Fora de cena havia três décadas, o gênio insano, primeiro líder de uma das minhas bandas preferidas (e de milhões de pessoinhas nesse mundão), Pink Floyd, Syd Barrett morreu na semana passada. Uma grande perda com certeza, apesar de sua vida reclusa em Cambridge. Ele, na frente do Pink Floyd, foi responsável pelo êxito inicial da banda em um meio extremamente vanguardista de Londres na década de sessenta. Sua relação com a música e com as drogas, principalmente o LSD, o afastou da banda, mas o legado que ele deixou para o grupo e para os fãs como eu, foi sem sombra de dúvidas muito importante. Como eu não tenho mais os meus LPs do Pink Floyd (por motivos que não vêm ao caso), passarei a semana inteira escutando e me deliciando com o CD The Dark Side Of The Moon, uma homenagem do grupo ao ex-líder.
vida inconstante
Em um dia choramos, em outro sorrimos. Ainda bem que tudo é assim, diferente, inconstante. Acho que se sempre tudo fosse do mesmo jeito não teria muita graça. E a gente valoriza mais os momentos felizes, as coisas legais. Como esse que estou vivendo agora, sim, pois ontem li meu nomezinho na lista dos aprovados na prova terrível de extra vestibular realizada no dia do aniversário do Paul. Passei em segundo lugar e agora serei aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O tempo de UNISINOS já era. E agora é só felicidade. É deixar a vida levar.
Indignada
“Vamos celebrar a estupidez humana. Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas. Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado, todos os mortos nas estradas. Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida campeã. Vamos celebrar a fome. Vamos celebrar nossa bandeira. Vamos cantar juntos o hino nacional (a lágrima é verdadeira). Vamos festejar a violência. Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa, velório e caixão.” (Legião Urbana – Perfeição) Estou cansada dessa onda de hipocrisia, de pessoas que batem no peito e gritam “viva o Brasil” vestindo o verde e o amarelo, gastando horrores, pixando ruas e calçadas, enquanto falta um prato de comida às muitas crianças esquecidas pelas ruas do país… “Ser brasileiro está na moda?” Vamos expressar nossa indignação e nosso repúdio a essa modinha babaca de verde e amarelo, pois ser patriota não é pintar a cara e pendurar bandeirinhas nas janelas. Enquanto isso os marajás do futebol continuam enchendo os bolsos…
Parabéns
Para Paul McCartney! O muso inspirador, o grande homem, lindo, charmoso e talentoso… 64 anos de pura música! E ele ainda está inteiraço. Esse é o aniversário sobre o qual ele cantou de forma tão memorável na música When I’m Sixty-Four (Quando eu tiver 64 Anos) no álbum que foi um marco dos Beatles, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1967. Paul McCartney não está “decadente” como previu a canção. Na realidade, continua jovial e criativo com a ajuda da filha de dois anos, Beatrice Milly. E continua a escrever músicas, apresentar-se publicamente e criar em outras mídias. O festejo foi ontem, mas ainda tá valendo, pois ontem não tinha tempo nem cabeça pra postar, foi minha prova do ingresso extra vestibular da UFRGS. Um verdadeiro martírio. Mas ainda bem que existe nosso ex-Beatle pra alegrar nossas tardes de descanso pós prova horrível de difícil. Um viva pra ele: VIVA!
100% CRIME!
Na noite de ontem, no programa “Fantástico” da TV Globo, uma matéria chamou muito a minha atenção, a disputa entre os criminosos do latifúndio, os ambientalistas do Greenpeace e os moradores do Pará. Me intrigou muito o espaço destinado a esse tipo de matéria. As imagens são chocantes. A disputa vem de tempos, e apesar de a ONG Greenpeace, ter deixado o lado ONG pra trás e ter se transformado em empresa, eu admiro o trabalho dos seus militantes e em especial o trabalho que fazem no Pará em prol da Floresta Amazônica. Eu fico indignada com esses latifundiários com seus argumentos estúpidos para justificar o desmatamento da floresta. Um deles inclusive chegou a afirmar que desmatar não é crime. O argumento principal desses criminosos diz respeito à produção do soja. Eles afirmam que desmatam para alimentar o país e diminuir a fome. Ora, se a produção fosse feita realmente para o país, mas é produto para alimentar gado e…
nós somos seres estranhos
Pra começar, as novidades: Ontem recebi a ilustre visita do Nenung, da banda Darma Lóvers. Foi muito legal conhecê-lo pessoalmente, de quebra fiquei com o 1º CD da banda. Fantástico. Pra terminar, os anseios: Vou tentar o ingresso extra vestibular pra UFRGS, estou muito ansiosa e estudando muito, embora eu esteja pedindo transferência para o mesmo curso, História, na prova caem conteúdos relacionados às Ciências Sociais e Filosofia. Na torcida.




