Olha ao redor e não vê ninguém. Não tem viva alma a lhe esperar. E lá dentro ele sabia que era tudo o que queria. Caminha até a cozinha. Abre a geladeira. Pega uma garrafa de vinho branco, serve uma taça e bebe tudo em um gole como se aquela fosse a última porção de vinho do mundo. Dirige-se para o sofá liga o rádio em alguma estação qualquer e deita com o olhar perdido na noite que se desvendava pela janela aberta. Nenhum som, nem mesmo da música a tocar ou dos carros na avenida em frente a seu prédio lhe chama a atenção. Desliga o rádio.
Arquivos para 2008
Um outro lado.
Às vezes sou também boneca. Escrevo coisas pequenas, palavras amenas e histórias de qualquer tema. Caminhos cruzados, pensados, tomados. São andanças descritas com minúcia e abundância. Mas às vezes esqueço de mostrar. Guardo no fundo de uma gaveta e deixo para as traças as apreciações. Outras quero contar e ouvir as opiniões.
A animação no Brasil: obstáculos e esperança.
Muitos já falaram sobre a qualidade da animação no Brasil, algumas vezessão críticas corrosivas que geralmente vêm acompanhadas de comparações com as produções estrangeiras. No entanto, o Brasil sempre teve uma animação de boa qualidade. Sobretudo na publicidade. Porém o espaço nesse meio é, em geral, para filmes de até 30 segundos. Recentemente, entretanto, as seleções para festivais como o Anima Mundi sinalizam uma crescente pretensão em atuar fora dos comerciais, uma vez que a animação começa a aparecer como uma opção acessível para quem quer fazer cinema. E a computação, é claro, assume um papel de extrema importância nesse processo de crescimento. Os atrativos do meio digital são muitos para os animadores, apesar de a técnica 3D não ter ganho mercado por aqui. O Brasil é pioneiro em animação 100% digital, com Cassiopéia – longa de Clóvis Vieira – produzido com pouco mais de 15 computadores 486 e lançado em 96 – alguns meses depois do famoso desenho da…
A Casa dos Pacheco – mininovela
A escritora Andréa del Fuego começou no inicio deste mês mais uma mininovela. Vale a pena conferir por dois motivos. Primeiro porque a Andréa é uma ótima escritora e segundo porque ela usa como referência para seus capítulos as ilustrações de Norman Rockwell, grande artista do início das décas de ’30, ’40 e ’50 do século XX. No que consiste? Buenas, editar imagens para que a seqüência delas lhe dê uma história! Eu mesma fiz algo parecido dia desses: parecido porque usei apenas uma imagem e a partir dela criei um pequeno e insano diálogo entre um monstro azul e uma boneca alagoana (presentes de amigos queridos).
Mas é chá ou suco?
Depois de um delicioso chá das cinco ao melhor estilo britânico nada melhor do que acertar detalhes de projetos, iniciar parcerias ou simplesmente jogar conversa fora. Pois é, foi nesse clima que o polêmico (e adorado por esta que vos escreve) Iggy Pop e o Dj e produtor Fatboy Slim decidiram unir forças e gravar uma faixa em parceria. Uma mistura um tanto inesperada que pode render bons frutos. A música fará parte do novo álbum de Fatboy Slim que tem previsão de lançamento para Maio deste ano. Fico aqui esperando para saborear o suculento resultado. E tu também pode acompanhar essa empreitada, acessando a revista eletrônica Snackzine! E Iggy Pop não é novato quando o assunto é parceria. Ele também já cantou ao lado de outro fera da música, David Bowie. No vídeo uma apresentação deles ao vivo interpretando The Passenger. Agora alguém me explica uma coisa: porque diabos o Iggy resolveu tomar chá?
Um pouco sobre a História do Cinema de Animação nas terras Tupiniquins
A animação no Brasil remonta ao início do século XX, com a produção do curta metragem “O Kaiser”, de Álvaro Marins, no ano revolucionário e deveras emblemático de 1917. A próxima animação veio apenas no final da década de ’20 e chama-se “Macaco Feio, Macaco Bonito” (1929) de Luiz Seel. Contudo, o longa animado considerado o número um só veio a ser criado nos anos ’50, depois que todos já conheciam de cor e salteado o Mickey Mouse, Popeye, Looney Toones entre tantas outras produções estadunidenses. A obra que encantou muita gente e chegou a ser comparada à Fantasia de Walt Disney tem um nome lírico que acompanha a coletânea de relatos folclóricos da região Norte do Brasil: “Sinfonia Amazônica“. O diretor Anélio Lattini Filho dedicou em torno de cinco anos na produção. Na década de ’60, influenciados pelas cores psicodélicas que emanavam das produções vindas da terra do Tio Sam, os animadores brasucas enveredavam para uma experiência estética mais…





