This machine kills fascists é uma frase icônica criada por Woody Guthrie, um músico folk dos Estados Unidos nos anos 1940. Bem, em plena guerra, inúmeros grupos antifascistas surgiram com diferentes formas de combater o fascismo. Seja realmente lutando, com as mãos e pegando em armas, seja através da propaganda política e claro, através da arte. E nesse movimento antifascista muitos artistas se destacaram por suas músicas, poesia, romances, contos, estética. A arte teve um papel fundamental para disseminar essa ideia fundamental de combate a uma das coisas mais nefastas que o ser humano já criou. Woody Guthrie foi um desses sujeitos. Ele, com um gesto simples, conscientizou e inspirou muitas pessoas a refletirem e se posicionarem contra os fascismos em marcha no planeta naquele período. Ele olhou para o seu violão e marcou nele uma frase indicando que aquele era a sua arma simbólica. Essa frase ficou tão famosa que é usada até hoje por pessoas ao redor de…
Arquivos para julho 2025
📚 Maratona Literária de Inverno 2025: Sprints e Releituras
Entre os dias 19 e 27 de julho, participei mais uma vez da Maratona Literária de Inverno, criada pelo Vitor, do canal Geek Freak. Tento participar todos os anos, mesmo que nem sempre consiga cumprir todos os desafios. Nesta edição, com uma proposta leve e centrada no volume de leitura, mergulhei de corpo inteiro e vivi uma das experiências mais produtivas e prazerosas que já tive com a maratona. Ajudou muito que estava de férias durante o período da maratona, então pude me dedicar 100% ao desafio e, consequentemente, à leitura. A edição deste ano teve um formato um pouco diferente: a narrativa envolvia uma jornada em busca de ingredientes para criar o Elixir Supremo. Para isso, era necessário ler pelo menos 640 páginas, completando uma das três fórmulas mágicas. O foco era ler uma certa quantidade de páginas para criar poções mágicas e, ao final, chegar ao Elixir Supremo.📖 A meta básica era 640 páginas.🔮 Havia três fórmulas diferentes…
weekly note or monthly recap (or both)?
Há algum tempo venho sentindo vontade de registrar de forma mais constante as pequenas coisas que acontecem comigo. As ideias em rascunho, as colagens que nascem do nada, as leituras que me atravessam de uma forma mais breve (nem tudo que leio eu escrevo sobre), os passos que dou (literalmente e figurativamente). Em busca de um ritmo: notas semanais ou resumos mensais? Andei pesquisando formatos e encontrei dois que me interessaram bastante:🌱 Weekly Notes (notas semanais) e 🌕 Monthly Recaps (resumos mensais).Ambos têm seus encantos e suas armadilhas. Para mim, tanto as notas semanais quanto os resumos mensais são formas de guardar e registrar experiências, pensamentos e descobertas. Notas iniciais que mais tarde podem até virar tema para algum texto mais específico. Funcionam como um espaço onde posso organizar o que vivi, o que aprendi e o que me tocou, criando um arquivo afetivo que vai além do simples registro de fatos. Essas anotações me ajudam a acompanhar meu processo,…
Babas de Caracol: uma leitura agridoce
Minhas impressões sobre Babas de Caracol: um romance com ritmo lento, centrado em personagens imperfeitos, que acerta na história dentro da história, mas escorrega na investigação do autor fictício. Demorei mais de dez anos para finalmente para finalmente abrir Babas de Caracol, da autora espanhola María García-Lliberós, que comprei numa viagem à Argentina. Comprei esse livro logo após entregar meu TCC, que foi justamente sobre a Guerra Civil Espanhola. Me interessei na hora quando vi que o tema aparecia na sinopse. O fato de ser uma autora espanhola me atraiu ainda mais. Apesar de a narrativa não se passar majoritariamente nesse período, ele aparece de forma significativa, quase como uma sombra que atravessa os personagens. É um momento histórico que marca a protagonista e influencia diretamente eventos importantes da trama. Esse pano de fundo histórico dá profundidade às memórias e às relações construídas no livro. Foi bonito perceber como essa memória coletiva (e traumática) se entrelaça com as histórias pessoais…
a arte de tentar ser polêmico sem conteúdo
Eu participo de um clube do livro com alguns amigos. Nesse bimestre o livro escolhido foi Suicidas, romance de estreia de Raphael Montes. Não tenho muito interesse pelo gênero, mas resolvi dar uma chance, já que tanta gente fala muito bem do autor. A minha impressão é de que o autor parece tentar fazer de seu livro muitas coisas ao mesmo tempo: um thriller psicológico, um jogo de detetive, uma crítica social, um experimento literário. Mas, na minha leitura, acaba tropeçando nas próprias pretensões e falha miseravelmente nelas todas. O livro apresenta uma proposta até instigante: um grupo de jovens de classe média alta se reúne para um pacto suicida. Os mistérios e reviravoltas da história são revelados por meio de gravações e relatórios policiais. A premissa rapidamente se perde em cenas que apelam mais para o choque pelo choque. Elas não constroem nenhuma profundidade psicológica ou uma crítica consistente. O gore é apenas um recurso de impacto vazio. Parece…
Um universo paralelo no meio do mato: minha experiência no Morrostock 2025
Na Páscoa deste ano, fui viver uma experiência que parece acontecer fora do tempo: o Festival Morrostock. Fui tão tomada pela experiência que quase não tirei fotos. E acho que isso já diz muito sobre o que foi o Morrostock pra mim: um mergulho total no presente. Já consolidado no cenário da música alternativa no Rio Grande do Sul, o Morrostock é mais que um festival, é um portal. Durante alguns dias, uma comunidade se forma no meio do mato. As pessoas são conectadas pela música, pela natureza e por uma vibe. Essa vibe lembra, com todas as devidas proporções e tropicalizações, o espírito de Woodstock. O festival mescla nomes conhecidos da cena gaúcha com artistas independentes da América do Sul. Além dos shows, há oficinas, atividades, acampamento, comida boa e um cuidado com o meio ambiente que se sente em cada detalhe: banheiro seco, bioconstrução, respeito pelo entorno. Um universo paralelo. Fui com a Cibstrada, excursão já tradicional entre…









