Ontem à noite, em um momento de ócio nada cirativo, ligo a televisão e me deparo com um filme nauseante: Bad Boys 2. Filme ruim, preconceituoso, xenófobo (os traficantes do filme são todos cubanos, haitianos ou russos). Em linhas gerais, o que Bad Boys 2 promove é um assalto à sensibilidade do espectador. Para piorar, os roteiristas ainda tentam incluir uma mensagem política rasteira e fora de propósito ao citarem que o vilão da história, um cubano, apóia o regime de Fidel Castro. Um absurdo foi dizer que até o exército cubano protegia o traficante, foi um desrespeito total para com os cubanos e isso é inaceitável. Não que eu seja uma comunista defensora de Fidel, mas tenhamos um pouco de bom senso, um traficante fornecendo drogas e dinheiro lavado nos Estados Unidos para Fidel, parecia filme de 007 em época de guerra fria: fazer chacota para descarecterizar o governo de Cuba. Um total desfavor à população. Tudo isto por quê? Quando o filme chega no seu clímax, as…
Adeus à rebeldia de Guarnieri
Morreu na tarde de hoje na capital o ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, de 71 anos. Internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de junho com insuficiência renal, ele estava sedado desde quinta-feira. Em 1958, aos 24 anos, Guarnieri mudou os rumos da dramaturgia brasileira com a obra “Eles Não Usam Black-Tie”, que explorava as relações trabalhistas a partir de uma greve de operários. Essa peça é uma das minhas preferidas, já encenei fazendo o mesmo papel que Fernanda Montenegro fez na adaptação para o cinema, a matriarca da família. E como ator, foram outras dezenas de criaçães inesquecíveis no teatro, cinema e televisão. E ainda escreveu mais de 20 peças, sem contar episódios para casos especiais ou seriados.
Citando uma Obra de Ficção
Acabei de ler o primeiro livro da Trilogia do Anel, e posso afirmar que a minha paixão pela Terra Média agora virou vício. Depois de ter me deliciado com as aventuras de Bilbo, Bolseiro em O Hobbit, me deparei com aquele mundo cheio de fantasias e uma mitologia magnífica bem nas minhas mãos. Essa primeira parte do livro pode ser descrita como uma narrativa de viagem, por apresentar ao leitor o novo mundo da Terra Média. Estive presa página após página por uma semana maravilhosa. Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo novo. É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Ele colocou em polos opostos a vida dos pequenos hobbits, os divertidos habitantes do shire (condado), que escavavam suas casinhas nos relevos do terreno, tendo a grama como telhado, confrontando-a com o mundo subterrâneo de Mordor, poluído, enfumaçado, opressivo. É nesse mundo que vive Frodo Bolseiro, um jovem…
Coisas inesperadas são as melhores(!)
Ontem, como quem não quer nada eu ligo para Ana e combinamos de nos encontrar à tardinha. Fomos para um lugar maravilhoso, um sebo-livraria-bar. A Livraria do Trem. Adorei, um lugar aconchegante e muito cult. Depois de cinco deliciosas cervejas fomos para o centro ver como estava a tal da São Leopoldo Fest e descobrimos que o show do Ira! estava bem no comecinho, segunda música. Corremos, entramos e curtimos um show maravilhoso. Mais ou menos 10.000 pessoas curtindo muito. Tirando a bandeirinha bagaceira da UJS que em certa altura do show ele ergueu e falou sobre esses pseudo revolucionários o show estava bom! Realmente, em plena segunda-feira, só a Ana mesmo pra me fazer beber e gritar, me esguelar num show. As coisas inesperadas são as melhores mesmo! 🙂
leituras de férias.
O Senhor dos Anéis – trilogia completa + O Hobbit / edição especial Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda) e Benjamin (Chico Buarque) – Para reler, agora sem pressão de trabalho nenhum… e para ler pai e filho. Ainda faltam alguns livros do Chico para completar a minha coleção, se alguém quiser me presentear…
Dia Mundial do Rock
A música é tão poderosa e nos encanta tanto. Hoje é um dia muito especial para quem tem uma relação com a música, principalmente para quem tem alguma relação com esse tal de rock ‘n’ roll. No Dia Mundial do Rock não preciso fazer esforço para lembrar das inúmeras bandas, cantoras e cantores que fizeram e ainda fazem minha cabeça pirar. Nos anais da História do Rock existe muita coisa boa, mas também muita coisa indigesta. O rock é, e sempre foi, influência para artistas de todo lugar. O rock já teve momentos psicodélicos, de paz e amor, de lixo e fúria, de deprê total, de experimentação. Coisas do novo e do velho, do rock classudo à nova onda de experimentação de ritmos que veio junto com o século XXI. Esse sessentão enxuto já mudou a vida de muita gente, inclusive a minha. Devo a ele muito do que sou hoje e essa é minha pequena homenagem ao tiozão mais…





