Acabando de chegar da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre. Apesar de algumas críticas minhas à organização, o evento é sempre muito esperado pela população portoalegrense e de municípios vizinhos. E sempre se pode encontrar algum hermano perambulando por lá. Pude dar uma olhada geral nas bancas e perceber que indo na livraria de um Shopping se pode encontrar os mesmo livros, talvez até mais em conta, o que é o caso da famosa Livraria Cultura que não tem banca na feira, mas tem mais descontos e mais diversidade. Infelizmente quase todas as bancas apostam no mesmo público: adolescentes, auto-ajuda, espiritismo. Pude adquirir coisas boas, mas garimpando muito, A Divina Comédia dos Mutantes, que acabou saindo por R$ 37,00 e História da Loucura, que saiu por R$ 36,00. Os famosos balaios da feira estavam falidos, caros e sem nada que agradasse meu gosto. No geral, é sempre bom ter um evento de tal amplitude na cidade, que atrai o…
Reflexões
♣ Escrever para entender. Escrever para lembrar. Escrever para resistir. Um espaço para memórias, pensamentos e divagações.
Ai que desespero!
Estou depressiva, realmente muito triste e em clima de rito fúnebre. Minha gata amada morreu quarta-feira depois de ter ficado bastante doente na terça. Estou me sentindo culpada por adiar o veterinário para quinta de manhã e não ter dado tempo. O pior de tudo é que eu não estava em casa na hora da morte da pobrezinha. Estou me sentindo um lixo e muito culpada por não ter dado mais atenção a minha Fubá. 🙁 Espero que onde quer que ela esteja, esteja bem. Ela fará muita falta em minha vida. Nossa chorei tanto que meus olhos continuam inchados. Enterramos ela na quinta de manhã do lado de casa. Vamos plantar uma flor bem linda onde está o corpinho dela como homenagem.
muita coisa na cabeça
Ando louca, essa é a verdade. Ando com a cabeça cheia de pensamentos, as coisas acontecem de repente e eu fico meio que sem saber como agir. Meu namoro anda cada dia mais belo (hahaha); a faculdade está naquela, não, com algumas matérias extremamente fodas e outras broxantes; minha família é a mesma de sempre. Começo no estágio novo essa semana, no mesmo lugar de antes, mas com atividades bem diferentes e mais empolgantes. No momento nada de novo acontece e às vezes me sinto uma formiguinha presa na terra, Isso me assusta há algum tempo. Vamos ver o que acontece. Pelo menos estou otimista, e felizaça. Surpreendentemente estou no melhor ano da minha vida. Sorte total. Obrigada Ju e Camila pela noite de sábado, que foi perfeita!
Eu sou gaúcho…?
Nos festejos da Semana Farroupilha, o que poderia, talvez, ser um orgulho para todos os gaúchos e gaúchas torna-se uma vergonha. Alguns grupos tradicionalistas evidenciam muito mais seus cavalos e apetrechos de guerra do que algum tipo de valor. Destacam a valentia e o machismo, como quem precisa disso para ser homem. Cultuam um espírito de violência com o pretexto de cuidar de suas estâncias e fazendas. E assim apenas maltratam a querência que não deveria ter dono nem cercas, para que todos pudessem ter o churrasco e o mate de cada dia. Fazem um alvoroço contra os sem terra, esquecendo as lutas do passado e o espírito de Sepé Tiaraju que ainda hoje grita em favor dos pobres da terra. Como falar de liberdade, igualdade e humanidade sem repartir a terra, vivendo um modo de vida onde um é o patrão e os outros são pobres peões sem eira, nem beira? E para aumentar a vergonha, vemos o evento…
Quero avisar que a tripulação está com fome!
Nessas últimas semanas muitas coisas aconteceram na vidinha desta que vos escreve sempre e tem muito prazer em fazê-lo. Buenas, sem rodeios quero avisar que muitas novidades estão por vir, tanto nesse domínio, que está próximo de expirar, e certamente renovarei, quanto no meu dia-a-dia. Os próximos dias serão meio turbulentos, pois estou prestes a mudar de casa e tenho muitos trabalhos e duas provas terríveis na próxima semana. Aguarde e confie!
Para repensar o 7 de Setembro
Todos os anos, no dia 7 de setembro, o Brasil comemora o seu “Dia da Independência”. Nas escolas os professores incentivam as crianças a usarem adereços, chapéus e espadas de papel com fitas adesivas e bandeiras verde-amarelas que lembram tal acontecimento. Para acabar com essa data de “orgulho nacional”, bastaria mencionar, de início, que a grande maioria da população ficou excluída historicamente de todo o processo de emancipação política. Os portugueses haviam feito a sua revolução liberal, implementando a Regência de Cortes Constituintes. Porém, o conteúdo liberativo tornou-se conservador, uma vez adotadas as medidas recolonizadoras em relação ao Brasil. Houve uma reação das classes dominantes, constituindo-se no “partido brasileiro” que iria defender a permanência de D. Pedro em terras tupiniquins, acarretando o “Dia do Fico”. O príncipe, manobrado pela elite nacional, entregou a Pasta do Reino para José Bonifácio (representante da aristocracia rural). Criou-se, então, o ministério brasileiro. O país já não obedecia à Corte. O caráter dos decretos ministeriais…




