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Trajetórias
45 anos do Golpe Militar no Brasil
Dando um intervalo nas postagens sobre a série televisiva O Guia do Mochileiro das Galáxias para escrever sobre um assunto bastante sério, embora aparentemente muito distante no tempo. Hoje, 1º de abril de 2009, completam 45 anos do Golpe Militar no Brasil. A percepção de distância em relação ao dia em que o país acordou sob um regime ditatorial é válida, afinal são 45 anos. No entanto, as gerações ainda estão bastante contaminadas pelos anos do regime militar. Muitas questões ainda estão em aberto: – Os corpos dos desaparecidos, onde estão enterrados? (se é que foram enterrados) – porque já não há mais dúvida de que estão mortos, mas para não ser generalista digo que pelo menos a maioria dos desaparecidos morreram durante o processo ditatorial instalado no Brasil durante duas décadas. – Um pedido de desculpa por parte do Exército Brasileiro pelos anos de horror e sofrimento que muitas famílias, indivíduos e organizações políticas e culturais passaram. Pelos mortos e pelas tantas barbáries…
História, literatura e crime.
É sabido que a História hoje assume um papel diferente daquele que Aristóteles anunciava em sua Poética. Em nosso tempo existe um diálogo entre os diversos campos do saber. Chamamos esse diálogo de interdisciplinaridade. História e Literatura compartilham de longa data a narrativa e o contar, escrever e descrever, interpretar, reinterpretar, construir, reconstruir por meio da escrita. Determinados eventos “reais” ou “imaginários” são relatados como garantia de se perpetrarem através do tempo. Em especial, é claro aqueles considerados dignos de memória. As narrativas estão ligadas a uma dupla capacidade: cristalizar e ao mesmo tempo dar vida a determinadas idéias e sentimentos a serem compartilhados¹. Ambas as disciplinas são formas de contar o “real”. E o fazem através de signos constituídos por palavras e imagens. As formas da narrativa literária já foram utilizadas pela História, mas é claro que ambas possuem métodos distintos, e seus objetivos são diferentes. Literatura não é História, e vice-versa. No entanto, o Historiador pode, em sua…
Agosto
Agosto, o mês do desgosto. Ou ainda o mês do cachorro louco. Frases da cultura popular para designar esse mês frio e cinza (pelo menos essa é a minha percepção do oitavo mês de nosso calendário). E segunda-feira, quatro de Agosto, teve início as aulas de mais um semestre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em mais 95% das instituições de ensino superior espalhados por esse país afora (número completamente aleatório, porque eu realmente não sei quando começam as aulas no Acre ou em Roraima). E como sou uma aluna bem aplicada vou a todas as aulas da primeira semana ouvir o que os professores das disciplinas em que estou matriculada tem a dizer sobre o que podemos esperar do semestre. E antes mesmo da metade da semana já descobri que esse semestre não será nada fácil. Estou matriculada em seis disciplinas, já tive aula em três delas e duas são extremamente teóricas e com uma carga…
O Maio de 1968
Em 1968 o mundo inteiro se viu sacudido por uma série de mobilizações de estudantes e trabalhadores. Nesse ano o mundo foi palco da luta dos Panteras Negras nos Estados Unidos, lutas estudantis e operárias em quase toda a Europa, no Canadá e no Japão e da Primavera de Praga. Na América Latina esse ano também deixou marcas profundas, inclusive no Brasil. Mas o acontecimento mais lembrado é, sem sombra de dúvidas, o Maio de 1968 na França. E o cinema teve uma imporatância muito grande como estopim de toda a turbulência política, econômica e cultural em que a França se encontrava. Foi a explosão de um processo de lutas da juventude e dos trabalhadores contra o governo francês. Greves, ocupações, manifestações, barricadas, contra cultura e enfrentamentos se espalharam por toda a França naquele mês e abalaram o país. Mas engana-se aquele que atribui tais acontecimentos à espontaneidade das massas. O ano de 1968 foi fruto de um processo histórico. A França viva…
Texto de 1º de Abril, mas é verdade!
Hoje é o dia da mentira em nosso folclore. E é também o dia de uma mentira histórica. Embora um não tenha nada que ver com o outro! Foi no dia 1º de Abril, e não no dia 31 de março como pintaram os militares, que ocorreu em 1964 o golpe militar no Brasil. O dia que também é conhecido como dia dos bobos não se refere a esse acontecido, mas bem que poderíamos fazer algumas piadinhas de duplo sentido.




