Em 9 de outubro de 1940, enquanto a força aérea alemã bombardeava o estratégico Porto de Liverpool – na Inglaterra -, nascia John Winston Lennon, filho de Julia Stanley e de Alfred Lennon. Em 9 de outubro de 1980, John Ono Lennon completou quarenta anos. Dois meses mais tarde, um imbecil chamado Mark David Chapman, descarregou cinco disparos mortais sobre seu corpo. O que aconteceu entre os bombardeios nazistas ao porto de Liverpool e os cinco disparos em frente ao edifício Dakota em Nova York, já faz parte da história da cultura do século XX. Lennon é – sem dúvida alguma – uma lenda, um mito, uma referência obrigatória, um ícone, um produto publicitário, uma imagem carregada de inumeráveis referências. Lennon foi – além de todas as opiniões importantes – um protagonista. É indubitável que os Beatles não seriam possíveis sem Lennon, mas – pelo contrário – é pouco provável que Lennon não existiria sem os Beatles. Arrisco a hipótese…
Criação
♣ Espaço para minhas expressões artísticas e experimentações visuais. Aqui o fazer importa tanto quanto o pensar, e a arte é ferramenta de mundo.
Divulgação importante!
Mostra “Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem” A partir de 31 de agosto a Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo estará apresentando a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem que consta de encenações teatrais criadas no último ano nas oficinas coordenadas pelos atuadores da Tribo. É ma mostra do processo pedagógico colocado em prática pela Terreira. A Mostra acontecerá no espaço Teatro Elis Regina da Usina do Gasômetro, com entrada franca. De 31 de agosto a 29 de setembro, quintas e sextas-feiras, às 20 horas, será encenado o Exercício Cênico: ESTADO DE SÍTIO, adaptação livre da peça de Albert Camus, numa montagem cênica da Oficina para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo; em outubro e novembro será apresentado A Mais-Valia Vai Acabar Seu Edgar, baseada no texto de Oduvaldo Vianna Filho, na encenação do grupo Trilho, da Oficina de Teatro do Bairro Humaitá e em dezembro acontece A História…
Vernissage na terça à noite
Me sentindo um peixe fora d’água, e no meio de tanta gente chata sem nenhuma graça, estava eu, ontem à noite, na abertura da exposição dos 70 finalistas do Salão Jovem Artista. Ver o tal governador do Estado, o Sr. Germano Rigoto falar, com toda a corja da RBS e mais o Tulio, se acha muito Milman, fazendo o cerimonial, realmente eu era um peixe fora d’água, quase morrendo afogado! Mas valeu pelas obras que, na sua maioria, eram boas e pelo coquetel com vários salgadinhos deliciosos e vinhos e refrigerantes e etc… Ah, claro que tinha também o pessoal legal, mas todos estavam tão ocupados em massagear o próprio ego que nem dava pra chegar perto. No fim que os premiados mereceram, exceto por uma ou duas obras melhores que ficaram de fora, mas a Grande Vencedora, Camila Shenkel, essa não merecia o prêmio, achei que outras obras, como a da ganhadora da regional de Santa Maria, eram muito…
Adeus à rebeldia de Guarnieri
Morreu na tarde de hoje na capital o ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, de 71 anos. Internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de junho com insuficiência renal, ele estava sedado desde quinta-feira. Em 1958, aos 24 anos, Guarnieri mudou os rumos da dramaturgia brasileira com a obra “Eles Não Usam Black-Tie”, que explorava as relações trabalhistas a partir de uma greve de operários. Essa peça é uma das minhas preferidas, já encenei fazendo o mesmo papel que Fernanda Montenegro fez na adaptação para o cinema, a matriarca da família. E como ator, foram outras dezenas de criaçães inesquecíveis no teatro, cinema e televisão. E ainda escreveu mais de 20 peças, sem contar episódios para casos especiais ou seriados.
O contexto como conteúdo
Acabei de ler um livro muito bom que usei para um trabalho da faculdade. O nome do livro é “No interior do Cubo Branco: ideologia no espaço da arte“ de Brian O’Doherty. Eu recomendo pra todos que se interessam por arte, principalmente arte contemporânea, porque o livro trata exatamente do espaço da arte, da galeria, de toda a ideologia que ela carrega em diferentes épocas do modernismo e do pós-modernismo. “A clássica hostilidade da vanguarda expressa-se por meio do desconforto físico (teatro radical), barulho excessivo (música) ou pela remoção das constantes de percepção (o recinto da galeria). São comuns a todas elas as transgressões da lógica, a dissociação dos sentidos e o tédio. A ordem (o público) experimenta nessas arenas quanto de desordem ela suporta. Esses lugares são, então, metáforas de consciência e revolução. O espectador é convidado a um recinto onde o ato de aproximação volta-se contra si mesmo. Talvez uma atitude rematada da vanguarda fosse atrair o público…




