Julho é mês de Fantaspoa! De 2 a 18 de julho, ocorrerá a sexta edição do festival, serão exibidos 64 curtas e 74 longas-metragens, totalizando 138 obras na programação. Os filmes exibidos são do gênero fantástico (fantasia, ficção-científica, horror e thriller) e o grande objetivo é agradar não somente fãs desses gêneros específicos, mas apreciadores de cinema em geral. O site do festival já está no ar com a programação completa, as atividades paralelas e as sessões comentadas. O valor dos ingressos será de R$ 5,00 (cinco reais) para todas as sessões de longas-metragens e R$ 2,00 (dois reais) para as sessões de curtas-metragens.Super em conta. A sessão de abertura do VI Fantaspoa será realizada às 19 horas no Cine Bancários, no dia 2 de julho, com exibição do filme “É Preciso Amar a Morte”, com a presença do diretor alemão Andreas Schaap. O Fantaspoa é uma oportunidade única para ver filmes que simplesmente nunca entrariam no roteiro dos cinemas…
Arquivos para 2010
Ainda ando nesta estrada
Depois de ter ficado completamente arrasada com o livro A Estrada (Cormac McCarthy), resolvi partir para a versão cinematográfica. E não me arrependo. John Hillcoat conseguiu transpor o clima do livro para a tela, e isso não é fácil. Claro, o filme é bem simples, uma adaptação no melhor sentido da palavra: muito fiel à obra e sem nenhuma “viagem” do diretor. E Viggo Mortensen está perfeito como pai. Parece mesmo que McCarthy escreveu o papel pensando em Mortensen para a adaptação cinematográfica, viu Anica?! John Hillcoat dirige com fervor emocional e utiliza composições simples para mostrar sua sensibilidade em relação à obra literária. Não vou nem entrar no mérito de qual é melhor, se o livro ou o filme, porque não gosto destas comparações. Só posso dizer que o filme é muito bom e que é uma experiência muito bacana ver o filme se já leu o livro. O filme consegue ser tão devastador quanto o livro. Ambos suscitam…
Melancia (Marian Keyes)
Livros Chick-lit não fazem parte da minha rotina literária. Até então eu havia lido apenas um – O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding) – e mesmo tendo gostado bastante, não voltei mais ao gênero. Foi apenas agora que abri espaço na minha agenda para outro exemplar. A lógica para inserir Melancia de Marian Keyes na lista de livros a serem lidos no ano partiu da necessidade de ler algo leve, de fácil compreensão e rápido, pois estou muito preocupada com o trabalho de conclusão de curso no momento para me dedicar a leituras muito complexas e que exija um nível de comprometimento muito alto. E de fato, o propósito foi atingido. A leitura foi agradável, rápida e leve. Um ponto de partida um tanto deprimente, admito, entretanto necessário para trazer a baila uma história de superação, maturação e autoconhecimento. Confesso que em alguns momentos fiquei com raiva de algumas personagens, pelos discursos proferidos em relação ao que estava acontecendo…
Sobre o final de Lost
O que falar sobre o final de Lost? Tanto já se disse, muitos escreveram (de coisas boas até a completa falta de entendimento da série e principalmente do final). Pois é. eu não posso dizer que me satisfiz com aquele final. Na verdade eu achei um episódio bom, interessante para um final, mas de outra série. Lost precisava ser diferente. Sei lá, acho que aquela coisa meio espiritualista não agradou. Preferia um final mais ficção científica, se é que me entende. Não pareceu que o final fora programado e pensado desde a quarta ou terceira temporada como os criadores disseram/prometeram. Mas também, quem sou eu pra falar. Não pense que achei um final de todo ruim, pelo contrário, gostei bastante de muitas coisas, só achei que Lost merecia mais. Pra ser sincera, os finais de Battlestar Galactica, Buffy, entre outras, mexeram muito mais comigo. O final não amarrou bem a temporada, quem dirá a série inteira, com suas seis complexas…
Coraline
Sobre o filme Coraline, o mais apropriado a se dizer é que ele é lindo, de uma beleza contagiante. O filme é uma animação stop motion (que eu particularmente adoro) e já vi duas vezes – pretendo ver mais. Mas não é pura estética, o argumento é muito bacana e ser adaptado de uma obra (homônima) de Neil Gaiman agrega certo valor a produção. E a personagem encanta tanto quanto a estética e a narrativa. Que imaginação aquela garotinha tem. E que imaginação o senhor Gaiman tem. Gosto de mentes criativas, e mais ainda de quem usa a imaginação para viver, seja criando como forma de sobrevivência ou simplesmente usa a imaginação no dia a dia – assim mesmo, sem hífen, que foi excluído depois dessa nova regra, coitado – para resolver situações as mais diversas. É impossível não se apaixonar pelo figurino de Coraline. Isso mesmo, figurino. Ela veste roupas feitas a mão pela micro tricoteira estadunidense Althea Crome….
Sobre porque não vou no Show da Cat Power
Eu não sou uma pessoa que frequenta shows. Por dois motivos bem simples: são caros (e eu não tenho dinheiro) e eu não me sinto bem em multidões, minha altura inviabiliza minha respiração no meio de tanta gente maior que eu bloqueando a livre circulação do ar, além da visão restrita que minha pequenez proporciona). No entanto, alguns espetáculos me são caros. Hoje, por exemplo, acontecerá um show aqui em Porto Alegre que gostaria muito de ver. Cat Power se apresentará no Opinião e esse é um dos poucos shows da temporada que me atraem. Gosto muito da guria e de suas músicas e não creio que a casa lote por ela. Enfim, a estrutura do lugar permite que eu possa assistir ao espetáculo do conforto de uma cadeira, com uma mesa de apoio em minha frente. E mais uma vez terei que declinar. Não possuo a bagatela exigida para entrar no espaço para no máximo duas horas de deleite….




