Finalmente saiu a lista dos candidatos selecionados para trabalhar como mediador na 6ª Bienal do Mercosul. E adivinha quem figura nesta lista. Sim, euzinha aqui. Feliz? Hiper! Para aqueles que porventura desejarem comparecer na Bienal para me visitar, meu horário será das 9 horas às 13 horas e 30 minutos no Cais do Porto, Armazém A7. O roteiro que mediarei é o da exposição Três Fronterias. Sintam-se a vontade para fazer uma visitinha…
Ensinando
♣ minha vida docente, experiências em sala e práticas pedagógicas.
Sobre o trabalho de Mediação na 6ª Bienal do Mercosul
O que é ser mediador? Bom, ser mediador é ser, antes de tudo um intermediário. Aquele que está entre duas partes. O mediador aprecia, questiona, mas também é questionado. Incentivando o espectador, considerando-o como ser criativo e não passivo. O apreciador, o público em geral não é passivo, eles não querem alguém que entenda tudo de arte para lhe dar uma aula, eles querem sim é ter um espaço para exercer sua criatividade no diálogo com a obra, com a exposição. Portanto, o mediador é alguém que facilita, impulsiona diálogos, produz tensões (no bom sentido) entre as partes. Segundo o dicionário Aurelio o mediador é aquele que intervém, uma espécie de árbitro. Mediar é o ato de intervir entre essas partes. Se mediar é dividir ao meio, o mediador é o responsável pela soma das duas metades. Intermediar um contato entre essas duas metades, a obra e o espectador, ou público, como desejar chamar quem está ali para apreciar. Não…
Da série Raízes do Brasil
“Estereotipadas por longos anos de vida rural, a mentalidade da casa-grande invadiu assim as cidades e conquistou todas as profissões sem exclusão das mais humildes.” (HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil, p. 55-56). Raízes do Brasil é um pequeno livro de mais ou menos 150 páginas, depende da edição que o leitor escolhe, e não serve para uma leitura descompromissada. É o tipo de livro que necessita de uma leitura lenta, saboreada, para que todos os fios e teias de argumentos não se percam, e a magnitude das palavras de Sérgio Buarque de Holanda não confundam a cabeça de um leitor desavisado. Raízes do Brasil trata de entender um processo de transição sociopolítica que Sérgio Buarque presenciava, onde pretendia identificar o passado a ser superado para entender qual seria nosso futuro histórico contido no presente. O livro não é uma narrativa de fatos ou sequência de eventos, é uma tentativa de reconstruir os fragmentos das várias formas de vida social…




