A Literatura Nacional vem ganhando espaço nas estantes dos novos leitores. Muitos estão olhando para autores consagrados, clássicos e contemporâneos, mas estão também de olho nos novos autores. E os novos autores parecem estar de olho nos novos leitores. É inegável o investimentos em escrever histórias voltadas para os gostos das gerações atuais. E dois autores da nova geração que publicaram pela editora Dracaena concederam entrevistas para dois blogs bacanas: Danilo Barbosa do Blog Literatura de Cabeça entrevistou Roque Neto autor do livro Porque eu amei. Gostou da entrevista e quer comprar o livro Porque eu amei: Saraiva | Cultura | Dracaena. Já a Márcia Rios do Blog Apaixonada por livros entrevistou Hermes M. Lourenço, autor do livro Faces de um anjo. Gostou da entrevista e quer comprar o livro Faces de um anjo: Saraiva | Cultura | Dracaena. O escritor José Oliveira lançará O Alma pela Editora Dracaena. Depois de publicar dois livros (O Réu dos Sonhos e Amargo Pecado), pela editora Novo Século, o escritor José Oliveira…
Cultura
♣ Consumo crítico e apaixonado de cultura pop, marginal e experimental. O que vejo, ouço, leio e jogo com olhar afiado e coração aberto.
Julie & Julia: 365 dias, 524 receitas e 1 cozinha apertada
Ontem à noite eu terminei de ler Julie & Julia: 365 dias, 524 receitas e 1 cozinha apertada, aos 45 do segundo tempo para o Desafio Literário 2012. Sabe aquele livro que antes mesmo de abrir tu tem certeza de que vai gostar. Pois Julie & Julia foi exatamente assim. Eu sabia que gostaria desse livro desde a primeira vez que ouvi falar dele, e depois de ver o filme maravilhoso, eu tive mais certeza ainda. O livro escrito por Julie Powell conta sua própria história, quando ela resolveu encarar um projeto bem diferente: fazer todas as receitas do livro Mastering the Art of French Cooking (Vol. 1) do ícone culinário norte americano Julia Child. E mais, ela escreveu um blog sobre isso e o blog fez muito, mas muito sucesso. Tanto sucesso que virou livro. Esse livro que acabei de ler. O projeto que pode parecer maluco começou como uma forma de distração do emprego maçante numa repartição do governo no qual não…
O Continente vol. 1 (O Tempo e o Vento #1), de Erico Verissimo
O primeiro volume de O Continente é a abertura da obra prima de Erico Verissimo, O Tempo e o Vento (publicado em três romances: O Continente, O Retrato e O Arquipélago – os dois primeiros possuem dois volumes, enquanto o terceiro foi dividido em três). Publicado em 1949, a intenção de Erico era escrever apenas O Continente, mas a história tão grandiosa da saga familiar que é também um microcosmo da História do Rio Grande do Sul pedia mais. E Erico nos deu de presente, alguns anos mais tarde, os dois volumes de O Retrato e os três volumes de O Arquipélago. Reeditado inúmeras vezes pela Editora Globo, hoje as obras de Erico são publicadas pela magnífica Companhia das Letras. E eu tive o prazer de ler na primeira e segunda vez, há muitos anos, essa primeira parte de O Tempo e o Vento numa publicação da editora Globo e agora li numa edição linda que integra o box de…
Unfortunately, I can never read all the books I want.
“I can never read all the books I want; I can never be all the people I want and live all the lives I want. I can never train myself in all the skills I want. And why do I want? I want to live and feel all the shades, tones and variations of mental and physical experience possible in life. And I am horribly limited.” >> Sylvia Plath
Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
O ano está no início, portanto ainda é cedo para dizer que Precisamos falar sobre o Kevin está entre os melhores livros lidos do ano. Mas mesmo assim vou arriscar. Na verdade, eu não sei por onde começar a escrever sobre esse livro. É um livro perturbador? Aterrorizante? Triste? Brilhante? Ou tudo isso junto? O enredo, a narrativa, o texto e os personagens se entrelaçam e deixam o leitor estupefato, estarrecido. Pelo menos não consigo pensar em adjetivos melhores para definir como eu fiquei logo no início da leitura. Este é um livro epistolar, ou seja, a narrativa ocorre em formato de cartas. Uma sucessão delas, escritas por Eva Khatchadourian, uma mãe da classe média dos Estados Unidos descendente de armênios, viajante, dona de uma editora de livros de viagem, que tem um gosto pela liberdade, casada com um americano típico que é o destinatário de sua correspondência. Sobre o que ela fala? Sobre Kevin, obviamente. Kevin Khatchadourian é seu filho…
Inquietos (Restless, 2011)
Inquietos (Gus Van Sant, 2011) é um filme sobre vida, amor, descobertas e morte. Conta a história de uma adolescente com câncer em estado terminal, Annabel Cotton (Mia Wasikowska), que se apaixona por um rapaz, Brae Enoch. (Henry Hopper), que gosta de assistir a funerais e tem um amigo fantasma que foi piloto kamikaze japonês na Segunda Guerra Mundial. A história é mesmo pouco convencional, o tipo de coisa que eu gosto e me pega de jeito. Já começou com ponto positivo. O mundo desses dois jovens parecem inteiramente distintos. Annabel ama a vida, sempre com um sorriso no rosto ela aceita que tem apenas três meses de vida e quer vivê-los intensamente. Nesse meio tempo ela conhece Enoch, um garoto bastante peculiar, que tem um desprezo pela vida e uma curiosidade mórbida sobre a morte. E o encontro dos dois ocorre justamente em um funeral, no qual ele entrou de penetra. Na verdade os primeiros minutos do filme são um tanto enigmáticos, pois neles apenas vemos um garoto vagar de funeral a funeral…







