– Eu passei no vestibular da UFRGS para Letras Bacharelado! – Como assim? Tu não estava te formando em História Licenciatura pela UFRGS? – Sim. Minha formatura é dia 17 de fevereiro. – Então? Acontece que eu adoro ler, adoro estudar, me preparei para o vestibular de novo e consegui entrar para um curso que eu sempre tive vontade de fazer e até já tinha tentado entrar alguns anos atrás. Exercerei a profissão de professora de História, é isso que quero. O Bacharelado em Letras é um complemento de estudos, uma vontade de aprender mais e uma possibilidade de ganhos extras com a tradução (todos sabemos que a profissão de professora não é a mais gratificante financeiramente). Depois de sete anos de estudo, entre UNISINOS e UFRGS, eu finalmente me formarei. Isso é inigualável. Maravilhoso. Gratificante. Mas passar no vestibular depois de tantos anos longe dessa correria que é a preparação e terminando Trabalho de Conclusão foi muito gratificante também….
Trajetórias
The end of an era, and the beginning of another
No último fim de semana finalizei o trabalho de conclusão de curso para obter o grau de licenciada em História na UFRGS. Pois bem, de agora até fevereiro de 2011, quando houver a cerimônia de colação de grau e finalmente ter obtido meu diploma de graduação, vivenciarei um período de transição, adaptação. Então, terei completado um ciclo que durou sete anos. Sete anos desafios e escolhas. Sete anos, duas universidades, uma graduação e muitos amigos, aprendizados e experiências. Agora vivo a nostalgia. Todas as noites, antes de dormir, lembro dos momentos, bons e ruins, que vivi ao lado dos colegas e professores. Das provas, trabalhos, bolsas de pesquisa e estágios. Tudo isso fez parte da fase mais marcante da minha vida. É o fim de uma era. Em fevereiro começa outra: com a procura por emprego, agora com o diploma (chega de estágio!), a vida adulta de verdade, sem a desculpa de ser estudante, novos desafios, novas escolhas, novos aprendizados,…
Mergulhando em Ernest Hemingway
Turbulento. Assim eu caracterizo esse segundo semestre de 2010. Finalmente escrevo a monografia de conclusão de curso, popularmente conhecido como TCC. Muita gente já sabe, mas não custa nada comentar, a fonte de pesquisa que utilizo são dois textos literários, um de Ernest Hemingway – Por Quem Os Sinos Dobram – e outro de André Malraux – A Esperança. No momento estou mergulhada em textos de e sobre Ernest Hemingaway, tentando redigir um dos capítulos da monografia. E estou gostando.
Feliz dia do Historiador.
A função do Historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer. (Peter Burke – Historiador francês) A profissão de Historiador ainda não existe, mas já temos um dia dedicado aos profissionais da História. A Lei que criou o Dia do Historiador é de autoria do Senador Cristovão Buarque (LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009). O dia 19 de Agosto foi escolhido em homenagem ao nascimento de Joaquim Nabuco era Historiador além de político, diplomata, jurista e abolicionista. No Legislativo já tramita o Projeto que garante o reconhecimento da profissão. Na página da ANPUH é possível acompanhar as informações sobre o assunto, além de poder acessar o próprio Projeto de Lei. Como no final do ano entrego meu Trabalho de Conclusão de Curso e em seguida vem a formatura e serie licenciada em História, eu já me considero agraciada por este dia. E a própria História enquanto disciplina passa por um momento bastante positivo. O número…
O outro 11 de Setembro
Antes de dois aviões baterem nas Torres Gêmeas no EUA, um outro 11 de setembro marcou a história da America Latina. Ambas datas são traumáticas, e ambas têm a participação dos Estados Unidos. Em 1973 um golpe militar executado pelo general August Pinochet, preparado e financiado pelo imperialismo norte americano derruba o governo legitimo, constitucional e democraticamente eleito do Presidente Salvador Allende, provocando vários milhares de assassinatos e de prisões, o exílio de duzentos mil chilenos e uma feroz ditadura que durou 17 anos. E a foto mostra o assalto e ataque dos golpistas ao Palácio de La Moneda.
Professora Daniela? – O que aprendi e o que espero da (e na) sala de aula.
Foram alguns anos esperando até que chegasse finalmente a hora derradeira. Pode parecer exagero, mas desde o momento em que decidi o curso que faria na universidade eu sabia que a hora de dar aula seria esperada com ansiedade. Agora, mais perto do que nunca de pisar em uma sala de aula experimentando o outro lado, uma série de perguntas afloram incessantemente. O que fazer? Como fazer? Será que eu consigo? Será que eu tenho competência para ser professora? Para ser professora de História? O ensino de história na escola serve para que, afinal? São tantas perguntas e poucas respostas. Ensinar História é uma tarefa de grande responsabilidade. A história na escola não pode ser definida da mesma maneira como na academia. Ela tem propósitos e metodologias próprias. A dinâmica da sala de aula de um professor do ensino básico é muito diferente da dinâmica de um professor em uma sala de aula universitária. E aqui não existe nenhuma tentativa…





