O corpo é um templo. O toque, a carícia só ocorre com consentimento. É nele que moram nossas fraquezas, nossos desejos, nossos pensamentos. Quando o nosso corpo é violado nos sentimos incapazes. Todas as certezas se vão juntamente com a proteção que sempre pensamos ter. É como se de repente a bolha de vidro que protege o corpo do mundo se quebrasse, ficássemos expostos, sem qualquer reação. A violência, por menor que seja (se é que pode se estabelecer graus à violência), destrói aquilo que chamamos de dignidade. Diminuídos perante o mundo, perante nós mesmo. É só assim que percebemos o quão pequenos somos, o quão frágil é nossa existência. O quão insignficantes somos para o mundo, como individualmente perecemos com medo, disfarçando nossos temores, escondidos, todos eles, no nosso templo particular. Um templo, lugar sagrado para nós mesmos, de repende violado, maculado, por vezes mutilando nossa existência.
Arquivos para setembro 2007
Feliz Primavera
Estou atrasada, mas também, com a primavera que chegou aqui em Porto Alegre… Chuva, raios e trovões. Sol, friozão, vento e Guaíba cheio e agitadíssimo.
caminho
devagar devagar devagar divagar.
Barbaridades da Semana
A semana que passou foi marcada por uma série de absurdos e bizarrices que custo a acreditar. Algumas delas: Renan absolvido era mesmo de se esperar, afinal de contas uma votação secreta, onde até a Ata teve acesso proibido por, pelo menos, os próximos vinte anos. Renan tem seus podres (e bota podre nisso), no entanto ele usou da mais famosa e ardilosa arma dos bandidos corruptos, a chantagem. Todos ali, sem excessão, têm o nome tão sujo que o não votar pela absolvição acarretaria na transformação de Renan em um novo Roberto Jeferson. E dá-lhe Brasil. Declaração de Lula acerca da indignação do povo pela absolvição acima referida. É muita cara de pau. Aliás, todas as declarações do Senhor Presidente soam como insulto ao povo brasileiro, principalmente às classes mais baixas, oprimidas pela sua política. O homem teve a coragem de falar que ‘Precisamos nos habituar a acatar o resultado das instituições’, vê se não dá vontade de chorar e depois partir pra porrada, ou…
Teatro do Chat
Na sexta-feira 07 de setembro de 2007, o Maurício Corbalán (um dos arquitetos do coletivo m7red, autor da obra Teatro do Chat) conduziu uma espécie de oficina/mini-curso sobre o Teatro do Chat (integrante da mostra Zona Franca da 6ª Bienal do Mercosul). A oficina iniciou com um histórico da proposta e caminhou naturalmente para as questões tratadas nas “edições anteriores”. O Teatro do Chat é uma proposta de trocas de idéias virtual, uma arena pública de discussão acerca de temáticas urbanas. O elemento virtual é de extrema importância, nas duas primeiras vezes que a proposta foi realizada ela ocorreu virtualmente. Na primeira vez, em Amsterdã, a conversa girou em torno da questão da imigração islâmica para a cidade. Já na segunda edição, o cenário era Buenos Aires e a discussão girava em torno dos Piqueteiros e também do Porto da cidade. Em ambas as discussões, as pessoas envolvidas no debate virtual assumiam papéis pré-estabelecidos, baseados nos protagonistas dos problemas abordados….
palavras.
“Ontem coloquei fora minhas sandálias cor de rosa.E me desfiz do figurino infantil.”





