Meu gato velho tá muito velho. Ele já é um senhorzinho de 16/17 anos de idade, que sofreu muito num gatil antes de eu adotá-lo. Ele carrega as sequelas disso até hoje. Meu gato velho tá muito velho. Isso dói no coração. Queria que ele vivesse pra sempre. Queria muito. Gandalf, fica aqui comigo pra sempre? Por favor? Meu gato velho tá muito velho. Muito velho.
Arquivos para
eu procrastino…
Eu não fiz nada da dissertação essa semana. De novo. Isso está se tornando muito chato. Eu tenho um sério problema de trabalhar em condições não ideias. Eu tenho muito tempo (quarentenando…). Aí não faço nada com ele. E quando to apertada, cada minuto rende. Meu TCC foi moleza pq eu não tinha um segundo livre do dia. Aí eu lia e escrevia muito. Tava trabalhando em dois lugares, cursinho pré vestibular, aula do último semestre. Aí parece que o cérebro entende: tem que render. Tipo inércia. Se tá em movimento, continua em movimento. Se não tá, fica parado. Falta o impulso. Loucura da minha cabeça? Talvez. Mas faz sentido. Se eu tenho tempo, me distraio. Invento mil coisas pra distrair ou só fico parada olhando pro nada. Repetindo: depois eu faço. O depois vira amanhã e assim vai. Imagem destacada: Pexels
Top 8: Canções de Atormentar
Os oito poemas favoritos do mais novo livro de Angélica Freitas. Meio démodé fazer top 5, meio hipster fazer top 8. Um limbo entre aqueles que amam o livro/filme sensação cult no início dos 2000 e aqueles que não conseguem escolher apenas cinco. Segunda-feira, 24 de agosto de 2020 – dia x+2y de isolamento social. Saí de casa, um momento de exceção. Caminhei 500 metros do prédio onde moro até a Livraria Baleia, livraria essa que não conhecia, apesar de ficar exatamente em frente ao local em que treinava roller derby (quantos séculos se passaram desde o último treino?). Máscara, álcool gel depois de tocar a campainha. Peguei a sacolinha com a minha encomenda, o livro que comprei na pré venda. Canções de atormentar. Depois de ler O útero é do tamanho de um punho e ser arrebatada pela poesia de Angélica Freitas eu precisava comprar esse livro. E foi assim, na pré venda, mesmo sem dinheiro porque vinha autografado….
Hello World! Eu voltei!
Isso mesmo. Como diz o ditado: o bom filho à casa torna. Exceto que eu não retornei pra casa, eu montei uma casa nova na rede mundial de computadores. Uma nova era. Não sei que outro jeito chamar o nascimento desse blog. Demorei mais de dois anos pra conseguir desapegar do nome trecos&trapos, blog que me acompanhou por tanto tempo, que viu as muitas fases da blogosfera nascer e morrer, que me rendeu momentos e pessoas incríveis. Mas já não era de hoje que esse nome não era mais o que eu queria do lugar que abriga meus textos, minhas fotos, minhas experimentações e minhas aventuras. O trecos & trapos vai ter sempre o espaço dele nas minhas memórias, porém eu sentia que esse nome nunca foi a melhor escolha. Eu sempre pensava que parecia nome de loja de artesanato. Apesar de adorar a descrição: colcha de retalhos. Porque no fundo é isso. Esse blog é uma colcha de retalhos…
Reflexões sobre um pé na bunda
Hoje faz uma semana que o relacionamento no qual eu mais me permiti terminou. Tem um momento depois do pé na bunda que a gente começa a ver, mesmo que ainda muito pouco, por trás do véu da admiração. Aí aquela imagem perfeita que a gente cria na nossa mente apaixonada vai se desconstruindo pouco a pouco. Às vezes vemos que a pessoa em questão nunca gostou realmente de ti e você só se deixou navegar por águas pouco amigáveis por conta de uma idealização. Que foi tudo uma enganação e que você foi só mais uma na rede de conquistas. Entendo que ter muitos matchs no Tinder, muitos encontros e contatinhos pode ser uma massagem no ego. Mas é só isso mesmo. Quando estamos inseguros, com medo ou passando por alguma coisa difícil é bom ter diversas conversas abertas e pessoas interessadas. Been there, done that. Mas elas não vão te fazer sentir melhor consigo mesma a longo prazo,…









