Morreu na tarde de hoje na capital o ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, de 71 anos. Internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de junho com insuficiência renal, ele estava sedado desde quinta-feira. Em 1958, aos 24 anos, Guarnieri mudou os rumos da dramaturgia brasileira com a obra “Eles Não Usam Black-Tie”, que explorava as relações trabalhistas a partir de uma greve de operários. Essa peça é uma das minhas preferidas, já encenei fazendo o mesmo papel que Fernanda Montenegro fez na adaptação para o cinema, a matriarca da família. E como ator, foram outras dezenas de criaçães inesquecíveis no teatro, cinema e televisão. E ainda escreveu mais de 20 peças, sem contar episódios para casos especiais ou seriados.
Criação
♣ Espaço para minhas expressões artísticas e experimentações visuais. Aqui o fazer importa tanto quanto o pensar, e a arte é ferramenta de mundo.
O contexto como conteúdo
Acabei de ler um livro muito bom que usei para um trabalho da faculdade. O nome do livro é “No interior do Cubo Branco: ideologia no espaço da arte“ de Brian O’Doherty. Eu recomendo pra todos que se interessam por arte, principalmente arte contemporânea, porque o livro trata exatamente do espaço da arte, da galeria, de toda a ideologia que ela carrega em diferentes épocas do modernismo e do pós-modernismo. “A clássica hostilidade da vanguarda expressa-se por meio do desconforto físico (teatro radical), barulho excessivo (música) ou pela remoção das constantes de percepção (o recinto da galeria). São comuns a todas elas as transgressões da lógica, a dissociação dos sentidos e o tédio. A ordem (o público) experimenta nessas arenas quanto de desordem ela suporta. Esses lugares são, então, metáforas de consciência e revolução. O espectador é convidado a um recinto onde o ato de aproximação volta-se contra si mesmo. Talvez uma atitude rematada da vanguarda fosse atrair o público…




