eunice, vai para o Hospital para ver pela última vez seu verdadeiro amor. A partir daí os capítulos retomam o passado de Eugênio, ou Genoca – seu apelido de…
Édipo Rei, o texto trágico de Sófocles
Sou o tipo de leitora que lê peças de teatro. Muitos não gostam, acham difícil, truncado, estranho e tantos outros adjetivos que não há espaço para listá-los todos. Eu entendo, de verdade. Mas reconheço minha peculiaridade. Comecei lendo este espécime literário porque fazia teatro na escola e para apresentar um “espetáculo” (vamos combinar que teatro na escola não monta espetáculo, no máximo coloca um bando de adolescentes num palco e eles que se virem – no bom sentido, é claro) é preciso decorar o texto. Ah o texto teatral é tão bacana. Uma simples indicação do falante e o discurso corre solto. Depois me apeguei ao hábito. Parei de tentar atuar, mesmo após me aventurar em vôos mais longínquos com o fim do Ensino Médio, mas reconhecendo minha falta de talento parei de tentar. Entretanto nunca parei de ler textos de teatro. E nesse coração de mãe, onde sempre cabe mais um livro, esses textos tão especiais sempre encontram abrigo. Assim…





